Jornal Estado de Minas

EM DIA COM A POLÍTICA

A eleição presidencial deu a largada, enquanto a pandemia segue firme

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O Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado ontem pela Fundação Oswaldo Cruz, mostra um  crescimento significativo de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) tanto na tendência de longo prazo, ou seja, nas últimas seis semanas, quanto de curto prazo (três semanas).





De acordo com o estudo, 22 estados apresentam pelo menos uma macrorregião de saúde com nível de casos semanais de SRAG considerado muito elevado ou extremamente alto, somando 73 do total de 118 macrorregiões de saúde do país.
 
O Ministério da Saúde resolveu não autorizar uma série de recomendações contra a COVID-19 que foram discutidas pela Conitec, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, e que contraindicavam o uso de medicamentos do chamado kit COVID-19.
 
A Conitec é o órgão ligado ao Ministério da Saúde responsável pelos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas de saúde. Desde o ano passado, integrantes do grupo vêm travando uma queda de braço com o próprio ministério por não admitirem o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus, como a hidroxicloroquina.




 
O uso dos remédios do tal kit COVID-19 já é, mundo afora, amplamente descartado por sociedades científicas brasileiras e estrangeiras, incluindo a própria Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
O ponto só é polêmico porque integrantes do governo federal e aliados governistas apoiam o kit COVID deliberadamente. Efeito presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL). Já é conhecido, né?
 
Melhor então dar a largada para a eleição presidencial. É isso mesmo, já começou. Quem abriu a disputa foi o ex-governador do Ceará Ciro Gomes. E claro que não perdeu a caminhada de trazer para o palanque o saudoso Leonel Brizola durante o seu discurso. Até na data. Se vivo, Brizola completaria exatos 100 anos ontem.
 
O lema da campanha, divulgado também ontem, será: “A rebeldia da esperança”. No ato de lançamento da pré-candidatura estavam presentes o senador Cid Gomes (PDT-CE), o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) e ainda Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza (CE).




 
Antes de encerrar, melhor trazer um registro, ou melhor, um resumo vindo dos pedetistas. Ato na sede do partido, em Brasília, lançou a pré-campanha ontem, isso mesmo, sexta-feira.
 
E vale lembrar mais um pouco do currículo de Ciro Gomes, um pequeno resumo. Com a política nas veias, ele já governou o Ceará, foi ministro da Fazenda e da Integração Nacional e tentará a Presidência pela quarta vez.

Pêsames

O presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) chegou às 15h15 a Eldorado, no interior de São Paulo, para o velório e sepultamento da mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro. Ela morreu na madrugada de ontem. O presidente chegou ao Brasil de avião no aeroporto de Congonhas, embarcou no helicóptero presidencial acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e os filhos Renan e Flávio Bolsonaro. Olinda morreu aos 94 anos. “Com pesar, o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade”, tuitou Bolsonaro.

Elegantes

“Divergências profundas não podem ser maiores do que o respeito pela dor humana. Meus sentimentos ao presidente pela perda da mãe.” Ex-comandante da Operação Lava-Jato, Sergio Moro (Podemos). E tem também outro pretendente da eleição presidencial, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT): “Meus pêsames a Bolsonaro pela perda de sua mãe”. E tem o toque mineiro: “Meus sentimentos ao presidente Jair Bolsonaro pelo falecimento de sua mãe, Olinda Bolsonaro. Estendo condolências aos familiares e amigos. Deus conforte a todos! Senador Rodrigo Pacheco (PSD)”.





Fora do PL

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (AM), anunciou oficialmente sua desfiliação do Partido Liberal. Ele argumentou que seria incompatível seguir na legenda após a entrada do presidente Jair Bolsonaro. “Comunico que, após liminar deferida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no último dia 10, o TRE-AM oficializou minha desfiliação do PL. Até o início de março, anunciarei o partido ao qual me filiarei para disputar as eleições”, disse ele pelas redes sociais. Quandol anunciou sua insatisfação, ele já havia afirmado: “Eu sempre deixei clara a minha incompatibilidade de ser do mesmo partido do presidente Bolsonaro. Não por nenhuma antipatia de cunho pessoal, mas porque considero que ele não é o melhor para o futuro do país”

Mourão e Minas

O vice-presidente da República, no exercício do cargo de presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo tal e tal: a Medida Provisória (MP) 1.096/22 abre crédito extraordinário no Orçamento da União no valor de R$ 550 milhões em favor do Ministério do Desenvolvimento Social para ajudar a população prejudicada pelas chuvas intensas que deixaram dezenas de mortos e milhares de desabrigados principalmente na Bahia e em Minas Gerais. Só para que fique claro, o vice-presidente é Antônio Hamilton Martins Mourão (PRTB).

Seringa da bola

A principal novidade é a obrigatoriedade da “vacinação plena” contra o novo coronavírus da COVID-19 para registro de jogadores e membros de comissão técnica em competições nacionais. O guia alerta que a vacinação plena consiste no período de 14 dias depois da segunda dose, ou a dose única da vacina. Sem o certificado de imunização completo, o profissional não poderá ser inscrito e nem constar nas súmulas das partidas. No caso de testes positivos, o isolamento será de 10 dias, contados a partir da coleta. Caso o novo resultado dê negativo, a liberação ocorrerá no dia seguinte.

pingafogo

  • Em tempo, só para registro: o presidente Jair Messias Bolsonaro estava no Suriname e deveria seguir para a Guiana. Só que teve, óbvio, de voltar às pressas ao Brasil, assim que recebeu a notícia envolvendo a sua mãe.



  • Para registro, além de Ciro Gomes, a fila para o palanque já havia crescido. Oficialmente, já estão: Alessandro Vieira (Cidadania), Andre Janones (Avante), já que a política tem de passar por Minas Gerais, Felipe d’Ávila (Novo), João Doria (PSDB), e a senadora Simone Tebet (MDB).

  • E claro que tem mais, além do presidente Jair Bolsonaro, já deixaram claro que vão subir no palanque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mineiro Rodrigo Pacheco (PSD) e o ex-juiz Sergio Moro (Podemos).

  • Agora é fato. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (sem partido) coordenará o programa de governo da campanha à Presidência da República do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na eleição deste ano, informou a pré-campanha tucana em nota.

  • “A experiência de Rodrigo Maia, seu brilhante desempenho como secretário de Ações Estratégicas e seu traquejo político, além do amplo conhecimento das necessidades do povo brasileiro, são fundamentais para fortalecer nosso projeto”, fez questão de ressaltar o tucano João Doria. FIM!




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