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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Ida de Bolsonaro a posto médico sob suspense e o lamento no Mercosul

Pela terceira vez, o presidente da República tem atendimento no Palácio do Planalto no intervalo de duas semanas e motivo não é esclarecido.


18/12/2021 04:00 - atualizado 18/12/2021 07:42

Governo brasileiro não justificou opção por encontro virtual de autoridades do Mercosul, cancelando cúpula presencial
Em encontro da cúpula do Mercosul, presidente da República pregou combate à inflação (foto: Clauber Cleber Caetano/PR. Brasil)

Será por causa de pesquisas como a de ontem, publicada pelo Instituto Data Folha, que mostrou que sua popularidade está rastejando? Afinal, a avaliação negativa do governo do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), se manteve em 53%, o pior nível de avaliação de seu mandato.

O presidente Jair Bolsonaro deu entrada no posto médico do Palácio do Planalto por volta das 9h de ontem. O governo, no entanto, ainda não informou sobre o estado de saúde do presidente, ou se ele foi submetido a algum exame.

O fato é que se trata da terceira vez que o presidente Bolsonaro vai ao posto médico do Planalto no intervalo de duas semanas. A Secretaria Especial de Comunicação (Secom) não esclareceu o motivo em nenhuma das ocasiões. O jeito é clarear para entender.

O presidente Jair Messias Bolsonaro deixou por volta das 9h30 de ontem o posto médico do Palácio do Planalto, onde esteve por aproximadamente meia hora. O governo não informou, até o fechamento desta edição, se o chefe do Executivo teve um mal-estar ou se foi submetido a algum exame.

A Secom não esclareceu o motivo do atendimento no posto médico em nenhuma das ocasiões. De volta ao Palácio do Planalto, às 10h, Bolsonaro participou remotamente da cúpula do Mercosul.

O evento seria realizado em Brasília, mas o formato presencial foi cancelado pelo próprio governo brasileiro, que não explicou o motivo da alteração. Já deu para saber, né? Pois, então, vamos lá: “Combater a inflação é tarefa que tem envolvido várias ferramentas de política econômica e que deve ser cumprida rapidamente”. Calma, tem mais.

“Precisamos proteger a capacidade de consumo, especialmente dos setores de mais baixa renda, os mais afetados pela pandemia”, começou assim o presidente. Já que é assim, um último registro. A reunião de ontem encerrou a presidência pro tempore do Brasil, que comandou o bloco no segundo semestre de 2021, ano em que ele completou 30 anos. No primeiro semestre de 2022, a presidência será do Paraguai.

Faz sentido

“Estamos tratando do dinheiro do cidadão para financiar campanhas políticas de qualquer partido e de candidatos que o dono do partido escolhe. É um valor vergonhoso que o cidadão paga para todo os partidos e candidatos ao bel-prazer.” Quem alerta é a deputada federal Adriana Ventura (Novo) ao defender a manutenção do veto do presidente ao fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões.. Ela diz ser contrária ao uso de recursos públicos em campanhas eleitorais. E registrou, com razão, que “isso não dá acesso, não traz renovação política”. E resumiu: só serve para perpetuar “caciques políticos”, que cuidam do fundo eleitoral.

Cancerígeno

O senador Reguffe (Podemos-DF) criticou o adiamento, para fevereiro de 2022, da apreciação do veto do presidente da República ao projeto que obriga os planos de saúde a cobrirem os gastos de clientes com medicamentos de uso domiciliar e oral contra o câncer. Reguffe é o autor do projeto. “O veto ao meu projeto de lei da quimioterapia oral foi no meio do ano, já deveria ter sido apreciado há muito tempo e deveria trancar a pauta. É como se o texto da Constituição Federal não existisse.” E resumiu: “Está sendo simplesmente desprezada a Constituição”.

Não gostou

Desta vez, é o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). “Quando nós somos financiados pelo dinheiro público, não ficamos devendo favores, não ficamos na condição de ter que atender a quem nos financiou, e isso é uma conquista para a democracia.” Ele alegou que os valores serão rediscutidos durante a votação da lei orçamentária, já que a LDO estabelece o limite de recursos, mas não obriga ao gasto. “Isso será discutido exatamente na votação do Orçamento para o próximo ano, quando se tem a oportunidade de definir o valor”, garante o petista.

Nada de tweet

“Tenho vergonha de tuitar, eu não tuíto nem que inauguro posto de saúde, não tuíto nem que Belo Horizonte tem remédio de sobra no posto de saúde. Não tuíto nem uma obra minha, não inauguro obra, porque fiz um viaduto de R$ 200 milhões, Viaduto Leste, não tuíto nada disso e vou tuitar salário? Isso é falta do que tuitar.” Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, condenou, ontem, o fato de o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tuitar, por exemplo, a quitação de salários. Foi em entrevista exclusiva ao Estado de Minas.

Sem aparecer

“Das reuniões de que eu participei com prefeitos da região metropolitana, o único que não compareceu foi o de Belo Horizonte. Quem não quer dialogar é quem não comparece, quem é convidado e não vai.” Desta vez é o governador Romeu Zema respondendo: “O IPVA em Minas será, sim, reduzido, mas pelas vias legais e constitucionais. Não por uma manipulação que pode, inclusive, ser questionada amanhã e não ter efetividade. Lamento que isso tenha acontecido dentro da Assembleia Legislativa (ALMG)”.

Pinga-fogo

Em tempo, sobre o texto que abre a coluna: o Uruguai ficou de fora de um comunicado divulgado à imprensa pelo Itamaraty, ontem, depois de uma reunião com chefes de Estado do Mercosul, bloco que também é composto por Brasil, Paraguai e Argentina.

Esta foi a primeira vez, desde a criação do bloco, que um país não aderiu a um comunicado após a cúpula de chefes de Estado. Para registro, essa confusão toda é no Mercado Comum do Sul, organização intergovernamental fundada a partir do Tratado de Assunção, em 26 de março 1991.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, esteve na capital pernambucana, ao lado da presidenta do Iphan, Larissa Peixoto, na cerimônia de revalidação do frevo como patrimônio cultural do Brasil, no Paço do Frevo.

Ele também participou de uma cerimônia de reconhecimento da ciranda do Nordeste como patrimônio cultural do Brasil, na Casa da Cultura Luiz Gonzaga. Existe a possibilidade de Machado ser candidato ao Senado por Pernambuco em 2022.

Por fim, de volta à nota sobre o Uruguai, comandado pelo presidente Lacalle Pou. O governo daquele país iniciou negociações para firmar acordos comerciais fora do Mercosul, antes mesmo da decisão oficial do bloco sobre o tema. FIM!
 

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