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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

A CPI aperta o cerco para o empresário Carlos Wizard prestar depoimento

Enquanto isso, a deputada bolsonarista Bia Kicis insiste em aprovar proposta de voto impresso na urna eletrônica em 2022


16/06/2021 04:00 - atualizado 16/06/2021 07:16

Carlos Wizard não respondeu à convocação para depor na CPI da COVID no Senado(foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP - 11/7/19)
Carlos Wizard não respondeu à convocação para depor na CPI da COVID no Senado (foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP - 11/7/19)

 
Quem já havia questionado, dois anos atrás, foi o deputado Luizão Goulart (Republicanos-PR). É dele o argumento: “Por que vamos encarecer o processo eleitoral com a impressão de cédulas, se hoje nós temos um sistema confiável? Por que vamos regredir?”.

“Em pleitos eletrônicos, é lógica a imposição de que o eleitor, ainda dentro da cabine de votação, possa ver e conferir o conteúdo de documento durável, imutável e inalterável que registre seu voto.” Dessa vez, a imbecilidade vem da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), que dispensa a quantidade de bobagens que ela costuma fazer, e não são poucas.

Melhor atualizar, deixando Bia Kicis pra lá. O fato é que hoje tem muita gente que entende do riscado. Eles vão participar em um debate sugerido pelos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), Carlos Veras (PT-PE), Odair Cunha (PT-MG) e Carla Zambelli (PSL-SP). E claro, Bia Kicis.

A lista dos convidados inclui o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, desembargador Waldir Sebastião de Nuevo Campos Júnior; o empresário na área de tecnologia da informação Djalma Inácio da Silva; o professor da Universidade Federal do ABC e ainda o professor colaborador de Segurança de Dados da Universidade de São Paulo (USP) Mário Alexandre Gazziro.

Sentiu falta da Comissão Parlamentar de Inquérito da COVID-19? Então, vamos lá, não há como fugir. Afinal, chama que a polícia vem aí. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), e o vice-presidente, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ameaçaram recorrer à força policial para obrigar o empresário Carlos Wizard Martins a comparecer à comissão para depor também amanhã, quinta-feira, para ficar bem claro.

“Aqueles que foram regularmente intimados e se negarem, vamos intimar o juiz criminal da localidade onde se encontrem.” Conforme o artigo 218 do Código de Processo Penal, “o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial de Justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública”. A ameaça partiu mais uma vez Omar Aziz.

Por fim, basta trazer o relator da CPI, senador Renan Calheiros, (MDB-AL): “Esta comissão começou sem nenhum investigado. Todos falaram na condição de testemunha. Mas a investigação já coligiu provas e mais provas, e precisa reclassificar algumas pessoas, agora na condição de investigadas”. E Renan deixou claro: “A partir dos resultados, podemos e devemos, sim, avançar”.

Astronauta

Inspirado o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, estava ontem. “É um pequeno passo para o ministério e um grande salto para o programa espacial brasileiro.” Ele se referia ao astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, em 1969. E Pontes parafraseou: “É um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”. Teve mais: é um “esforço da humanidade para conquistar o espaço profundo. Esse é um esforço que o Brasil não poderia ficar de fora de jeito nenhum”, ainda o ministro astronauta.

Detalhe

O programa da Nasa (agência espacial norte-americana) pretende levar a primeira mulher e o próximo homem à Lua em 2024. Citando Alberto Santos Dumont, pai da aviação brasileira, e a cooperação histórica entre os países, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapmann, ressaltou que o acordo com o Brasil mira a exploração civil e pacífica do espaço, além da obtenção de informações.

Para vacinar

“O presidente fazendo um apelo. E é um grande avanço do presidente. Olha como a CPI está funcionando. E tem quem ache que não está. O presidente fazendo apelo à Pfizer ontem, leia-se segunda-feira, para antecipar as doses.” O registro é do comandante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, senador Omar Aziz (PSD-AM). Só para lembrar, a Pfizer é a empresa que teve ofertas de venda de vacinas contra o coronavírus rejeitadas pelo governo desde o ano passado.

Ser brasileiro

“Essa proposta é importante para dar segurança jurídica a muitos cidadãos que vão trabalhar no exterior e que adquirem outra nacionalidade, mas não querem deixar de ser brasileiros. Estamos falando de trabalhadores que moram no estrangeiro e que adquirem outra nacionalidade às vezes justamente para ter seus direitos trabalhistas garantidos.” O fato é que o senador Antonio Anastasia (PSD-MG) aprovou, ontem, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a perda automática da cidadania brasileira para quem obtém outra nacionalidade.

C'est la vie

É a vida! “Sim, sinto falta. Sinto falta. A gente fica sem saber o que está acontecendo”, disse. “É importante que a gente saiba o que está acontecendo, né? Paciência, né? C'est la vie, como dizem os franceses”. Tudo isso partiu do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), que ainda deixou claro: “Não, não fui convidado”. E olha que suas falas partiram quando ele chegava ao Palácio do Planalto. Sua agenda ontem: videoentrevista ao Estadão e Jéssica Sabbá, do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Amazonas.

PINGA FOGO

  • Ainda sobre o senador Anastasia: “São empreendedores, pessoas dedicadas, que mantêm seus vínculos com nosso país, com as suas famílias, com seus filhos e que merecem também nossa atenção para ter sua nacionalidade brasileira garantida. Por isso essa PEC é tão importante”.

  • “Alguém precisa de propaganda na televisão sobre COVID ou todo mundo sabe o que está acontecendo?” Quem perguntou a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã de ontem, foi o presidente Jair Messias Bolsonaro.

  • Em tempo, que é chique: a presidência do Senado promoveu, ontem, solenidade de apresentação da obra “Retrato do presidente da República do Brasil José Sarney”. Trata-se da pintura do artista português Rui Preto Pacheco (1922-1989). A obra estará em exibição no Museu do Senado.

  • E continua, conseguir a reunião é detalhe interessante: participaram da solenidade o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e cinco ex-presidentes da Casa: Mauro Benevides, Edson Lobão, Renan Calheiros, Eunício Oliveira e Davi Alcolumbre. Uma foto fala por si.

  • Diante de tudo isso, só me resta encerrar por hoje. Pelo jeito, a semana pode trazer mais novidades. O dia ontem foi cheio mesmo. FIM!
 
 

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