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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

O ministro Marcelo Queiroga está numa encruzilhada sobre uso de máscara

Ministro da Saúde é pressionado por Bolsonaro para que dispende pessoas vacinadas de usarem o equipamento de proteção


12/06/2021 04:00 - atualizado 11/06/2021 22:00

O médico Marcelo Queiroga vai rasgar o juramento de Hipócrates para obedecer a uma ordem anticientífica de Bolsonaro?(foto: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO - 8/6/21)
O médico Marcelo Queiroga vai rasgar o juramento de Hipócrates para obedecer a uma ordem anticientífica de Bolsonaro? (foto: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO - 8/6/21)
 
Ele está em uma encruzilhada. Vai rasgar o juramento de Hipócrates? Deixou no ar a referência ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A insistência: “Pedi para o ministro da Saúde fazer um estudo sobre a máscara. Quem já foi infectado e quem tomou vacina não precisam usar máscara. Mas quem vai decidir é ele, dar um parecer”. Óbvio que o registro veio do presidente da República.

“Para mim, não há evidência comprovada da eficácia desses medicamentos.” Marcelo Queiroga tentou de novo blindar Jair Bolsonaro, obstinado em se manter no cargo quanto tempo puder. Mesmo assim deixou claro: “As recomendações são para todos os brasileiros, sem exceção. O cuidado é individual, o benefício é de todos”.

Desse trecho, o presidente certamente não vai gostar. Só que teve mais: “Eu sou ministro da Saúde, não sou censor dele. O presidente da República não é julgado pelo ministro da Saúde”. Melhor então dar voz a quem entende de fato e tem o devido respeito de integrantes da área.

A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), ao depor na CPI da COVID-19 ensinou tudo de forma clara:  “Muitos bons cientistas e bons técnicos não se sentem confortáveis para trabalhar num governo onde sabem que eles não vão poder seguir a ciência, porque a ciência está sendo negada, está sendo atacada justamente por esse próprio governo. Então, acho que coloca, realmente, os bons técnicos e bons cientistas numa situação muito difícil”.

“Claro que é grande o desafio em país como o nosso, com a desigualdade social tão grande como a nossa, falar em lockdown. Até parece hipocrisia... Precisamos é garantir que esses poucos que têm esse privilégio, que não precisam sair e pegar transporte público, que fiquem nas suas casas e não fazendo festinhas”.

“A partir do momento em que isso não se estabilizou, a tendência é termos patamares superiores. É como se lançássemos um foguete de uma altitude maior. Começamos em março do ano passado, do zero, e atingimos uma grande altitude na metade do ano passado”. Dessa vez é o também cientista Cláudio Maierovitch.

Ele acrescentou: “Recomeçamos em um patamar já superior no fim do ano passado e atingimos o triplo daquele pico anterior”. Sanitarista, Maierovitch é ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atualmente está na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Quebra de patentes

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, será o relator do Projeto de lei 12/2021, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que determina licença compulsória de patentes para produção de vacinas e medicamentos e para o uso de tecnologias na ocorrência de emergências em saúde pública. “Fui indicado pelo presidente da Câmara para relatar o projeto de flexibilização temporária das patentes das vacinas e dos insumos. Essa é uma matéria extremamente urgente no mundo”, afirmou Aécio em vídeo nas redes sociais. “O Brasil, felizmente, alterou a sua posição inicial intransigente em relação a essa questão na OMC. Embora tímido, trata-se de um primeiro gesto importante da diplomacia brasileira em direção a uma solução que atenda à prioridade de fomentar a produção no Brasil de vacinas e medicamentos e ao nosso objetivo de avançar, de forma mais rápida e igualitária, o ritmo da vacinação nos países em desenvolvimento”, afirmou.

O ambiente

“Acho que é uma questão de foro íntimo de cada um. Conheço gente que já teve a doença duas vezes. Cada um sabe onde lhe apertam os calos.” Foi o que declarou o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) a jornalistas na chegada, ontem, ao Palácio do Planalto. E ficou nisso. O general optou por tratar de nova operação das Forças Armadas para combater crimes ambientais na região da Amazônia. E fez questão de registrar que o presidente Bolsonaro autorizou . Precisava?

E foi hostil

O avião presidencial pousou no aeroporto de Vitória por volta das 10h. Jovem com placa se referindo aos mortos pela COVID-19 foi hostilizada por bolsonaristas no Espírito Santo pelos apoiadores que esperavam a chegada do presidente no aeroporto internacional de Vitória. Em determinado momento, o cartaz foi arrancado da mão dela, que fazia manifestação de oposição ao governo. E, claro, foi hostilizada e teve a placa rasgada por apoiadores do presidente.  A primeira-dama Michele Bolsonaro acompanhou o marido.

Pacote de obras

Quem esteve em Brasília esta semana foi o deputado estadual João Leite (PSDB). Ele teve encontro com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e saiu animado com as promessas. De acordo com o tucano, o ministro garantiu ter R$ 1,3 bilhão para o metrô de Belo Horizonte e que colocará mais R$ 2,2 bilhões para viabilizá-lo. João Leite entregou ao ministro uma camisa do Benfica, de Portugal, que veio do goleiro daquele time, Helton Leite, filho do ex-goleiro atleticano. Teve dedicatória: “Agradeço ao ministro Tarcísio o apoio às ferrovias em Minas. Isto é nota promissória, tenho que quitá-la”.

A sunguinha

O Twitter da semana: Bolsonaro chamou João Doria de hipócrita por tomar medidas ditatoriais em São Paulo e, ao mesmo tempo, ser flagrado tomando banho de sol sem máscara em um hotel do Rio de Janeiro de sunguinha apertadinha. Doria então reagiu com bom humor, sugerindo que Bolsonaro está apaixonado por ele. “Depois de ter tomado duas doses de antirrábica, Jair Bolsonaro passa de raivoso para apaixonado. Ele dorme sonhando com minha calça apertada e acorda pensando na minha sunga apertada. É muito amor. Tonho da Lua deve estar morrendo de ciúmes”, ressaltou o governador de São Paulo em referência ao vereador do Rio, Carlos Bolsonaro (Republicanos).

PINGA FOGO

  • “Sublinhando a permanência de um consenso alargado quanto ao uso de máscara em espaços públicos, o que pode ser muito importante para o processo, em curso, de gradual desconfinamento, que se quer irreversível, o Presidente da República promulga:
  • “O diploma da Assembleia da República que renova a imposição transitória da obrigatoriedade do uso de máscara nesses espaços públicos, prorrogando por 90 dias a vigência da Lei 62-A/2020”. Assina a decisão o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.
  • Em tempo, sobre a nota Pacote de obras: o ministro Tarcísio Freitas prometeu acertar a autorização do trecho Varginha-Lavras e estudará a proposta de retomada da Ferrovia do Aço, que está abandonada entre Belo Horizonte/Itabirito e Itutinga.
  • E teve mais do ministro Tarcísio Freitas, que se comprometeu a iniciar o asfaltamento da BR-367, e que fará a ferrovia Pirapora/Unaí. A duplicação da BR-381 do trecho perto de BH até Governador Valadares será concessão. E tem ainda a duplicação da BR-116, de Valadares até a BR-251”.
  • Por fim, sobre Bolsonaro: passageiros gritavam “fora, fora, fora Bolsonaro” e “genocida”, quando entrou em um avião. O presidente ficou na parte da frente da aeronave. Muitos tiravam fotos e filmaram. “Quem fala fora Bolsonaro deveria viajar de jegue”, retrucou o presidente. FIM!

 

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