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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Bolsonaro tenta dificultar os trabalhos da CPI da COVID no Senado

Presidente da República tem ironizado a atuação dos senadores que investigam as ações do governo no combate à pandemia


11/05/2021 04:00 - atualizado 11/05/2021 07:31

Bolsonaro convocou motociclistas para passar por Brasília. Em alguns momentos, não usou máscara nem capacete (foto: EVARISTO SÁ/AFP)
Bolsonaro convocou motociclistas para passar por Brasília. Em alguns momentos, não usou máscara nem capacete (foto: EVARISTO SÁ/AFP)

O ronco das motocicletas atrapalhou o Dia das Mães em Brasília. E quem fez a desfeita foi nada menos que o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Ele primeiro perguntou: “Pessoal, quer me acompanhar em um passeio?”. E o próprio presidente respondeu: “Todo mundo tem o direito de ir e vir”. A Polícia Militar fez questão de não calcular quantas pessoas acompanharam Bolsonaro.

Deve ser treino, já que o presidente convocou, para sábado, a conhecida bancada ruralista, que dispensa apresentações. O fato é que Bolsonaro pretende pressionar e criar, cada vez mais, o máximo possível de problemas por causa da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19.

A gota d’água foi a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Daí o contra-ataque. Afinal, as redes sociais não perdoam. É grave a crise no Palácio do Planalto. A agenda de ontem fala mais que mil palavras. Wagner de Campos Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União, Pedro César Sousa, subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República e ainda André Mendonça, o ministro da Advocacia–Geral da União estão na mira da CPI.

A semana promete muito mais. Ela começa, hoje, com o depoimento do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância (Anvisa), o contra-almirante Antonio Barra Torres. E segue na quarta–feira com o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten e, na quinta, será a vez dos representantes da Pfizer.

Só que o mais interessante ficou para 19 de maio. É quando o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello vai depor. A defesa do general alegou que ele teve contato com duas pessoas contaminadas. A COVID-19 foi a desculpa para ficar de quarentena.

O senador Humberto Costa (PT-PE), que é integrante da CPI, diante disso, optou, então, por tratar do procurador-geral da República, Augusto Aras. E ele deu o aviso: “Aras pode ser afastado do cargo pelo Senado Federal”. Tanto que ele fez questão de destacar que “a possibilidade do impeachment é real”.

Melhor o próprio parlamentar petista deixar claro: “Constitucionalmente, ele tem uma responsabilidade que deve ser cumprida. Se não for cumprida, poderá ser objeto de algum tipo de processo interno no Ministério Público Federal (MPF) e no Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliar essa responsabilidade”.
Sendo assim, só resta encerrar por hoje. Afinal, desta vez, nem a cloroquina chegou a ser notícia. Basta repetir o som das motocicletas. Ihh! Melhor não, né?

Vôlei na praia

É mesmo grave a crise no Palácio do Planalto. “Eu continuo a ser general da reserva, a minha rede do posto 6 está pronta, me aguardando. Então, a vida continua”. O registro é do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB). Em 2019, ao ser questionado ele disse que preferia jogar vôlei na praia. O fato é que Mourão, admitiu, ontem, em site paulista, que não deve ser escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para compor a chapa do mandatário nas eleições do ano que vem.

Alto risco

“É muito claro que há uma limitação determinada pelo governo da China dadas as circunstâncias das constantes manifestações inapropriados inadequadas e absolutamente inoportunas do governo brasileiro através das suas autoridades”. O registro é do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Ele deixou claro, ontem, que a lentidão e a incerteza na liberação do insumo da vacina CoronaVac podem afetar o cronograma de vacinação no país. E destacou que “isso pode acontecer já a partir do mês que vem”. Isso mesmo, em junho, para que fique bem claro.

Ele vai voltar?

Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 no Senado querem convocar de novo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. No meio do caminho a cloroquina, já que o ministro optou por preservar o seu chefe Jair Bolsonaro, o presidente da República. Melhor deixar o relator Renan Calheiros (MDB-AL) explicar tucanando que “a CPI não é uma briga de governo e oposição. Nem de grupos ideológicos. Ela quer é mostrar a verdade e pretende mostrar o que fizeram para salvar, ou não salvar, vidas”.

Toque mineiro

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Raoni Guerra Lucas Rajão ressalta que o Tribunal de Contas da União (TCU), desde 2014, fez auditorias levantando irregularidades. Para começar, por exemplo, da amostragem que foi analisada, tivemos que 11% não atenderam aos requisitos e 38% têm indícios de não se enquadrar na regularização fundiária... Quais as conclusões principais do TCU? Resposta rápida: facilitação da grilagem de terras públicas por meio de ação estatal. Isso é preocupa muito.

E tem mais…

Minas Gerais na parada. “Vamos avançar por maior equilíbrio fiscal e pela retomada do crescimento econômico”. Melhor dar o fato de uma vez: o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniu, ontem, com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Vamos avançar na busca pelo equilíbrio fiscal e pela retomada do crescimento econômico”. Bem moderninho, os registros foram publicados em sua conta no Twitter. Já que é assim, teve também o tweet do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. “Precisamos avançar com a reforma tributária sem paternidade”.

Pinga-fogo

Para registro, sobre a nota Toque mineiro, o professor Raoni da UFMG: o Tribunal de Contas da União (TCU), desde 2014, fez uma série de auditorias sobre o tema e conseguiu levantou diversas  irregularidades que ainda não foram examinadas.

Em tempo, o senador Renan Calheiros ressaltou ainda que as pesquisas indicam que 70% da população está apoiando os trabalhos da comissão, que segundo ele, já está gerando impactos positivos, com a aceleração de trabalhos do governo federal em busca de vacinas.

Para deixar claro sobre o ministro Queiroga: o ingrediente ativo (IFA) é essencial na formulação do fármaco porque nele está a substância capaz de produzir o efeito desejado. Nas vacinas, o IFA faz que o organismo comece a preparar suas defesas contra o micro-organismo invasor.

Agora é fato: o ex-ministro Alysson Paolinelli, que teve seu trabalho na agricultura brasileira reconhecido mundialmente como gerador de alimentos para o planeta, receberá, hoje, uma homenagem da Assembleia Legislativa a pedido do deputado Antonio Carlos Arantes.

O pedido foi feito ao presidente da ALMG Agostinho Patrus (PV) que o atendeu de pronto. O evento será no salão nobre às 10h30, e, por isso, terá apoio oficial da Assembleia para a sua indicação para o Prêmio Nobel da Paz.










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