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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Um ambiente bem carregado contra o Brasil na Cúpula de Líderes pelo Clima

Sob forte pressão, presidente Jair Bolsonaro faz várias promessas ambientais, que vão além do seu governo, no encontro internacional


23/04/2021 04:00

Joe Biden, presidente dos EUA, nem esperou o discurso de Bolsonaro na cúpula virtual de líderes(foto: Marcos Corrêa/PR)
Joe Biden, presidente dos EUA, nem esperou o discurso de Bolsonaro na cúpula virtual de líderes (foto: Marcos Corrêa/PR)


Convocada pelo presidente norte-americano Joe Biden, a Cúpula de Líderes pelo Clima, seu nome oficial, tem como objetivo reposicionar a presença dos Estados Unidos no tabuleiro global do meio ambiente depois da política do ex-presidente Donald Trump, que ignorava qualquer coisa envolvendo o meio ambiente. Tanto que ele fez questão de retirar os Estados Unidos do acordo.

O Brasil vai passar muita vergonha nessa cúpula. O Messias não liga e nunca vai ligar para a preservação da natureza. Ele e seus eleitores negam tudo, negam que existe o aquecimento global, negam que a Amazônia está sendo dizimada…

É registro de leitor, com toda razão, sobre a pífia participação do presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (ainda em busca de partido), que foi literalmente ignorado no encontro na Cúpula de Líderes sobre o Clima.

“É preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação.” É trecho que Biden não ouviu do presidente brasileiro. Afinal, só faltava Bolsonaro pedir me dá um dinheiro aí.

Tanto que, ainda no discurso, Bolsonaro afirmou ter determinado que a chamada “neutralidade climática” seja alcançada pelo Brasil até 2050, antecipando em 10 anos a meta anterior. A medida consiste em fazer o país não emitir mais gases na atmosfera do que é capaz de absorver. Discurso escrito, os relatores cumpriram com o seu papel.

Teve mais: “Destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030 com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”. Já basta. Muita gente não concorda.

“O mais urgente é a contratação de fiscais e substituir Ricardo Salles por um ministro efetivamente comprometido com a agenda ambiental.” Quem ressalta é o coordenador do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Raoni Rajão.

Será que o ministro ouviu? “O número preciso dos recursos não é possível estabelecer agora, porque nesta semana está sendo definido o Orçamento junto ao Congresso. Porém, é possível dizer que se houver de disponibilidade, o presidente vai dobrar o recurso.”

Respondendo à pergunta, quem ressalta é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e óbvio que se trata da Amazônia para despistar sobre a ONU.

A irritação

A posição em que o Brasil ficou na fila de autoridades que discursaram na Cúpula de Líderes pelo Clima incomodou bastante o Palácio do Planalto. O presidente norte-americano, o democrata Joe Biden, foi embora antes de o presidente Jair Bolsonaro discursar. O mesmo aconteceu com seu colega da Argentina, o presidente Alberto Fernandez, que discursou antes do brasileiro. Na fala de Bolsonaro, ele destacou “estar aberto à cooperação internacional”. Basta só um trechinho. Quase ninguém prestou atenção mesmo.

Melhor assim

Coordenador do Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente General Hamilton Mourão (PRTB) relatou, ontem, não ter sido convidado, mesmo sendo a sua praia, na elaboração do discurso do presidente na Cúpula do Clima. O fato é que foram escalados para ajudar Bolsonaro os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles e o de Minas e Energia, general Bento Albuquerque. O toque feminino e ruralista foi a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Falar nisso

É preciso ser justo. Ainda sobre a Cúpula de Líderes pelo Clima. “O número preciso dos recursos ainda não é possível estabelecer agora, porque nesta semana está sendo definido o Orçamento junto ao Congresso. Porem, é possível dizer que se houver disponibilidade, o presidente pode dobrar o recurso.” É registro do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acrescentando que, sem citar valores, o governo desencadeará as ações de comando e controle contra o desmatamento ilegal a partir de 1º de maio.

No palanque

Foi literalmente uma sessão-relâmpago. O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou para a Justiça Federal do Distrito Federal (DF) os processos do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber e seus colegas Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, atingiram a maioria em favor do petista. É aquela conhecida história da parcialidade do então juiz da Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). Diante disso, Lula pode concorrer em eleições.

Para encerrar…

“A primeira resposta a ser dada pela CPI é se houve materialização da tese da imunização de rebanho. A CPI vai dizer se houve ação ou omissão do governo e se isso pode ter agravado as circunstâncias. Em outras palavras: se o governo tivesse acertado a mão, quantas vidas poderiam ter sido salvas no Brasil?”. Quem diz pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 é o seu provável relator, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). A primeira reunião da comissão deve ser na terça-feira, isso mesmo, na semana que vem.

PINGA FOGO

  • Em tempo, ainda sobre Lula: no termo jurídico, ele está elegível. Melhor o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, detalhar: “A consequência é a extinção do habeas corpus sem o julgamento do mérito”.
  • Se servir de consolo, o presidente dos Estados Unidos (EUA) deixou a sala antes do discurso do presidente da Argentina, Alberto Fernandez, que era o penúltimo a discursar e deixou a tribuna para o discurso do presidente Jair Messias Bolsonaro.
  • E tem ainda mais do senador Renan Calheiros (MDB-AL): “Se é verdade, se não é verdade que o governo negligenciou”. Mas não ficou nisso, avisou ainda a intenção de “tratar da questão envolvendo a cloroquina”. Nem precisava, mas a tal cloroquina é coisa do presidente Bolsonaro.
  • Antes de encerrar, o ex-marqueteiro oficial do PT João Santana coordenou as campanhas petistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff em 2010 e em 2014. Só que agora ele vai para o PDT.
  • O anúncio foi feito pelo ex-candidato a presidente Ciro Gomes em suas redes sociais. Sendo assim, basta por hoje. FIM!
 
 

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