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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Bolsonaro não desiste de atacar medidas de isolamento social

Presidente defendeu novamente o tratamento precoce para combater o novo coronavírus


08/04/2021 04:00 - atualizado 08/04/2021 07:35

"Não vamos chorar o leite derramado" pelas mortes, afirmou Bolsonaro (foto: ALAN SANTOS/PR)
 
 
“Vamos buscar alternativas, não vamos aceitar a política do fique em casa, feche tudo, lockdown. O vírus não vai embora. Esse vírus, como outros, veio pra ficar, e vai ficar a vida toda. É praticamente impossível erradicá-lo.”

“Eu não sei como salvar vidas, eu não sou médico, não sou enfermeiro, mas eu não posso escolher a liberdade do médico ou até mesmo do enfermeiro. Ele tem que buscar uma alternativa para isso.”

“Quantas vezes tivemos que decidir? E nós sabemos que pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Ou vamos para lá ou vamos para cá. Se ficar parado, o pior pode acontecer. E tem uma passagem bíblica de Provérbios 24.10: se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena.”

Começou assim o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (sem partido). E acrescentou: “Nós temos que unir força para vencer esse inimigo. Não podemos ficar em casa ad eternum esperando que a solução caia do céu”.

Em alusão ao kit cloroquina, Bolsonaro disse que ao ser diagnosticado com o vírus no ano passado “tomou um medicamento que todo mundo sabe qual é e no dia seguinte estava bom”. Para lembrar, o presidente passou 15 dias em quarentena no Palácio da Alvorada. Que dia grande, hein! Fake news, me poupe!

O problema é que tem mais um episódio da série Acredite, se quiser: “Eu estou me lixando pra 2022. Vai ter uma pancada de candidato aí. Seria muito mais fácil a gente ficar quieto, se acomodar, não tocar nesse assunto, ou atender, como alguns querem da minha parte.... que posso fazer um lockdown nacional. Não vai ter lockdown nacional”.

Mais tarde, em Foz do Iguaçu teve o grand finale de Bolsonaro: “Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar me derrubar. Todos somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Em qual país do mundo não morre gente? Infelizmente, morre gente em tudo que é lugar...”

Vacinas

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou o Projeto de lei 1.247/2021, que prevê licença compulsória para uso de vacinas, remédios, insumos e tecnologia durante estado de emergência em saúde. Todo fabricante em território nacional com capacidade técnica estaria autorizado para produção, desde que cumpra as exigências sanitárias. Como presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Aécio tem liderado o debate na Casa sobre a suspensão temporária das patentes das vacinas contra a COVID-19. “O cenário é desolador. A maior esperança para interrompermos o avanço do Sars-CoV-2 é a vacinação o mais célere possível. Temos laboratórios que são referência mundial na produção de imunizantes e medicamentos. Precisamos ter leis que assegurem amparo para situações emergenciais e hoje vivemos a maior já ocorrida”, disse o parlamentar.

É preciso ler

“Os livros no Brasil já são caros, o que por si só já afasta as pessoas mais pobre, e os torna mais caros.” Começou assim o especialista em educação e orçamento João Marcelo Borges. Para ele, a justificativa da Receita Federal é elitista e piora a situação, que já é ruim no país. De acordo com ele, a ideia de tributar mais os ricos se aplica a “iates, helicópteros e outros produtos consumidos pela classe mais alta. Não os livros”. O fato é que a Receita pretende tirar a isenção tributária, alegando que só são consumidos pela faixa mais rica população.

Um minuto...

...de silêncio em homenagem às 508 mortes em Minas Gerais por COVID-19 nas últimas 24 horas. A homenagem foi solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT). É justa, mas… Depois não precisava, mas politizou: “Lugar nenhum do mundo acumula, depois de um ano da pandemia, tantas mortes. É um genocídio que começa com o presidente chamando o novo coronavírus de ‘gripezinha’ e continua com um governador que começou a pandemia dizendo que o vírus teria que viajar: ele viajou e agora parece que Zema está esperando o vírus parar de viajar sozinho”.

Bola na rede

Foi publicada no Diário Oficial da União uma portaria em que o Ministério das Comunicações detalha as situações em que o programa A voz do Brasil poderá ter o horário de retransmissão flexibilizado pelas emissoras de rádio e as situações em que a veiculação poderá ser dispensada. O fato é: se tiver jogo de futebol no mesmo horário, a Voz do Brasil poderá ser transmitida, sem cortes, antes do jogo ou com início até 23h30 do mesmo dia. Já que política e futebol não se devem discutir, fica aí o registro.

Fina ironia

E partiu do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. “Quando Vossa Excelência fala dos problemas dos transportes no Brasil, especialmente no transporte coletivo, eu poderia ter entendido que Vossa Excelência teria vindo agora para a tribuna do Supremo de uma viagem a Marte, mas verifiquei que Vossa Excelência era ministro da Justiça e tinha responsabilidades institucionais, inclusive de propor medidas. À União cabe legislar sobre diretrizes nacionais de transportes.” O alvo, já deu para perceber, foi o advogado-geral da União (AGU), André Mendonça.

PINGA FOGO

  • Em tempo, sobre a nota Bola na rede: a portaria do Ministério das Comunicações acrescenta que as emissoras são obrigadas a fazer uma inserção informativa, às 19h, comunicando qual será o horário alternativo para a retransmissão de A Voz do Brasil. Então tá! Confira a audiência, viu?

  • Agora é fato: foi aprovado, com alterações, o projeto de lei que prorroga até 31 de julho o prazo da entrega da declaração do Imposto de Renda do exercício de 2021, ano-calendário de 2020. O texto volta à análise da Câmara dos Deputados.

  • Antes de encerrar, vale trazer o deputado estadual Professor Cleiton (PSB). Ele afirmou que o governo estadual, por meio da Companhia de Habitação (Cohab), tem encerrado acordos com prefeituras para financiamento de casas e apartamentos populares.

  • Nota de pesar: Senado acolhe voto de pesar pelo falecimento do ex-prefeito de Teresina Firmino Filho. Economista e professor universitário, ele foi quatro vezes prefeito da capital do Piauí. Seu último mandato terminou em 2020.

  • Firmino morreu terça-feira. Para registro, quem apresentou o voto de pesar, ontem, foi senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). FIM!
 
 

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