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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

O buzinaço em todo o país contra o presidente Bolsonaro fala por si só

Caravanas em várias cidades defenderam o impeachment do presidente da República


24/01/2021 04:00 - atualizado 24/01/2021 07:08

Caravanas em várias cidades defenderam o impeachment de Bolsonaro(foto: EVARISTO SÁ/AFP 5/1/21)
Caravanas em várias cidades defenderam o impeachment de Bolsonaro (foto: EVARISTO SÁ/AFP 5/1/21)
O debate convida a discutir os processos de criação – a construção dos personagens, do espaço, a escrita, a montagem. O que se faz com as mãos, os olhos, o corpo e o coração quando se está criando uma imagem?

Essa reflexão pode acessar um campo de expressão das experiências particulares do trabalho de criação, um trabalho que não está isolado dos processos mais amplos do mundo (econômicos, técnicos, políticos), mas dele toma parte ativa com mais proximidade ou com uma calculada (e necessária) distância.
 
Esses registros vieram literalmente no lançamento da 24ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Ela foi oficialmente lançada em cerimônia on-line e gravada com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); do prefeito de Tiradentes, Nilzio Barbosa (MDB), e do secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira. Daí o toque político.
 
“Queremos fazer o máximo para que o cinema mineiro seja dinamizado. Temos aqui um estado totalmente diferente, uma gastronomia única, um número de cidades históricas que nenhum outro estado tem, paisagens diferenciadas e muitas outras atrações que o audiovisual pode explorar. É uma forma de dar visibilidade para a nossa cultura, atraindo turismo e investimentos. Declaro aberta a temporada do audiovisual, de Minas para o mundo.” E fez o seu comercial o governador Romeu Zema. Melhor mudar de assunto.
 
Afinal, em pleno sábado, o procurador-geral da República, Augusto Aras, indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre o enfrentamento da pandemia em Manaus, que registrou falta de oxigênio medicinal em hospitais. Deve ser efeito que vem do ministro do STF Ricardo Lewandowski.
 
E como estava devidamente prometido, movimentos sociais e lideranças cívicas fizeram buzinaço em Belo Horizonte e em diversas cidades no interior de Minas ontem. O panelaço esteve presente, sempre seguido do “fora, Bolsonaro”.
 
E claro, como não poderia deixar de ser, a reivindicação incluía a vacinação em massa da população brasileira. Ela também esteve no rol de reivindicações da carreata. A justificativa é óbvia, diante da necessidade de manter distanciamento social neste momento de pandemia da COVID-19.

Sendo assim, com os ouvidos atentos diante do barulho das panelas e buzinas, não há alternativa, o jeito é encerrar por hoje com um detalhe. As buzinas ecoaram por um bom tempo no Centro de Belo Horizonte. 

A praxe

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Objetivo: apurar supostos “atos omissivos e comissivos na adoção de medidas para o combate à pandemia do coronavírus”. O pedido foi feito para conhecimento e medidas que Aras entender cabíveis. Só o procurador-geral pode oferecer denúncia por crime comum contra presidentes da República e ministros de Estado. E ressaltou: o envio de notícia-crime contra o presidente e ministros de Estado para a PGR é praxe no STF. A decisão não significa que Bolsonaro e Pazuello já sejam investigados.

Mais Aras

“O Constituinte concentrou poderes excessivos nas mãos do PGR ao lhe dar a prerrogativa exclusiva de processar criminalmente o presidente e seus ministros: quem puder contar com um engavetador-geral terá certeza de vida fácil, ainda que seus crimes saltem aos olhos.” O fato é que os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Randolfe Rodrigues (foto) (Rede-AP) e Fabiano Contarato (Rede-ES), autor da frase, entraram sexta-feira com representação junto ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) para que o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, responda por infrações administrativas. Blogar
O buzinaço em todo o país contra o presidente Bolsonaro fala por si só. Caravanas em várias cidades defenderam o impeachment do presidente da República.

As alianças

A eleição está prevista para o início de fevereiro e Rodrigo Pacheco reforçou que irá se empenhar para reunir mais apoios. “A última semana vai ser de trabalho, conversas, apresentação de propostas aos senadores e senadoras daquilo que a gente pensa para o Senado Federal”. O senador mineiro classifica como uma “rede de aliança” o apoio recebido dos partidos, aquele que vai desde a oposição, leia-se PT, até a base do governo, desta vez o governo Bolsonaro. Para Pacheco, esse apoio é uma oportunidade de pacificar e alinhar as pautas da Casa.

A convocação

As bandeiras de luta são, além do impeachment de Jair Bolsonaro, o enfrentamento da crise sanitária com vacinação para toda a população e o fortalecimento do Sistema Único da Saúde (SUS). A retomada do auxílio emergencial e a proteção ao emprego. Tudo isso partiu do site oficial do PT, ao convocar as carreatas contra o presidente da República. E encerrou com o aviso da presidente nacional, a deputada federal Gleisi Hoffmann: a organização alerta para a necessidade de protestar com segurança, e deixa óbvio, respeitando os protocolos sanitários.

A defesa pediu

E o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em pleno sábado, acatou. Ele suspendeu, ontem, o julgamento no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a competência para o andamento da investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Com isso, continua a já cansativa novela que envolve o suposto esquema das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do estado, a Alerj. Para lembrar, a denúncia foi ajuizada em 19 de outubro do ano passado. Pelo jeito, um desfecho ainda vai demorar.
 

Pingafogo


  • Em tempo, ainda sobre a nota A convocação: “Pq o PT apoia e propôs o impeachment de Bolsonaro. O mais grave são os crimes dolosos, contra a saúde pública e a vida das pessoas!”, tuitou a presidente nacional do PT e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann.

  • A mortandade em Manaus é resultado direto da maneira como o governo federal age durante a pandemia. Quem ressaltou foi o pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz na Amazônia. Bastaria, mas o argumento fala por si: “Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”.

  • Mais um em tempo, sobre a nota Mais Aras: os parlamentares solicitaram a apuração disciplinar contra Augusto Aras (foto) no âmbito do Conselho Superior do MPF pela declaração sobre “estado de defesa” e afirmaram que o procurador é omisso em apurar crimes do presidente da República.

  • Se tem ofensiva de comunicação para reagir à pressão pelo impeachment e o governo federal aproveitou para mudar o rumo de suas idas e vindas sobre a vacinação e que é preciso mostrar todas as medidas tomadas para o combate à COVID-19, já basta, né?

  • Já que é assim, melhor encerrar por hoje e aproveitar o domingo. Afinal, as pesquisas internas da Presidência da República, pelo jeito, darão trabalho esta semana aos assessores do Planalto. FIM!

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