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A eleição americana em pequenos detalhes e o silêncio do Brasil

Kamala Harris: "nesta eleição é muito mais do que Joe Biden ou eu. É sobre a alma da América e a nossa disposição para ela lutar. Temos muito trabalho pela frente..."


08/11/2020 04:00 - atualizado 08/11/2020 07:21

A senadora Kamala Harris é a primeira mulher eleita vice-presidente dos Estados Unidos (foto: Drew Angerer/Getty Images/AFP)
A senadora Kamala Harris é a primeira mulher eleita vice-presidente dos Estados Unidos (foto: Drew Angerer/Getty Images/AFP)

Game over? The fact é que o democrata Joe Biden venceu a eleição nos Estados Unidos da América (EUA). Biden Beats Trump e a Harris is first woman elected vice-president. Isso mesmo, é a primeira mulher vice-presidente norte-americana.

Editorial do Los Angeles Times: Kamala Harris is a vice president-elect like no other. É isso mesmo, uma vice-presidente como nunca antes. Kamala Harris has become vice-president-elect of the US, the first time in history that a woman of color.

Nem precisa traduzir, né? Só que ela tuitou: “Nesta eleição, é muito mais do que Joe Biden ou eu. É sobre a alma da América e a nossa disposição de para ela lutar. Temos muito trabalho pela frente. Vamos começar”.

Óbvio que o presidente republicano, Donald Trump, como não poderia diante do seu jeito de ser, afirmou que a campanha não tinha terminado. “O simples fato é que esta eleição está longe de terminar”, divulgou em nota em seu site. E antes de encerrar, fez questão de atacar: “Quem decide os votos legais é o presidente, não a mídia”. Seus advogados falaram em “fraude eleitoral”.

Melhor deixar o presidente eleito, uma prévia, não se trata da declaração oficial, seu primeiro registro depois da contagem das urnas e correios. “América, estou honrado por ter me escolhido para liderar nosso grande país. O trabalho que temos pela frente será árduo, mas eu prometo a você o seguinte: serei um presidente para todos os americanos, quer você tenha votado em mim ou não. Vou manter a fé que vocês colocaram em mim”.

Já aqui no Brasil, quem não perdeu tempo foi o presidente da Câmara dos Deputados. Usou o Twitter @RodrigoMaia: “A vitória de @Joe Biden restaura os valores da democracia verdadeiramente liberal, que preza pelos direitos humanos, individuais e das minorias. Parabenizo o presidente eleito e, em nome da Câmara dos Deputados, reforço os laços de amizade e cooperação entre as duas nações”. Deve ser recado para o Palácio do Planalto.

Em outra praia, o registro é “democracia significa eleições limpas, alternância no poder e respeito aos resultados, e também civilidade”. Desta vez é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso. E ressaltou ter cumprimentado Joe Biden e Kamala Harris, a chapa democrata.

Por fim, até o início da noite, um silêncio ensurdecedor ainda pairava na Presidência da República Federativa do Brasil. Será que o Palácio do Planalto vai esperar um aviso do derrotado Donald Trump, que tenta melar a eleição, para se pronunciar?

Resposta rápida: basta por hoje.

(foto: Gabriel de Paiva/Agência OGLOBO %u2013 1/4/20)
(foto: Gabriel de Paiva/Agência OGLOBO %u2013 1/4/20)


Federalizar


Tramita na Assembleia Legislativa (ALMG) e pode ser aprovado ainda este mês o projeto de lei do deputado Arlen Santiago (foto) (PTB), que trata da federalização da rodovia BR-135, no trecho entre Itacarambi e Manga, passando por São João das Missões. O próximo passo para a pavimentação do trecho é a federalização da estrada, e não a estadualização, como havia sido anunciado. O que está em questão é a transferência, novamente, do trecho para o governo federal. Isso permitirá a pavimentação do trecho restante, algo em torno de 50 quilômetros. Vale a pena, já que ele dará maior agilidade e segurança na ligação entre Minas Gerais e a Bahia.

Minas unida

Arlen Santiago ressalta que só é possível tratar a matéria hoje porque o ex-secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) Marco Aurélio Barcelos, o senador Carlos Viana (PSD-MG) e o deputado federal Antonio Pinheiro Neto (Progressistas), mais conhecido como Pinheirinho, se uniram para apresentar a demanda para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que é entusiasta da ideia. “É ótimo ver o interesse do ministro e do governo de Minas sobre o tema e creio que, em breve, poderemos dar a tão sonhada notícia do início dessa obra, que possibilitará uma integração nacional entre as regiões Sudeste, Norte e Nordeste”, ressaltou Arlen.

Nem precisava

A partir de agora, a Amazônia terá de ser preservada. E quem certamente vai cuidar disso é a vice-presidente eleita, Kamala Harris, dos Estados Unidos da América. Como senadora, ela partiu com força em defesa do meio ambiente. E com pesos-pesados no meio do caminho, empresas como a Chevron e a BP que ela atacou por danos contra o meio ambiente. E venceu a parada. Tanto que Joe Biden prometeu dar apoio à aplicação de leis antipoluição para processar empresas poluentes.

Ambiental

A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora pelo Acre Marina Silva (Rede) usou suas redes sociais para comentar o resultado da eleição presidencial dos Estados Unidos, que deu a vitória ao democrata Joseph Robinette Biden Jr. Na visão de Marina, “a vitória de Joe Biden e de Kamala Harris, nos EUA, sem dúvida, é um sopro de esperança para aqueles que acreditam que a crise civilizatória pode ser superada”. É quase uma comemoração, mas faz todo o sentido de Marina. A vice-presidente Kamala defende o meio ambiente. Até carta compromisso para a Amazônia ela já assinou.

Tem a China

“O Brasil pode, por conveniência própria, fazer um jogo de interesse, aproximar-se de um ou de outro. No que for negado pelo americano, podemos nos aproximar do chinês. E, quando o chinês abusar, a gente volta para o americano, como já foi feito no passado, no governo Geisel”, defende o general da reserva Maynard de Santa Rosa. Disso ele entende, ele foi secretário de Assuntos Estratégicos e deixou o governo por divergir com o próprio presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Na época, o porta-voz da Presidência, também general, Otávio Rêgo Barros, confirmou a saída, acrescentando que o pedido partiu dele.

PINGA FOGO

• Não passou recibo: em coletiva de imprensa da equipe de campanha de Trump na Filadélfia, seu advogado pessoal, Rudy Giuliani, garantiu que o presidente Donald Trump não está pronto para conceder a vitória ao seu oponente.

• Ou seja, ele não desiste, ao contrário, insiste. Tanto que Giuliani fez questão de ressaltar que “obviamente Trump não vai ceder quando há pelo menos 600 mil votos sendo questionados”, avisou. Só que não forneceu nenhuma prova.

• Em tempo: diferentemente dos governos federais anteriores, o ministro Tarcísio Freitas é um entusiasta da ideia. Daí o registro de Arlen Santiago: “É que se fará justiça, já que, nas administrações passadas, a região quase sempre ficou esquecida”.

• Mais um, desta vez sobre Kamala Harris: ela já fez parte de um grupo de parlamentares do mundo todo que pressionaram seus governos a prestar atenção às políticas ambientais brasileiras enquanto a Amazônia estava em chamas.

• Foi em setembro do ano passado, quando Kamala (foto) ainda era senadora. Mais uma derrota do atual governo bolsonarista. Fica grave a crise diante da vitória democrata.

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