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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Justiça Eleitoral autoriza show com transmissão pelas redes sociais

É a primeira vez que o Tribunal Superior Eleitoral autoriza este tipo de evento. Decisão abre brecha e serve de precedente para os casos futuros nas eleições


06/11/2020 04:00 - atualizado 06/11/2020 07:36

Quem venceu o jogo de goleada foi o cantor Caetano Veloso. O placar foi a 6 a 1(foto: UNS PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO)
Quem venceu o jogo de goleada foi o cantor Caetano Veloso. O placar foi a 6 a 1 (foto: UNS PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO)


“A presidência agradece a todos os senadores pela participação nas sessões deliberativas desta semana, em que foram tomadas importantes decisões para o país, em especial na regulação do mercado financeiro e na análise dos vetos presidenciais.” Foi dessa forma que começou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Só que teve mais. “Assim, considerando que nos dois primeiros dias deliberamos quase todos os itens que estavam previstos para a semana, a presidência comunica que a sessão de hoje será reagendada para terça-feira, 17/11, com pauta a ser divulgada.”

O fato é que a presidência do Senado informou que a sessão prevista para a tarde desta quinta-feira, leia-se ontem, foi cancelada. A próxima sessão do plenário será na terça-feira que vem. Tem muitas pautas por lá? Para ser sincero, não faço a menor ideia.

Ou melhor, tem uma pulga atrás da orelha. Afinal, começou assim a notícia que os senadores devem estar de olho. O abismo fiscal que espera o Brasil em 2021 reacendeu no Congresso o debate sobre a legalização das apostas no país, com a construção de cassinos em hotéis resorts, e a liberação de jogos de azar em geral, como o do bicho, caça-níqueis e bingos.

“Sabemos quais interesses que estão na sombra disso tudo. Defender a liberação dos jogos de azar para financiar programas sociais é um erro terrível”, argumentou pelo twitter o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Essa é uma impressão de quem pensa que o jogo vai ser legalizado e não será fortemente regulado, um equívoco. Com forte regulação dos órgãos competentes, com restrição de quem pode prestar a atividade e com o monitoramento do dinheiro, o risco de atividades ilegais é igual ou menor do que em outras atividades econômicas sem tais controles, contrapôs com veemência o senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Já quem venceu o jogo de goleada foi o cantor Caetano Veloso. O placar foi a 6 a 1. Para deixar claro de uma vez, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou um show ao vivo nas redes sociais. Uai. O que tem o TSE com isso? A resposta rápida é que ele poderá cobrar ingresso para a arrecadação de recursos de campanha.

É a primeira vez que o Tribunal Superior Eleitoral autoriza este tipo de evento. A decisão abre brecha e deve servir de precedente para os casos futuros nas eleições. A autorização ocorre a pouco mais de uma semana para o primeiro turno das eleições municipais deste ano, marcado para 15 de novembro. 

O Proantar

O fato é que o líder do Governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), prometeu se empenhar para conseguir emendas parlamentares de seus colegas em favor do Programa Antártico Brasileiro. O debate foi promovido pela Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Proantar. “Esse programa da Antártida tem trazido um avanço à ciência e à tecnologia do nosso país, já que faz uma integração entre todos os países que estão na Antártida”. E destacou que estão por lá “cientistas e pesquisadores contribuindo para a ciência do mundo”.

A logística

Ainda sobre a Antártida: os dados foram apresentados no debate pelo contra-almirante Antônio César da Rocha Martins, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, responsável pelo Proantar. E tem um detalhe importante. O Brasil é um dos 29 países que integram o Sistema do Tratado da Antártida. Para manter esse status, o país precisa desenvolver pesquisas científicas na região. Para o ano que vem, foi levado à audiência o pedido de emendas parlamentares de R$ 9,65 milhões, para apoiar a logística e a pesquisa científica.

Que novidade!

A bancada do partido Novo na Câmara dos Deputados foi a única que votou deforma unânime para manter o veto do presidente da República, Jair MessiasBolsonaro (sem partido), que impedia a prorrogação da desoneração da folhade pagamento de vários setores econômicos, uma das medidas que aliviaram as empresas em meio à forte crise econômica acentuada pela pandemia. Curioso é que o partido se destaca na defesa da iniciativa privada e tem liderado a busca pela simplificação tributária e pelo fim dos subsídios fiscais e de crédito. Os oito parlamentares do Novo se somam a outros 25 deputados de diferentes partidos que foram contrários à prorrogação dos benefícios fiscais na sessão de quarta-feira, que derrubou o veto presidencial.

O ausente

“Falta uma pessoa também muito importante na nossa articulação política na Câmara dos Deputados, que é um alagoano, o prezado deputado Arthur Lira. Mais do que fazer articulação, é uma pessoa sempre pronta, sempre alerta a trabalhar pelo seu estado.” Começou assim o presidente Bolsonaro. Ele se referia ao líder da bancada do partido Progressistas, deputado federal Arthur Lira (AL), que é também o atual principal comandante do Centrão, que não compareceu. O motivo o próprio presidente ressaltou: “Tenho certeza de que, na próxima vez, sem COVID-19, estará presente entre nós”.

Kalil ausente

O prefeito Alexandre Kalil, candidato à reeleição, não participou da entrevista aos Diários Associados, marcada para  ontem, devido à agenda de compromissos lotada, segunda sua assessoria. Na série de sabatinas com os concorrentes à Prefeitura de Belo Horizonte, o Estado de Minas, o Uai e a TV Alterosa receberão hoje Professor Wendel Mesquita (Solidariedade). Na segunda-feira, será a vez de Wanderson Rocha (PSTU); Marília Domingues (PCO) é a convidada da terça, seguida por Lafayette Andrada (Republicanos), na quarta. Luisa Barreto (PSDB) encerra as entrevistas na quinta, dia 12.


PINGA FOGO

  • Devem ter segundo turno. Tanto no Rio de Janeiro, quanto em São Paulo. No Rio, Eduardo Paes (DEM) tem 31%. Já o republicano Crivella atingiu 15%, Martha Rocha está com 13% e Benedita da Silva (PT) registra 8%. Os demais candidatos estão com 5%, caso de Luiz Lima (PSL), ou menos.
  • Já entre os paulistanos, quem lidera é Bruno Covas (PSDB), com 28%. Abaixo dele vem o republicano Celso Russomano, com 16%. Em seguida, Guilherme Boulos (Psol), com 14%, e Márcio França (PSB), com 13%. E tem gente menos votada abaixo desses números.
  • Detalhe: além de alguns ministros presentes no ato presidencial de Bolsonaro, estava também o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (Pros-AL). E ele ganhou um elogio bem chinfrim do presidente Bolsonaro: “Um homem que luta pelo interesse do Brasil e também, em especial, do seu estado”.
  • A propósito dos shows ao vivo, vale um registro: “Nesta linha, afirmar de antemão que o show de arrecadação de recurso para campanha será um palanque político mascarado é julgar com base em ilações e não em fatos”. Quem alega é o ministro do TSE Mauro Campbell.
  • Sendo assim, é melhor esperar os próximos capítulos, ops, as próximas pesquisas, para ver se há cenários novos. Bom dia, o fim de semana está chegando…
 
 

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