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Estado de Minas Em dia com a política

O Senado e o tempo quente com os incêndios no Pantanal

Daí o alvo ser a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que comandou a chamada Bancada Ruralista. Ela destacou: ''o boi é o bombeiro do Pantanal''


31/10/2020 04:00 - atualizado 31/10/2020 07:19

Ministra afirmou que o gado contribui com o combate ao fogo por comer o capim e evitar que ele se torne material altamente combustível(foto: Michel Jesus/Camara dos Deputados - 13/6/18 )
Ministra afirmou que o gado contribui com o combate ao fogo por comer o capim e evitar que ele se torne material altamente combustível (foto: Michel Jesus/Camara dos Deputados - 13/6/18 )
“O requerimento que ora se apresenta objetiva auxiliar os trabalhos da comissão temporária externa para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios detectados no bioma Pantanal. Nesse contexto, com os dados solicitados, pretende-se contribuir com providências para evitar novos focos de incêndios, a limpeza dos locais já atingidos, a proteção das populações diretamente atingidas, da economia, da fauna e da flora e a transparência das atividades coordenadas pela Operação Pantanal”.

Quem requereu foi o presidente do colegiado, senador Wellington Fagundes (PL–MT), responsável pela comissão temporária externa que acompanha as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal. Ele justifica pedindo que sejam liberados os dados sobre o rebanho bovino de 1991 até 2020. Isso mesmo, voltou ao passado para fazer as devidas comparações.

Para que fique claro, como se comportaram os governos que antecederam antes de o atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), ter assumido. Daí o alvo ser a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que comandou a chamada Bancada Ruralista.

E foi dela a frase que deve ser a mais estúpida do ano: “o boi é o bombeiro do Pantanal”. Bastaria, mas ela ainda argumentou: “porque come o capim nativo ou plantado e impede que se transforme em material altamente combustível”. Será que vai repetir quando for falar na comissão do Senado? Pelo jeito, os senadores vão incendiar e pôr fogo nas perguntas sobre como enfrentar os atuais incêndios no bioma.

Para mais um registro, vale lembrar: a Comissão do Pantanal pretende elaborar um projeto de lei trazendo as normas gerais de proteção ao bioma, aquele que é denominado Estatuto do Pantanal. Para deixar ainda mais claro, a comissão tem como objetivo acompanhar as providências adotadas com o objetivo de evitar novos focos de incêndios e cuidar da limpeza dos locais já atingidos.

Bastaria, mas como não poderia deixar de ser, é necessário incluir o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. É óbvio, né? Tanto é que a senadora Soraya Thronicke (PSL–MS) também entrou na questão, só que educadamente fez apenas um convite ao ministro Ricardo Salles, para prestar informações sobre as medidas adotadas pelo governo para contenção e prevenção das queimadas.

Como foi só foi convidado, o ministro Salles não é obrigado a comparecer. Rejeitar o convite é ser mal-educado, mas se ele for, vai apanhar. Pode escrever e conferir.

Elas podem!

“Quando mais mulheres tomam decisões, mais escolhas são feitas a partir da nossa visão. Precisamos ser representadas e temos tudo para criar políticas públicas mais justas. Isso é democracia” é trecho do vídeo usado pela atriz Camila Pitanga  na nova campanha publicitária para as Eleições 2020.. O objetivo é inspirar mulheres a ocuparem cargos políticos. O tema da campanha e slogan oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é: “Mais mulheres na política: a gente pode, o Brasil precisa”. Camila é embaixadora da ONU Mulheres no Brasil.


Indignação

A recente decisão da Petrobras de retirar, o nome de “Governador Leonel Brizola”, da Termelétrica de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, 16 anos após a sua partida, causou perplexidade e indignação ao vereador Leonel Brizola Neto (Psol–RJ). “É um atentado à memória do meu avô. Só me resta interpretar como uma tentativa de diminuir a sua importância na história do Brasil, já que foi um dos mais ilustres políticos deste país. Foi o único brasileiro a governar dois estados diferentes: Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além de ter sido prefeito de Porto Alegre”. Estes registros todos foram endereçados ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

Mais um…

… episódio do antigo ditado acredite, se quiser. Ele vem do nada menos que o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE). E ´que ele considera que as eleições municipais são o principal fator desfavorável ao avanço das pautas legislativas como um todo. Só que tem um mas no meio do caminho… Ele discorda que projetos importantes não estejam tramitando. Otimismo exagerado ele tira da ponta da língua: “embora ainda não exista acerto sobre a ordem do dia”. Ficamos assim então para ver e acreditar.

Vale cafezinho?

“Eu estou aqui com um nome que dá polêmica, porque o Rio de Janeiro sempre é polêmico, né? Estou aqui com o Crivella, está certo?” Foi quinta-feira que o presidente da República Jair Messias Bolsonaro (sem partido) declarou em favor da candidatura de Marcelo Crivella que disputa a reeleição pela prefeitura do Rio. O fato de ontem é que Crivella não perdeu tempo e muito menos a oportunidade de se escorar no presidente Bolsonaro. Colocou a esposa a tiracolo e voou para Brasília, com direito a café da manhã no Palácio da Alvorada, a residência oficial dos presidentes da República.

Para encerrar

Tem a esferográfica do presidente Jair Bolsonaro. “A caneta Bic é minha”. Ele mais uma vez deixou claro e evidente que não pretende comprar doses da Coronavac, aquela vacina chinesa que está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan de São Paulo e a empresa Sinovac da China. Bolsonaro destacou que a palavra final sobre o assunto cabe a ele. Difícil saber como serão as próximas reuniões no Palácio do Planalto. Afinal, um dos defensores da compra da vacina chinesa é o vice-presidente República, o general Hamilton Mourão (PRTB). Melhor esperar, se houver mesmo, os próximos capítulos.

Pinga-fogo


Em tempo, ainda sobre a nota Indignação: a moção de repúdio do neto de Brizola foi endereçada ao Almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior e ao próprio presidente atual da Petrobras, Roberto Castello Branco.

E tem um detalhe histórico: o avô Brizola, junto com o antropólogo, sociólogo e escritor Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer, o arquiteto de Brasília que construiu 500 Centros Integrados de Educação Pública, os da sigla mais usadas Cieps.

Ah! E sobre a nota que alega ser necessário acreditar se quiser, tem um detalhe do senador emedebista Fernando Bezerra: “destaco a lei do gás, a concessão ferroviária, o marco legal do setor elétrico e o relatório do senador Marcio Bittar sobre o Renda Cidadã”.

Aí não tem jeito, tem de repetir. A tal Renda Cidadã é a tentativa de mudar o nome do Bolsa-Família. Haja implicância. A direita volver não deveria se meter em um programa já consagrado. Nem no nome.

Diante de tudo isso, o jeito é ficar por aqui. O fim de semana chegou e é melhor relaxar. Para quem puder. Já que hoje ainda tem serviço para fazer a coluna.












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