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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

O Centrão volta a mandar, agora no governo do presidente Bolsonaro

Com o Centrão, não há como evitar uma alternativa. É cargo aqui em troca de voto lá no plenário tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado


postado em 07/07/2020 04:00 / atualizado em 07/07/2020 07:45

O vice-presidente Hamilton Mourão diz que %u201Co presidencialismo só pode ser coalizão, se não houver coalizão, o presidente não governa(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 14/9/19)
O vice-presidente Hamilton Mourão diz que %u201Co presidencialismo só pode ser coalizão, se não houver coalizão, o presidente não governa (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 14/9/19)
“O governo, os senhores sabem, iniciou com uma visão talvez idílica, vou ser aqui bem sincero, que por meio das bancadas temáticas teríamos relacionamento eficiente com o Congresso.” A sinceridade é relatada pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), embora ele não tenha citado ipsis litteris, no sentido de literalmente.

Para deixar claro de uma vez, trata-se do toma lá dá cá que o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) rejeitou em toda a campanha eleitoral. Tanto que o general Mourão fez questão ainda de acrescentar: “O partido quer estar junto do governo, quer participar e a participação se faz dessa forma”.

Com o Centrão, não há como evitar uma alternativa. É cargo aqui em troca de voto lá no plenário, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Só assim se consegue fazer funcionar. Tratou Mourão como sendo um “pleonasmo”, no sentido de redundância. “O presidencialismo só pode ser de coalizão, se não houver coalizão o presidente não governa”, acrescentou.

Já que tratamos de campanha eleitoral, tem uma consulta do deputado Célio Studart (PV-CE) apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele alega que existe dúvida, por causa da mudança de data, se a eleição permite ou não candidatos condenados por fazerem caixa dois ou abusar do poder econômico. A pergunta: eles podem ou não disputar depois de 4 de outubro?. Ops, 15 de novembro?

O objetivo dele é político, neste caso, porque sua mania de acionar o Judiciário é repleta de tudo e mais um pouco. Valem alguns exemplos: suspensão de nada menos que 63 novos agrotóxicos em todo o Brasil. Tem mais: “O medo, ocasionado em especial pela distribuição de notícias falsas, fez com que milhares de animais fossem largados à própria sorte nos centros urbanos, quando não mutilados, maltratados ou até assassinados por seus tutores”. Esse foi endereçado ao ministro Ricardo Salless.

Só mais um detalhe do deputado Studart: “Trata-se de um incentivo em agradecimento pela assiduidade e dedicação desses profissionais”. Para clarear de uma vez, já que ele preside a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem, o deputado pede ao Poder Executivo, em especial ao Ministério da Saúde, a adoção de uma gratificação especial aos profissionais da saúde pública em virtude da COVID-19.

Para encerrar, tem o tweet do domingão: nas redes sociais, o ex-futuro ministro da Educação Renato Feder. É mais um que foi sem nunca ter sido. O Centrão derrubou Feder. O presidente Bolsonaro jogou para as cucuias o convite que havia feito. Votos necessários no Congresso falam por si.

Tesourada?

“Está na mesa do Rodrigo Maia o meu projeto de decreto legislativo para reduzir em 50% a remuneração dos parlamentares da Câmara. Temos consciência de que o montante economizado não será suficiente diante das necessidades que a pandemia causou no sistema de saúde e na economia. Mesmo assim, outros países, aqui na América do Sul, fizeram o corte. É um gesto de solidariedade, de respeito à população e, quem sabe, de incentivo para que o Poder Executivo e o Judiciário também adotem a redução salarial do alto escalão.” A declaração vem do deputado Léo Moraes, o líder do Podemos na Câmara Federal. Reduzir salário dos seus colegas é projeto fake. Poupe-me!


Sem censura

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que a melhor maneira de se enfrentar as fake news “não é com censura nem com o Judiciário”. “Não se consegue chegar em tempo e na hora, via Judiciário, para coibir as fake news. Além da dificuldade de fazer o controle de conteúdo com o fantasma da censura que assombrou a minha geração”, avaliou o ministro. Faz sentido a preocupação. Nas eleições, o leite pode estar derramado quando se chegar ao autor desse ou daquele post falso. Para o ministro, é o controle das próprias plataformas tecnológicas contra o uso de robôs, por exemplo, que vai conter a circulação das informações falsas.

Ele não trata

Como prévias. Prefere ressaltar a “história de minhas histórias”. O fato é que o placar (34 a 11), em disputa virtual no PT mineiro, fala por si. Nilmário Miranda foi escolhido o candidato para disputar a eleição municipal deste ano. Se dependesse dele, do ponto de vista pessoal, os votos que receberiam seriam “zero, zero, zero sem final mesmo”. Faz sentido. Afinal, são 58 anos de esquerda em sua jornada. Tanto que prefere aproveitar fazer o debate nacional. Em sua percepção, ressalta, entre outras porcentagens, 65% na área de direitos humanos e 69% antitortura. Para aceitar, ele disse ter se espelhado nos ex-prefeitos Patrus Ananias e Célio de Castro. Citou também Fernando Pimentel, mas deixa ele pra lá com suas encrencas.

Mais afetados

Seria mais saudável trazer uma notícia boa. Anda difícil... Basta ressaltar que os donos de pequenos negócios com menor nível de escolaridade estão sendo mais afetados pela crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Dá para confiar na pesquisa é do Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em relação às dívidas, enquanto 23% dos empresários com ensino médio ou menos estão endividados, 30% dos empresários com ensino superior ou mais têm dívidas. E tem mais, os empresários menos escolarizados pediram menos empréstimos em bancos. O motivo não ajuda. O fato é que os bancos recusaram. É isso, vale repetir, nenhuma ajuda.

Pinga fogo


Por causa da morte do petista piauiense Assis Carvalho, a Câmara dos Deputados cancelou ontem a sessão virtual que estava marcada para eleger o 3º secretário da Mesa Diretora. É aquele que sofreu ataque cardíaco fulminante.

Ainda sobre o ministro Ricardo Salles: atos de improbidade, o que inclui a falta capaz de estruturar e tornar transparente, e ainda a questão de fiscalização diante do Orçamento de sua pasta. O fato é desrespeito ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Em tempo, ainda do líder do Podemos, Léo Moraes: “Mês passado, o presidente Bolsonaro propôs que cortássemos o próprio salário, e ele está correto. No entanto, a proposta foi recebida como uma provocação e nem sequer foi discutida.

Bastaria, mas ele ainda ressaltou: “Comparando com outros países, é inacreditável que o Brasil vai passar por uma pandemia dessa magnitude, com sacrifícios de todas as camadas da população, e a classe política vai sair intacta, sem abrir mão de nem um real”.

Como se trata de mais um episódio da série “acredite, se quiser”, o jeito é encerrar por hoje. É o melhor a fazer, seus colegas parlamentares devem estar rindo diante da tamanha audácia. Bom dia a todos.

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