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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Bolsonaro e governadores vetam reajuste salarial durante pandemia

Servidores públicos vão ficar sem aumento pelo menos até dezembro do ano que vem


postado em 22/05/2020 04:00 / atualizado em 05/06/2020 10:50

Bolsonaro, Rodrigo Maia e Alcolumbre participara de videoconferência com governadores(foto: MARCOS CORREA/PR)
Bolsonaro, Rodrigo Maia e Alcolumbre participara de videoconferência com governadores (foto: MARCOS CORREA/PR)

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e inclua ainda a maioria dos governadores país afora. Tudo isso para tratar como enfrentar a pandemia da COVID-19. Um socorro financeiro para ajudar os governadores a entrarem em ação para combatê-la. E o presidente da República incluiu ainda também os prefeitos. Os detalhes seriam publicadas no Diário Oficial da União ontem mesmo.
 
Bem, mais ou menos, melhor deixar o próprio Bolsonaro avisar que ele tratou também de impedir aumento salarial para os servidores públicos, adiando para o fim de 2021. Isso mesmo, o ano que vem inteiro, se o cenário econômico continuar como está.

 “A cota de sacrifício dos servidores, pela proposta que está aqui, é não ter reajuste até 31 de dezembro do ano que vem”, avisou o presidente Bolsonaro. Para lembrar, ele já havia feito uma ressalva clara e objetiva, quando destacou: “O congelamento de salários era uma contrapartida, mas o texto foi modificado no Congresso”.
 
O mercado financeiro, claro e óbvio ululante, reagiu bem. A bolsa de valores fechou em alta e o dólar despencou. O que leva ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que melhora ou consegue respirar um pouco de ficar sendo como o próximo alvo, depois das demissões dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.
 
“Parecia que o presidente Bolsonaro era só economia e que os governadores eram só saúde. Agora, está todo mundo junto”, fez questão de ressaltar o próprio ministro Guedes, acrescentando ainda que houve no ambiente “uma pacificação capaz de levar o Brasil a dias melhores”.
 
Melhor então voltar ao Bolsonaro, já que ele esteve abençoado. Calma, gente! É isso mesmo, teve mais uma videoconferência, só que com líderes religiosos católicos. “Lembro-me das aulas de catecismo. Quando começava, metade da garotada saía correndo da igreja, porque o padre mandava cantar aquela musiquinha: mesmo que me arraste pelo frio chão, que viva Jesus no meu coração”. 
 
E tem mais da trilha sonora bolsonarista: “Então, o frio chão, eu era um que saía correndo. Ficava com medo de ser arrastado pelo chão da igreja (risos). Até que chegamos num acordo com o padre. Ele não sabia disso e passou a não cantar mais isso daí para começar o catecismo para a molecada lá”.
 
Diante disso, de cantoria religiosa e tudo mais, só resta seguir o catecismo político e encerrar a coluna por hoje, com o devido aviso de que basta por hoje. E que seja um bom dia para todos.

O descontrole

Em reunião realizada de forma remota na Assembleia Legislativa (ALMG), na tarde de ontem, o assunto dominante foi, óbvio, a COVID-19. O deputado João Leite (PSDB) demonstrou preocupação com a incidência da dengue no país e especialmente em Minas Gerais. Foi o caso, por exemplo, do projeto de lei aprovado pelos parlamentares exigindo que o estado e os municípios sejam transparentes e enviem para a Assembleia dados diários sobre a situação do coronavírus no estado. O deputado tucano pediu que o mesmo procedimento seja realizado com a dengue.

Para ficar claro:

“Os números são preocupantes em relação à dengue. Além de termos compartilhados os dados da COVID-19 em Minas Gerais, devemos ter também os da dengue. É preciso que tenhamos essas informações, para que a Assembleia atue fortemente como vem fazendo em relação ao coronavírus, tomando providências para ajudar a população. Caso contrário, corremos o risco de focar a atenção somente na COVID-19 e não acompanhar o crescimento da dengue, que pode estar em proporção descontrolada.”

Bilionária

As sessões foram virtuais e separadas, mas conseguiram aprovar nada menos que R$ 343,6 bilhões neste ano. Trata-se de crédito suplementar para despesas deste ano. O fato é que deputados e senadores aprovaram autorização ao governo federal para quitar despesas obrigatórias, deixando de lado a chamada “regra de ouro”. O relator do projeto no Senado, Marcos Rogério (DEM-RO), inclui que o Ministério do Desenvolvimento Regional obteve um remanejamento de R$ 308 milhões para a retomada de 10 mil obras habitacionais e a geração de 20 mil empregos. Teve ainda o reforço de R$ 394 mil para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A propósito

Dois projetos de lei em análise na Câmara dos Deputados criam regras para aumentar a transparência e a fiscalização de gastos públicos durante pandemias. “Pretendemos criar disposição expressa que impeça a classificação dessas informações como ‘sigilosas’ e sirva de base para que se proíba que estados superfaturem contratações em nome do combate a pandemias”, ressalta o deputado José Medeiros (Podemos-MT).

Post removido

O Facebook retirou uma alegação do presidente brasileiro Jair Bolsonaro de que os cientistas “mostraram” que havia uma cura para o coronavírus. “Isso obviamente não é verdade e é por isso que a removemos. Não importa quem diga isso”, disse Zuckerberg em entrevista à britânica BBC. Para deixar claro, Mark Elliot Zuckerberg (foto) é um programador e empresário norte-americano, que ficou conhecido internacionalmente por ser um dos fundadores do Facebook, a rede social mais acessada do mundo.

PINGA FOGO

  • Para novas habilitações, o Ministério da Saúde investiu mais R$ 29 milhões, pagos em parcela única aos estados e municípios, para custeio dos novos leitos para os próximos 90 dias. É isso mesmo, é informação oficial.
  • E o ministério acrescenta: as unidades de saúde ganharam reforço para melhorar o atendimento aos pacientes graves. Trata-se de pacientes em estados críticos da COVID-19. Ontem, o Ministério da Saúde habilitou mais 202 leitos de UTI exclusivos, sendo seis deles de UTI pediátrica.
  • A novela continua. Está prevista para ser criada a comissão mista que vai definir quando será o primeiro turno das eleições municipais deste ano. Se será em 15 de novembro ou, se não der certo, em 6 de dezembro.
  • O fato é que a comissão mista está prevista para ser criada na próxima semana. A criação está aguardando a posse do ministro Luís Roberto Barroso, que vai assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
  • O jeito então é esperar a posse no TSE e encerrar por hoje, à espera do discurso que fará o ministro Barroso em sua primeira sessão. Bom dia a todos! O fim de semana está chegando.

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