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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Efeito da cloroquina contra COVID-19 afeta popularidade de Bolsonaro

Pela primeira vez, a quantidade de brasileiros que considera o governo Bolsonaro ruim ou péssimo é o dobro dos que o consideram ótimo ou bom


postado em 21/05/2020 04:00 / atualizado em 05/06/2020 10:54

Jair Bolsonaro segue perdendo popularidade por causa da má conduta sobre a pandemia(foto: ALAN SANTOS/PR)
Jair Bolsonaro segue perdendo popularidade por causa da má conduta sobre a pandemia (foto: ALAN SANTOS/PR)

O governo resistia, mas não adiantou. São dois meses só, mas o bombardeio nas redes sociais falou mais alto. O fato é que o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, foi adiado, pelo menos um mês e mais provável que sejam dois. Ou mais. A nota oficial partiu do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Anda grave o cenário para o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (sem partido, até hoje).

Pesquisa de opinião realizada pela XP Investimentos com o Instituto Ipespe mostra que a avaliação negativa do presidente Jair Bolsonaro teve alta expressiva por causa da atuação desastrosa do governo diante da pandemia da COVID-19.

O efeito colateral da cloroquina aparece agora na pesquisa XP/ Ipespe. Pela primeira vez, a quantidade de brasileiros que consideram o governo Bolsonaro ruim/péssimo é o dobro dos que o consideram ótimo/bom. É o pior resultado desde o início do mandato. Vamos ao que interessa.

Os que avaliam a gestão como ruim ou péssima foram de 49% e 50%, respectivamente, ante 31% e 42% no levantamento anterior, de 24 de abril. Na mesma linha, também se deteriora a expectativa para o restante do governo, que agora é 48% negativa e 27% positiva, ante 46% e 30% em abril. Movimento semelhante acontece na área econômica, em que o grupo que avalia que a economia está no caminho errado saltou de 52% para 57%, enquanto os que veem a economia no caminho certo passaram de 32% para 28%. Os índices falam por si, nada a acrescentar.

Só que vale um registro, e ele vem do Superior Tribunal de Justiça (STJ): “Em nenhum país, pelo que se sabe, ministros responsáveis pela pasta da Saúde são demitidos por não se ajustar à opinião pessoal do governante máximo da nação e por não aceitar, portanto, serem dirigidos por crenças e palpites que confrontam o que a generalidade dos demais países vem fazendo na tentativa de conter o avanço dessa avassaladora pandemia”. Para deixar claro, é o ministro Rogério Schietti.

O que mais dizer, então? Trazer de volta o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, o ex-juiz da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal? É, pode ser. É só um trechinho: “O coronavírus não é piada nem é algo positivo. Cuide-se!”.

Para encerrar, que tal um livro? Resposta rápida: livraria do Supremo Tribunal Federal (STF) lança sete publicações em versão digital. Download dos arquivos é gratuito; vendas de livros impressos está suspensa. Fim mesmo!

Lei Kandir

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o acordo financeiro entre o governo federal e os estados para compensação pelas perdas de arrecadação causadas pela Lei Kandir. O acordo prevê o repasse de R$ 65,6 bilhões pela União aos estados. Desse total, R$ 58 bilhões devem ser repassados obrigatoriamente até 2037. Em contrapartida, os estados deverão desistir das ações judiciais protocoladas na corte para cobrar as perdas. Minas Gerais terá direito a R$ 8,7 bilhões. Aprovada em 1996, a Lei Kandir previu a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre exportação, com a respectiva compensação aos estados pela União. O Congresso, entretanto, nunca regulamentou a fórmula de cálculo para os repasses, o que gerou a disputa judicial de 24 anos.

Medicina

E com mandato no meio do caminho. Em Montes Claros, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), por unanimidade, devolveu o mandato de vereador ao médico João Paulo Bispo (PSB). Acatou ação da direção estadual do Partido Socialista Brasileiro. O primeiro suplente diplomado pela coligação Fábio Neves, que teve 2.551 votos, em 2016, se desfiliou do partido. Com isso, o PSB exigiu a vaga. Depois de uma briga na Justiça, o TRE decidiu que o mandato cabe a João Paulo Bispo. Ele teve 1.393 votos e era suplente da coligação.

Na Amazônia

Os EUA anunciam assistência adicional de US$ 2,5 milhões ao Brasil para mitigar os impactos à saúde e socioeconômicos da COVID-19. Até o momento, o total de recursos oferecidos chega perto de US$ 6,5 milhões (leia-se: R$ 37 milhões). O novo fundo de US$ 2 milhões (R$ 10,5 milhões) será direcionado à saúde e fornecerá apoio imediato às comunidades vulneráveis da Amazônia. Melhor o embaixador Todd Chapman fazer o seu comercial: “Estou muito satisfeito com esse recurso adicional para saúde e assistência humanitária, direcionado a populações vulneráveis no Brasil, principalmente na região amazônica”. Na Amazônia? Hummmmm…

Longe disso

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) continua fazendo de tudo para irritar o presidente Bolsonaro. “Não é assim... Quando não existe comprovação é difícil aprovar. As pessoas acreditam que haja teorias por trás. Que exista um laboratório, alguma coisa que impeça a aprovação. Mas não é assim”. A declaração foi feita ontem. E ele acrescentou que é alto o risco de haver arritmia cardíaca com o uso da substância. Bem, quem deve se cuidar é Bolsonaro, para não ter uma arritmia de raiva do ex-ministro Mandetta.

Ao vivo!

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, general Walter Souza Braga Netto, será ouvido amanhã, às 10h, pela comissão mista do Congresso Nacional. Será a sétima reunião do colegiado, instalado em 20 de abril. Obviamente, o ministro vai falar por videoconferência, óbvio que não será em Brasília. O fato é que o objetivo é tratar sobre a situação fiscal e a execução orçamentária do governo relacionadas à COVID-19. Detalhe: internautas poderão fazer perguntas.


PINGA FOGO

  • Em tempo: sobre a nota Ao vivo!. Quem comanda a comissão mista é o senador Confúcio Moura (MDB-RO), a vice-presidente é a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e o relator é o deputado Francisco Jr. (PSD-GO).
  • O placar fala por si. A goleada é rara no Congresso, mas foi isso mesmo o que aconteceu. Para deixar claro de uma vez, foram 77 votos a zero. E olha que são, no total, 81 senadores. A quatro apenas do quórum inteiro. Perderam o voo ou estão em tratamento de saúde.
  • O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) continua avisando sobre o risco de adiar o Enem. O conselho que ele deu é que seria arriscado o governo ter uma derrota fragorosa. Bolsonaro acatou. Ele sabe que Maia conhece bem o sentimento no plenário.
  • Por fim, se foram mais de 18 mil novos casos em um só dia e está chegando a mais 300 mil casos no total, é melhor ter cuidado, não só com a COVID-19, mas também com as notícias políticas. Afinal, se tem o Adélio Bispo (foto), aquele da facada, é melhor encerrar por hoje.
  • Um bom dia a todos. Torça por melhores notícias, quem sabe os 77 a zero sirvam de conselho a ser seguido. Vale a torcida!

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