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Estado de Minas COVID-19

O vaivém de Bolsonaro em suas opiniões a respeito de tudo

Depois de críticas a Rodrigo Maia, presidente da República diz quer quer transparência


postado em 21/04/2020 04:00 / atualizado em 21/04/2020 07:28

Bolsonaro participou de manifestação com seus apoiadores que defendem intervenção militar(foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO)
Bolsonaro participou de manifestação com seus apoiadores que defendem intervenção militar (foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO)
“Rezemos hoje pelos homens e mulheres que têm vocação política: a política é uma forma alta de caridade. Rezemos pelos partidos políticos nos vários países, a fim de que neste momento de pandemia busquem juntos o bem do país e não o bem do seu partido.” O registro, de ontem, vem na introdução do papa Francisco destinado a quem “é engajado na política”.

A definição do Espírito que Jesus dá aqui é interessante: “O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”, ou seja, é livre. Uma pessoa que se deixa conduzir de um lado para outro pelo Espírito Santo: essa é a liberdade do Espírito. E quem faz isso é uma pessoa dócil e aqui se fala da docilidade do Espírito”.

Tudo isso vem do papa Francisco de ontem, e cabe como uma luva na política brasileira. Afinal, no domingão do Jair Bolsonaro, o presidente da República fez um discurso exaltando o Ato Institucional número 5, o AI-5, de triste memória, pregando intervenção militar.

“Todos no Brasil têm que entender que estão submissos à vontade do povo brasileiro. Tenho certeza, todos nós juramos um dia dar a vida pela pátria. E vamos fazer o que for possível para mudar o destino do Brasil. Chega da velha política.” Foi o que Bolsonaro declarou no domingo. E, claro, virou um rebuliço sem trégua contra ele.

Ontem, óbvio que ele mudou o tom e terceirizou: “Em todo e qualquer movimento tem infiltrado, tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeite a liberdade de expressão. Pegue o meu discurso, dá dois minutos, não falei nada contra qualquer outro poder, muito pelo contrário”.

Assim começou, antes de completar: “Queremos voltar ao trabalho, o povo quer isso. Estavam lá saudando o Exército brasileiro. É isso, mais nada. Fora isso, é invencionice, é tentativa de incendiar uma nação que ainda está dentro da normalidade”. Ainda?

Resposta rápida: “Aqui não tem que fechar nada, dá licença daí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição brasileira, e aqui é minha casa e tua casa. Então, peço por favor, que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente. Nós, o povo, estamos no governo”.

Por fim, teve a reprimenda: “Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição Brasileira...” Foi  o que avisou o presidente Bolsonaro, repreendendo um dos seus apoiadores.

Mais uma vez

O movimento municipalista não concorda com ações que coloquem em risco a democracia e parabeniza quem tem capacidade de criar consensos, viabilizar resposta rápida em escala necessária para enfrentar a calamidade sanitária. Certos de sempre contar com o elevado senso responsável de todos os parlamentares é que firmamos a presente, agradecendo pelo trabalho e esforço em prol da vida dos brasileiros. Tudo isso vem da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e outras entidades para ressaltar a ação dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, nos trabalhos do Congresso durante a maior crise sanitária da nossa história.


Repeteco

Política e futebol se discute sim: a reprise no domingo da goleada da Seleção contra a Argentina em 2005 deu uma saudade no pessoal. A final da Copa das Confederações foi reprisada pela TV Globo e a nostalgia bateu forte nos torcedores relembrando os gols de Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Teve também gente se perguntando por que o chocolate histórico de 4 a 1 contra a maior rival da equipe canarinho não significou uma campanha exemplar na Copa do Mundo de 2006, quando a França eliminou o Brasil nas quartas.

Eu me amo!!!

Convido você a assistir hoje em dois horários, como informado na imagem, a entrevista que concedi à TV Câmara, tratando de um tema muito relevante: proteção de dados e o combate à COVID-19. Esta foi uma entrevista diferente, feita via internet, comigo em casa – devido ao distanciamento social que estamos adotando para nos proteger do novo coronavírus. Conto com sua audiência! Tudo isso vem do deputado Mário Heringer (PDT–MG), segundo secretário da mesa diretora da Câmara dos Deputados.

Agora é fato

Verdade mesmo. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não quer nem saber de continuar sendo alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista das Fake News. O juridiquês de seus advogados alega ser “necessária a medida liminar uma vez ameaçados os direitos políticos do Impetrante, cujos danos, se concretizados, poderão ser irreversíveis, às custas da manutenção dos direitos fundamentais do Impetrante, bem como daqueles que ele representa”. Tudo isso porque a CPI, se não for prorrogada, termina sexta-feira agora. Eduardo está se antecipando porque no cenário político está a possibilidade de mais uma prorrogação.


Teve acordo

O presidente Jair Bolsonaro anunciou em suas redes sociais que vai revogar a Medida Provisória 905/19, que criou o Contrato Verde e Amarelo. A MP fazia uma série de alterações na legislação trabalhista, sobre as quais não houve acordo com os partidos de oposição. O fato é que revogar é tornar sem efeito, fazer deixar de vigorar. Só que o presidente Bolsonaro disse ter feito acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para reeditar uma nova medida provisória (MP) específica para essa modalidade de contrato para o período da pandemia de COVID-19.

Pinga-fogo


Foi instalada ontem a comissão mista – que reúne deputados e senadores – para acompanhar no Congresso as medidas econômicas relacionadas ao combate à pandemia de coronavírus. Uma das primeiras audiências virtuais deve ser com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O relator da comissão será o deputado Francisco Júnior (PSD-GO). Quem vai presidir será o senador Confúcio Moura (MDB-RO). Ele avisou que pretende fazer, pelo menos, uma reunião mensal da comissão com a equipe econômica do governo.

A presidência do Senado informou que a sessão deliberativa remota convocada para esta segunda-feira (20), leia–se ontem, foi cancelada. Na pauta, estava o PL 873/2020, aquele projeto de lei que amplia beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600.

O senador tucano Plínio Valério (PSDB-AM) lamentou: “Eu vejo muito leão, muitos leões, rugindo aí, quando se trata de ir para cima do trabalhador e para cima dos pobres. Eu vejo muitos cordeirinhos quando se trata dos ricos. Eu não vejo leão rugindo para os ricos”.

Diante de tudo isso, com leão e tudo, o jeito é encerrar por hoje. Bom feriado a todos. Ah! E fique em casa…
 

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