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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

O Brasil que não pode ser ignorado é também o país que ninguém quer ouvir

Para o premiado ex-chanceler Celso Amorim, o Brasil que está em crise econômica e política, e com inflação que volta a subir pressionada pelos alimentos, se tornou um problema para a comunidade internacional, apesar de sua liderança na América Latina


postado em 07/12/2019 04:00 / atualizado em 06/12/2019 22:18

Carnes e feijão pressionam o custo de vida, enquanto notícia esperada é o registro do partido do presidente da República, o Aliança pelo Brasil(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Carnes e feijão pressionam o custo de vida, enquanto notícia esperada é o registro do partido do presidente da República, o Aliança pelo Brasil (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Pôr a mesa de almoço ou de jantar anda difícil para os brasileiros. A macarronada, embora mais barata, segue o mercado, não tem jeito. Afinal, uma coisa puxa a outra. A carne é fraca? Vale perguntar e responder rapidinho: que nada, muito antes pelo contrário.

E encarece a mesa dos brasileiros, mesmo mudando o cardápio. Ihh! Adianta não. A feijoada também não estará presente e olha que hoje é sábado, o consagrado dia do feijão-preto bem cozidinho na mesa. Só que ele subiu ainda mais que a carne. Dói no bolso e acaba influenciando na inflação, que, por enquanto, ainda registra pequenos índices.

O jeito é passar ao que interessa. O ex-chanceler Celso Amorim ressalta que “o Brasil é um país grande e não será ignorado, mas ninguém mais quer nos ouvir”. Tanto que ele acrescenta, cuidadoso: “As pessoas estão perplexas. O Brasil sempre foi considerado um país simpático. Só que hoje nós somos vistos como um problema”.

Só para registro, entre inúmeras outras coisas, Celso Amorim se graduou em primeiro lugar de sua turma no Instituto Rio Branco. Como prêmio, foi enviado à Academia Diplomática de Viena, onde foi capaz de terminar a sua tese e retornou ao Rio de Janeiro antes de ser enviado para o seu primeiro posto como diplomata, em Londres.

E foi ministro pluripartidário, começou no governo Itamar Franco e seguiu nos dos petistas como ministro de Relações Exteriores, no de Luiz Inácio Lula da Silva, e ministro da Defesa do governo inacabado de Dilma Rousseff. Já chega, melhor mudar o cardápio. E é quentinho.

Agora é fato consumado, embora tenha vindo de um suplente – o titular é o senador Izalci Lucas (PSDB-DF): o segundo vice-presidente do Aliança pelo Brasil, Luiz Felipe Belmonte, apresentou, quinta-feira, o pedido de registro do novo partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil. O novo partido, no entanto, ainda precisa obter o reconhecimento oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que é praticamente certo.

E se a briga entre a China e os Estados Unidos, que afeta o Brasil, parece caminhar para um desfecho amigável, o melhor é ficar por aqui. Já que tem sido rara uma boa notícia, mesmo que internacional. Ah, não! Tem ainda a presidenta.

É isso mesmo, Dilma Rousseff (PT), que gostava de ser tratada assim, foi hostilizada em voo enquanto aguardava para desembarcar da aeronave. É falta de educação, mas ela, no jeito dela, não deixou barato não. “Ótimo é o Bolsonaro. Eu sei o que vocês defendem. Defendem milícia, não é isso?” Agora é fim mesmo!

Fica no partido

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press %u2013 30/10/19)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press %u2013 30/10/19)

Questionado ontem em BH sobre o seu destino político, com a saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL para criar o Aliança pelo Brasil, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (foto), disse que fica no partido que o elegeu pelo menos até 2022. “Não conversei com ele sobre isso, da possível ida para o novo partido, da situação partidária. Estou deputado federal e tenho vínculo com o partido por força de legislação até 2022. Lá na frente vamos discutir melhor isso”, afirmou. Marcelo Álvaro Antônio se filiou ao PSL a pedido de Bolsonaro, com a missão de articular a legenda para a eleição em Minas.

Será mesmo?

O presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PV), afirmou ontem que não aceitaria ser candidato a vice-prefeito na chapa do prefeito Alexandre Kalil (PSD) na eleição do ano que vem. E mais: emendou que não pretende nem mesmo tentar a reeleição para o quinto mandato de deputado estadual. “Já dei a minha contribuição”, disse a um grupo de jornalistas e colunistas que recebeu para um café da manhã no 23º andar do Edifício Tiradentes. Uma das justificativas é o “bullying” a que expõe os filhos e parentes, em tempos de ódio aos políticos, por terem um parlamentar na família. Está anotado então.

156 candidatos

Hoje, o movimento RenovaBR formará mais de 1 mil alunos da turma de 2019 em sua escola política nacional, que tem o objetivo de capacitar novas figuras para atuar nas câmaras municipais, assembleias legislativas, prefeituras e outras casas políticas. Desse número, 156 são mineiros e pretendem se candidatar às eleições municipais de 2020. Registro necessário: O RenovaBR se apresenta como a maior escola de democracia do Brasil, e seleciona pessoas comuns dispostas a se qualificar como novas lideranças para renovar. Óbvio, como o nome indica, que é renovar a política.

Fábrica de armas

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3684/2019, do deputado Hercílio Coelho Diniz (MDB–MG), que proíbe o uso de embalagens de alumínio para acondicionar alimentos destinados a condenados e internos em estabelecimentos prisionais. O parecer do relator, deputado Sargento Fahur (PSD–PR), foi favorável à proposta. Ele disse que essas embalagens podem ser utilizadas, por exemplo, como condutores de energia elétrica e como recipientes para ferver líquidos e para confecção de armas de fabricação artesanal. Isso mesmo, podem virar “verdadeiras facas artesanais”.

Haja inspiração...

… para a Polícia Federal (PF). Desta vez usou a Mitologia grega. As Hespérides, que dão nome à operação, são deusas da mitologia grega, responsáveis por cuidar do pomar onde a deusa Hera cultivava macieiras que davam frutos de ouro. Elas, porém passaram a comer os frutos que deveriam guardar, fazendo com que Hera colocasse um dragão eterno, que nunca dormia, para guardar o pomar. Para clarear, a Operação Hespérides, de ontem, da Polícia Federal (PF), foi para combater a organização criminosa que seria responsável pelo comércio ilegal de 1,2 tonelada de ouro. De acordo com a PF, o montante representa mais de R$ 230 milhões, na cotação atual.

Pinga-fogo

A semana inteira. Isso mesmo, entre a próxima segunda-feira e dia 12, o governo do estado realiza uma série de coletivas de imprensa com a participação do governador Romeu Zema (Novo). Todas as 12 secretarias e outras instituições públicas.

O objetivo do governo é divulgar um balanço das ações desenvolvidas neste primeiro ano de gestão e apresentar os resultados já obtidos. Numa série de coletivas, será que o governador vai aceitar perguntas que estiverem fora do script oficial?

A propósito, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desembarca, na próxima segunda-feira, em Jacarta, na Indonésia. Ele vai assumir a presidência do Conselho da Stop TB Partnership, instituição internacional que busca eliminar a tuberculose no mundo.

(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press %u2013 21/11/19)
(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press %u2013 21/11/19)

Enquanto a popularidade do presidente Jair Bolsonaro cai, quem fica bem na fita é o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro (foto), com 30% de aprovação, seguido por nenhum, com 21% e, em terceiro lugar, fica o ministro Paulo Guedes, com 13%.

Pelo jeito, a Operação Lava-Jato ainda faz sucesso, mesmo com notícias conflitantes que a envolve. Diante de tudo isso, melhor tomar objetivamente uma despedida por hoje. Amanhã, domingão, tem mais.
 


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