Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas EM DIA COM A POLíTICA

Perspicácia de Mourão e a ausência de Bolsonaro

Afinal, teve a promulgação da reforma da Previdência, com direito à ausência do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). E exclua ainda os seus ministros


postado em 13/11/2019 04:00 / atualizado em 13/11/2019 07:33

Vice-presidente Hamilton Mourão(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Vice-presidente Hamilton Mourão (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Aplausos de pé das 470 pessoas presentes. Depois de interromper o palestrante professor e filósofo, Fernando Schuler, em evento na Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), quem se encarregou de dar a notícia foi a jornalista e mestre da cerimônia, Christiane Pelajo.

Quem será que mereceu tamanha “homenagem”? A resposta rápida é o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL), que saiu das redes sociais, onde era frequente e feroz politicamente em inúmeras postagens. Entre outras coisas, mas deixa para lá.

Detalhe: a notícia chegou quando o Fernando Schuler tratava, em especial, das dificuldades de articulação política entre o Executivo e o Legislativo provocadas exatamente pela atuação dos filhos do presidente da República nas redes. Melhor mudar de assunto.

Afinal, teve a promulgação da reforma da Previdência, com direito a ausência do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). E exclua ainda os seus ministros. Foi quase um parto. A tramitação durou perto de nove meses. É isso mesmo.

E as novas regras entram, pelo menos em parte, em vigor hoje com a publicação do Diário Oficial da União (DOU). É que algumas poucas normas, como as mudanças nas alíquotas de contribuição, só passarão a entrar em vigorar a partir de março do ano que vem. Não é tão tempo assim.

Melhor mudar de assunto e de freguesia. “Muitas empresas brasileiras que atuam no mercado internacional têm expertise justamente em setores de construção, energia e produção de alimentos. Algumas dessas empresas, inclusive, já atuam há anos em mercados africanos”.

A frase é do vice-presidente da República, General Hamilton Mourão (PRTB), ao participar da abertura do Fórum Brasil-África 2019. E ele prometeu que, em março do ano que vem, fará uma viagem aos países do continente.

O jeito, então, é levantar voo, lá no Maranhão, onde fica a Base de Alcântara. É aquela que foi liberada para os Estados Unidos, com a devida anuência de Bolsonaro, de lançamento de foguetes e satélites. E ela já passou na apropriada Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Antes de levantar voo, um último registro.

Se teve promulgação, houve também, com direito a rima, a rejeição. E ela veio do Senado. A comissão mista rejeitou a Medida Provisória (MP) 892/2019, que dispensava as publicações empresariais obrigatórias em jornais. Transparência pouca, obviamente, não poderia ser ignorada.

A proteína

“Bom dia! Daqui a pouco sigo para Londrina (PR) para a cerimônia de abertura do AgroBit Brasil. Mas antes gostaria de dar uma ótima notícia: habilitação de mais 13 plantas para China”. Tweet da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, agora, o Brasil passa a contar com 16 plantas habilitadas para exportar carne suína para o mercado chinês, e 46 plantas para embarques de carne de frango.

Os balanços

Já que tratamos deles, vale o placar: 13 votos a cinco. Foi na Comissão Mista que tratava da medida provisória que dispensava a publicação de balanços de grandes empresas nos jornais impressos. A derrota foi da senadora Soraya Thronicke (PLS-MS). Daí a comissão mista aprovou o parecer da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), pela inconstitucionalidade e pela rejeição da medida provisória. Senadores e deputados contrários à MP atribuíram a medida à “briga” entre o presidente Bolsonaro e veículos de comunicação. Classificaram a medida como um “ataque à democracia”.

''Minas deixou de caminhar para o precipício. Agradeço muito o acordo da Assembleia Legislativa. temos trabalhado em conjunto e o estado, com toda certeza, vai se tornar viável em breve. A Assembleia tem contribuído muito. Sou muito grato aos 77 deputados estaduais, aos líderes dos partidos e ao presidente Agostinho Patrus, que tem realmente desempenhado um papel A que poucas vezes assistimos aqui em Minas''

A frase é do governador Romeu Zema (Novo), em agradecimento ao Acordo entre Legislativo e Judiciário que vai permitir pagar o 13o salário dos servidores públicos.

Agora vai?

Antes, ela tinha sido marcada para 31 de outubro, mas foi adiada. A nova data prevista agora é na quinta- feira da semana que vem. Trata-se da sessão especial sobre a Santa Dulce dos Pobres, a Irmã Dulce, que se tornou a primeira santa nascida no Brasil. Autora do requerimento, a senadora Kátia Abreu (PDT-RO) destacou que “comemorar esse evento histórico é, portanto, uma forma de ampliar o olhar dos políticos, autoridades e instituições diversas para os indigentes, doentes, crianças abandonadas, desempregados e todos os excluídos socialmente”.

Já tem nome

Vai se chamar Aliança pelo Brasil. Meio sem inspiração, não é mesmo presidente Jair Bolsonaro (ex- PSL)? O social ficar de fora até que faz sentido, não é muito a praia dele. O liberal fazia mais sentido. O fato é que até a convenção já está marcada, será no próximo dia 21. Isso mesmo, pouco mais de uma semana. O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) acredita que, do total de pesselistas, 51 em exercício, cerca de 30 podem anunciar a filiação ao partido Aliança pelo Brasil.

Pinga-fogo

Banco vai abrir sábado. Será que vai ajudar a melhorar o desemprego? Comentário na internet responde: aumento de custos, sem grandes ganhos de produtividade. Os bancos repassarão esses custos para as tarifas e a população é que pagará por essa besteira.

“Resta saber se vai haver aprovação (pelo TSE). Eu, quando estive na atuação no TSE, na aprovação dos últimos partidos eu votei pela desaprovação. Eu creio que o Brasil já tem partidos em demasia”.

A frase é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello, que deu os devidos números. Destacou que, atualmente, o país tem nada menos que 32 partidos. Faz todo sentido, os números, vale repetir, falam por si.

E teve troco também da deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP): “que xiitas saiam juntos”. Para registro, xiita seita do Islamismo, que significa “partidários de Ali”. Os xiitas consideram Ali, o primo e genro do profeta Maomé, o sucessor legítimo da autoridade islâmica.

Se tem seita no meio do caminho, o melhor a fazer é encerrar por hoje. Afinal, o que mais é necessário relatar diante até de mudança de partido do próprio presidente da República? Quem souber, ajuda aí!


Publicidade