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Estado de Minas EM DIA COM A POLíTICA

Boas notícias para o funcionalismo em Minas e os desempregados no Brasil

Enquanto a Assembleia de Minas fez acordo e garantiu o pagamento do 13º aos servidores este ano, governo federal anuncia medidas para estimular o emprego de jovens e o empreendedorismo


postado em 12/11/2019 04:00 / atualizado em 12/11/2019 07:23

No Legislativo mineiro, união entre situação e oposição gerou brincadeira que selou a paz na política, quando o líder do governo, Luiz Humberto (E), pegou no nariz do líder da minoria, Ulysses Gomes (C) (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 11/11/19)
No Legislativo mineiro, união entre situação e oposição gerou brincadeira que selou a paz na política, quando o líder do governo, Luiz Humberto (E), pegou no nariz do líder da minoria, Ulysses Gomes (C) (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 11/11/19)

O programa Verde e Amarelo do governo federal tem como objetivo abrir vagas de emprego para jovens que estão na faixa de idade entre 18 e 29 anos. O lançamento foi feito ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e é claro que estava acompanhado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O objetivo é incentivar o microcrédito e flexibilizar o trabalho aos domingos, entre outras medidas, como mudar juridicamente questões trabalhistas. Vindo do Chicago Boy Guedes, ele certamente vai seguir a doutrina neoliberal.

O Verde e Amarelo, no entanto, passa também pela política. Afinal, nos últimos dias, tanto quando deixou a sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba quanto no comício armado em São Bernardo do Campo, as notícias andavam monopolizadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O contraponto, óbvio, teria de ser feito. O objetivo é a geração ousada de 1,8 milhão de empregos até 2022.

De acordo com as informações do Ministério da Economia, as medidas do Verde Amarelo só serão válidas para novas contratações. E deixa claro ainda que substituições na atual folha de empregados não poderão ser feitas. Como fiscalizar, não deu para saber, não foi detalhado.

Melhor então começar a semana com uma boa notícia. Afinal, já faz tempo que isso não ocorre. Se passa por Minas Gerais, é melhor ainda, em especial para os servidores do estado. O pagamento ao funcionalismo será feito este ano diante do acordo que permitiu a antecipação dos royalties do nióbio, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

Foi uma novela com final feliz. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Agostinho Patrus (PV), ressaltando que o acordo, inclusive com a anuência da oposição, vai acelerar a aprovação nas comissões de Minas e Energia e na de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO).

O próprio presidente Agostinho Patrus destacou que o temor pela falta de recursos aflige não apenas os servidores, mas a população em geral. E explicou: ela precisa dos serviços públicos. Incluiu ainda os municípios que dependem dos repasses do Executivo. Daí, ele deixar claro a necessidade de enfrentar a atual crise.

Diante de tudo isso, o que mais dizer? O ministro da escola de Chicago de um lado, o presidente da Assembleia Legislativa tentando encontrar um caminho, só resta a torcida por dias melhores porvir. Anda difícil, mas um pouquinho de expectativas mais favoráveis aos brasileiros. Quem sabe pode ser o início de dias melhores.


Chuva no Rio

Deputados do Rio de Janeiro que estavam no aeroporto ontem pela manhã foram obrigados a deixar para 19h o embarque ontem para Brasília. Tudo por causa das fortes chuvas, “um chuvarão danado”, de acordo com os passageiros. Mas tem problema não. O fato é que, futebol e política se misturaram diante do aniversário do Flamengo e se anteciparam, já que a data de fundação é 17 de novembro de 1895. E será pluripartidário. “Vai ter Lulista, terá Bolsonarista, e nenhum dos dois istas. E todos prometem não gritar campeão antes da hora. Pode saber, a promessa não será cumprida.

Uma imagem...

… vale mais que mil palavras. É ainda sobre o final feliz da questão do nióbio da Codemig. O líder do governo na Assembleia Legislativa (ALMG), Luiz Humberto (PSDB), de brincadeira, óbvio, pega no nariz de Ulysses Gomes (PT) da Minoria. “Oposição e situação unidas em Minas Gerais jamais serão vencidas. Ainda mais quando se trata do nióbio e em especial aos servidores públicos”, declarou o tucano, pegando de brincadeira no nariz de Ulysses. Tudo em paz, como não poderia deixar de ser na política mineira.


E o envelope

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) é aquele que promete “envelopar o seu gabinete” na Câmara Federal. E está devidamente preparado. O parlamentar selecionou imagens feitas pelo fotógrafo oficial do próprio clube, Alexandre Vidal. “Verdade. Nos próximos dias será feito o trabalho, leia-se no gabinete. E será pago do meu bolso”. Ah! Está em casa. Frota foi atleta de polo aquático no clube rubro-negro nos anos 80 e comandava uma das torcidas organizadas do time de 1978 a 1982.

Prender de novo?

É o que pretende o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP). E nem esperou os fatos esfriarem. O senador entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) requerendo a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E foi com base na Lei de Segurança Nacional (LSN), aquela da época da ditadura. O argumento é que o petista, livre da prisão, incitou a violência contra a ordem pública ao pedir para a militância “atacar” como fizeram os manifestantes no Chile e a confusão toda por lá.

Por fim…

“Espero que a Câmara não caminhe para descaracterizar uma cláusula pétrea, existem outros caminhos para se chegar ao resultado que ser quer, de acabar com a morosidade do Judiciário, para que as pessoas não usem os atrasos em benefício dos que cometeram crime, mas crime maior seria desrespeitar e mudar o artigo 5º da Constituição”. A frase é de ontem já à noitinha do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nada mais é necessário acrescentar diante do recado a outro poder, o Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF), para que fique bem claro.

Pinga-fogo

Se teve o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), tratando do caso Lula, vale o registro de que também na Câmara dos Deputados houve repercussão. E foi partidária. Ele também tratou da questão da condenação em segunda instância.

Ao abrir a reunião da Comissão de Constituição e Justiça, o deputado e presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), destacou que a votação da PEC que permite a prisão após a condenação em segunda instância não tem relação com a libertação de Lula. Se não tem, mudou só de nome.

“Ele não aprendeu rigorosamente nada na cadeia ao se colocar como candidato sem poder ser”. A frase é do ex-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes. É claro que ele jamais deixaria de dar pitaco na questão envolvendo o ex-presidente Lula (PT).

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) avisou que hoje vai tratar da saída do seu ainda partido. E acrescentou que não está definido que “Aliança pelo Brasil” será o nome do partido que ele pretende tirar do papel.

Se o presidente vai cuidar do assunto, o melhor a fazer é esperar para ver em qual partido ele vai entrar ou se vai passar uma temporada sem partido. Diante de tudo isso, melhor encerrar de uma vez esperar para ver e crer.
 


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