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Estado de Minas EM DIA COM A POLíTICA

CPMI das Fake News combinado com o golpe

"Nós não podemos concordar com isso. Tem muitos vícios na origem", disse a deputada Bia Kicis (PSL-DF)


postado em 18/09/2019 04:00 / atualizado em 18/09/2019 09:20

Deputada Bia Kicis (PSL-DF)(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 3/02/19)
Deputada Bia Kicis (PSL-DF) (foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 3/02/19)

Não é notícia falsa. Agora foi fato consumado. A base governista do presidente Jair Bolsonaro (PSL) entrou em ação. O fato é que a sessão que deveria definir o plano de trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI), aquela que reúne deputados e senadores, não conseguiu montar o seu plano de trabalho, como é praxe quando ela é instalada.

Iluminada quem estava era deputada Bia Kicis (PSL–DF). “Nós não podemos concordar com isso. Tem muitos vícios na origem. Eu concordo que todos queremos jogar luz no tema, mas você não pode jogar luz quando tudo começa de forma sombria e obscura”, ressalvando, por outro lado, que o partido não é contrário às investigações, mas alegou que a CPMI teve seus objetivos desvirtuados.

Tudo isso por causa da CPMI das Fake News, diante da tentativa de anular a sessão anterior feita pela oposição. “Não estou conseguindo entender essa lógica de você obstruir uma CPMI que foi deliberada pela Câmara e pelo Senado. Ou seja, deputados e senadores de acordo”, ressaltou Luzianne Lins (PT–CE). Mas a deputada Caroline de Toni (PSL–SC) alegou que “o circo está armado”.

Bia Kicis (PSL/DF): 'Eu concordo que todos queremos jogar luz no tema, mas você não pode jogar luz quando tudo começa de forma sombria e obscura...'



Teve mais, muito mais, foi uma discussão sem fim. Trabalhar, nem pensar, só deu trabalho de um lado ou outro. Como não havia outro jeito, a relatora da comissão, deputada Lídice da Mata (PSB–BA) chegou a ler sua proposta de plano de trabalho, mas de nada adiantou.

Discussão ou muito menos votação óbvio que não teve. Se um dos alvos seria o vereador em São Paulo Carlos Bolsonaro (PSC), está devidamente explicada a postura dos governistas. Para lembrar, é o filho que acompanhou o presidente no Rolls Royce no dia da posse.

Já que falamos de posse, vale voltar um pouco no tempo. “Eu jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”. A frase, na TV Cultura, é do ex-presidente Michel Temer (MDB) sobre o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). E ela rebateu: “Temer cometeu novo ato de sincericídio no Roda Viva”.

Já que tem roda no meio, melhor o senador Fernando Collor de Mello (Pros-AL) encerrar precocemente e acelerar por hoje, igual ao seu mandato presidencial, já que ele foi eleito presidente do colegiado do GP Brasil-Argentina.

Ah! Vale o registro: trata-se do Grupo Parlamentar dos dois países. Agora chega mesmo. Um bom dia a todos, sem nenhuma correria de preferência.

Foi teatral

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), detonou ontem, na abertura oficial da Semana da Educação, o projeto da Escola sem Partido que está em tramitação na Câmara Municipal. E pegou pesado. “Olha, está na Câmara, quando chegar aqui eu vou decidir. Eu disse e vou repetir: para mim, escola é para saber ler e escrever”. Concordando com o prefeito, vale mais um registro: “então, para mim, esse é um assunto estúpido e idiota que sempre vem à tona. É uma bobagem”. E como foi no Teatro Francisco Nunes, nem precisava ser tão teatral assim.

90 dias depois...

Dispõe sobre isenção de taxa de inscrição em concurso público e processo seletivo a mesários eleitorais. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Ao candidato que tiver exercido a função de mesário no pleito eleitoral anterior à publicação do instrumento convocatório é assegurada isenção da taxa de inscrição em: I – concurso público para a investidura de cargo ou emprego público; II – processo seletivo para contratação de pessoal por tempo determinado; III – processo seletivo para admissão de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Art. 2º Esta Lei entra em vigor após decorridos noventa dias de sua publicação.


… os mesários

“Em que pese a indiscutível relevância das atividades desempenhadas pelos mesários, atualmente são mínimos os benefícios atribuídos a esses nobres cidadãos pelos serviços prestados. A presente proposição tem por objetivo estimular a participação ativa dos eleitores no processo democrático, mediante a inscrição voluntária”, justifica o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), que ainda aguarda a designação do relator na comissão.

Os naufrágios

(foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)
(foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)

Como sempre, teve tweet do presidente Jair Bolsonaro (PSL) esta semana, mas este ainda merece o registro: “Afundamos nossos 2 primeiros navios na costa de Pernambuco (Praia de Tamandaré), num programa que promove o turismo de mergulho e abrigo de peixes. Muitos naufrágios virão pelo Brasil. Nossos parabéns”. O elogio é ao presidente Gilson Machado (foto) da Embratur, que agora, com governo novo, passou a chamar Instituto Brasileiro de Turismo, mas mantém a sigla. Afinal, tirar Embratur que os brasileiros estão acostumados faz sentido.

Tinha que ser

Quem lidera o ranking é Minas Gerais. Isso mesmo, é o estado com mais municípios elegíveis para aderir ao Programa Criança Feliz, somando 332 cidades. Ganhou de São Paulo com 270 municípios, do Paraná, terceiro estado, contando com 262 cidades e Santa Catarina o quarto, com 107 municípios. O fato é que o Ministério da Cidadania abriu ontem a adesão para novos municípios. Se assim fizerem, mais 285 mil novas gestantes e crianças poderão ser beneficiadas aqui em Minas. O programa já atendeu, até o momento, 761 mil crianças e gestantes mineiras.

Pinga-fogo

A prática é velha, mas não vão esperar a sabatina que Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) consiga o seu passaporte diplomático para ser embaixador nos Estados Unidos, de seu amigo Donald Trump? Até agora, não há previsão de enfrentar os senadores.

Quem sabe, agradando os nobres deputados e senadores que foram agraciados com passaportes diplomáticos e junto com seus parentes, sem contar as lideranças evangélicas? Afinal, elas são aliadas de fé do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, avisou que, até novembro vai liberar a questão apresentada pelos advogados do ex-presidente Lula, que pedem a anulação dos processos em que ele foi envolvido.

O placar já esteve em três a dois contra Lula, mas ele não foi solto porque os ministros não analisaram o mérito. É difícil prever que um deles possa mudar o voto, mas na mais alta Corte de Justiça do país, tudo é possível.

Sendo assim, o melhor a fazer é esperar para ver o que acontece com Lula. A idade que tem pode ajudá-lo. Quem deve estar meio ressabiado é o ex-juiz da Lava-Jato e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.
 


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