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Estado de Minas EM DIA COM A POLíTICA

Onyx Lorenzoni se empenha para continuar no governo Bolsonaro


postado em 23/08/2019 06:00 / atualizado em 23/08/2019 07:51

Onyx Lorenzoni andou na frigideira, mas, pelo jeito, pretende convencer Bolsonaro a mantê-lo(foto: Evaristo Sá/AFP)
Onyx Lorenzoni andou na frigideira, mas, pelo jeito, pretende convencer Bolsonaro a mantê-lo (foto: Evaristo Sá/AFP)

Haja vontade de continuar no cargo. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, andou na frigideira, mas, pelo jeito, pretende convencer o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a mantê-lo. Deveria é ter usado melhores palavras: “Deus escolheu o mais improvável dos deputados para ser presidente e o capacitou. Foi a maior votação da história de um candidato adversário ao PT”.

Uai, não tinha capacidade antes? O próprio Onyx ressalta: “O presidente é um cara super-humilde, o senso de missão pelo Brasil contagia a todos nós”. Se não bastasse, o ministro viajou: “O que nos interessa se o dono da fábrica é xing ling, é Schneider ou Lorenzoni? O que nos interessa é que brasileiro trabalhe, tenha emprego e o país prospere”. O viajou é o da gíria antiga, mas atual como se vê.

Se não é censura, mudou de nome. “Todo mundo pode fazer o filme que quiser. Só que se vai receber recurso público, temos o direito de opinar sobre os termas que são as importantes, até para não ter um filme que vai receber um recurso e que não tem importância nenhuma para a sociedade.” E repetiu o ministro da Cidadania, Osmar Terra: “Não tem nada de censura”.

Só que verba também não terão os cineastas. O detalhe é que Osmar Terra, que é médico, foi ministro de Desenvolvimento Social e Agrário no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). E agora ele comanda o Ministério da Cidadania, que é uma fusão dos ministérios da Cultura, de Esporte e ainda o do Desenvolvimento Social, aquele carimbado nas gestões petistas.

'Se não bastasse, Onyx viajou: 'O que nos interessa se o dono da fábrica é xing ling, é Schneider ou Lorenzoni?' O viajou é o da gíria antiga, mas atual como se vê'



Já que tem oposição no meio do caminho, tem tudo para ser a frase do ano e só poderia ser em Minas Gerais. Sobre o presidente da República, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) declarou: “Ele quer condenar o termômetro pela febre”. A notícia todo mundo já leu, mas um detalhe vale repetir: “Lamento dizer do presidente do meu país que ele é um irresponsável mentiroso”.

Nem tanto assim. Diante da questão envolvendo a privatização da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro foi bastante cauteloso, como deve ser: “Vou ver ainda a proposta a ser apresentada para mim. Quando a proposta chegar, eu falo. Não aconteceu ainda”. E ressaltou que tem de analisar “o custo-benefício do que é bom para o Brasil e o que não é”. “Agora estou sendo acusado de tocar fogo na Amazônia. Nero! É o Nero tocando fogo na Amazônia”.

Em tempo…

Sobre o texto que abre a coluna: se até hoje há controvérsias, e a única certeza é que houve realmente um incêndio arrasador em Roma no mês de julho de 64 D.C. só tem um jeito. O próprio presidente Bolsonaro chamar o Corpo de Bombeiros para apagar o fogo que anda rondando a política nacional, já que a declaração foi em tom sério: “Essa psicose ambiental não deixa fazer nada. Eu não quero acabar com o meio ambiente. Eu quero é salvar o Brasil”.

Feminicídio

A deputada Marília Campos (PT) adotou a causa e os direitos das mulheres. Hoje, Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, ela promove campanha de mobilização sobre o tema, começando pelas escolas públicas de Minas, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. Será realizado um concurso de redação em todas as escolas estaduais com temáticas de violências e mortes de mulheres em todo o Estado. “Espero colaborar, com esta iniciativa, para a redução de mortes de mulheres e agressões em Minas Gerais e que essa ideia se estenda por todo o país”, ressaltou Marília trazendo dados da Polícia Civil: no primeiro semestre deste ano, 64 vidas foram perdidas.

Goleada histórica

O placar foi 30 a 4. Isso mesmo, quem perdeu de goleada foi o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), diante do pedido de expulsão que fez do deputado Aécio Neves (PSDB-MG). Os quatro votos foram todos de sua própria cozinha: o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP); o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando; o tesoureiro do partido, César Gontijo; e o secretário de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido. Foi na reunião da Executiva Nacional do partido. Ah! Houve uma abstenção, mas quem tucanou foi o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (PSDB-SP). Desculpa boa ele teve.

Vai interceder

Gratidão não é virtude, é obrigação. Pois foi o que fez o ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes (foto) (PDT), ontem, em Belo Horizonte, ao declarar que pretende interceder no partido pelo apoio à reeleição do prefeito Alexandre Kalil (PSD) na eleição do ano que vem. Além de elogiá-lo, Ciro ressaltou o apoio pessoal que teve de Kalil na campanha em que disputou a presidência da República no ano passado. “Se ele fosse um mau prefeito, tinha que submeter minha gratidão ao melhor interesse em jogo, que é o povo de BH. Mas ele tem feito um bom trabalho”, Ciro ressaltou ainda.


Por fim…

“Não posso reescrever a Constituição Federal, já que dela sou guarda, e não revisor.” Em uma única frase o ministro Marco Aurélio de Mello do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu o seu voto diante da questão sobre o salário de servidores públicos como forma de ajuste das contas públicas, por causa da crise econômica nos estados e municípios e a redução dos vencimentos dos funcionários. O placar então formou maioria: 6 a 4. Uai, não são 11 ministros? São, só que o ministro Celso de Mello, ainda se recupera de uma pneumonia.

Pinga-fogo

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Agostinho Patrus , se reuniu ontem com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em Brasília, com a finalidade de buscar recursos para a integração da Polícia Civil ao ABIS.

Para deixar claro, Abis é Automated Biometric Identification System. O sistema permite não apenas a integração de dados entre as polícias, mas moderniza todo o serviço cível e criminal da Polícia Civil, contribuindo para a solução de fraudes e crimes violentos no Estado.

O tuíte teve endereço certo. O Brasil. “Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica – os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – está em chamas. É uma crise internacional”.

A frase é de ontem do presidente da França, Emmanuel Macron, que cobrou imediata intervenção do G-7, o grupo de países que reúne uma fatia imensa da economia mundial. Pode doer no bolso dos brasileiros, sem contar a internacionalização da Amazônia.

Se diante disso e Wall Street fechou dispersa, em uma sessão marcada por dados inquietantes sobre a economia norte-americana, o melhor a fazer é dispersar por hoje.  O que mais dizer? Um bom dia a todos, o fim de semana está quase chegando.
 


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