Jornal Estado de Minas

em dia com a política

É grave a crise e não tem dinheiro


O próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez questão de deixar claro: “A situação que nós encontramos é grave. Não há maldade da minha parte. Não tem dinheiro, só isso, mais nada”. E ressaltou que até o Exército terá de trabalhar com meio expediente para economizar”. Ele foi claro e objetivo, nada mais a acrescentar, a não ser um momento de descontração.

Ele recebeu, no Palácio do Planalto, atletas do Pan: “O momento da medalha é inesquecível. Ela é também um símbolo para ajudar nos momentos difíceis”. A frase também é de Bolsonaro, que comparou a si próprio: “Olha a minha situação. Sem televisão, sem partido político, massacrado pela mídia, facada, sozinho, praticamente vencemos os obstáculos, mas vencemos para mudar o Brasil.
Não é fácil a minha vida”.

Para lembrar, depois de muitos anos, o Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral por medalhas dos Jogos de Lima e conquistou 171 pódios: 55 de ouro, 45 de prata e 71 de bronze. E ressaltou que os atletas que são militares, citando o Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas, que foi responsável por 54% das medalhas no PAN. É de comemorar mesmo e descontrair.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, ressaltou a volta do Bolsa Atleta. “O presidente falou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e ele deu um jeito de recolocar a verba de onde ela nunca deveria ter saído”. De acordo com Terra, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu um jeito. Como não poderia deixar de ser, já que a verba para os jogos tinha sido cortada pela metade.

Que mais dizer na política em um dia como o de ontem? Basta dar uma passada na Câmara dos Deputados. É que, na terça-feira, as comissões do Esporte e de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços promovem um seminário.
E ele vai tratar atividades físicas, esportivas e similares, além de ginástica e musculação. Ihh! De volta aos atletas. Agora chega mesmo.

Por fim, segundo Paulo Guedes, há mais de 20 anos a instituição não realiza concurso público. “Esta semana visitei o Dnocs, do qual tive a honra de ser coordenador em Minas Gerais, de 2003 a 2006, no governo do então presidente Lula. E posso afirmar com toda segurança que o órgão corre sério risco de extinção por falta de servidores”.

Uai, o ministro da Economia endoidou? Ou foi a coluna? Nada disso. O Paulo Guedes da frase é do PT de Minas Gerais e deputado federal. Isso mesmo, homônimo do comandante do Ministério da Economia. Melhor encerrar por aqui.

Lei do Abuso

Nos bastidores, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (foto) (PSL-SP), tem atribuído ao líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), os acordos feitos para a votação da Lei de Abuso de Autoridade a toque de caixa na calada da noite, quase madrugada, na quarta-feira.
O PSL, partido do presidente da República, no entanto, assinou o requerimento de urgência para votação da proposta e não pediu votação nominal.

E ver o resto

Se atrapalha as investigações do Primeiro Comando da Capital, o famoso PCC, já basta. Melhor mudar de assunto. “Tem coisa boa, tem coisa ruim. O que eu não quero, em um primeiro momento, o policial militar… Se é que isso está lá. Não sei se isso está lá. Se o cara vier a algemar alguém de forma irregular, tem uma cadeia para isso. Isso não pode existir. O resto a gente vai ver”, disse Joice Hasselmann.

Trilíngue

Ainda do prefeito campeão de votos de Miami, Francis Xavier Suarez, que se encontrou esta semana com Jair Bolsonaro, vale um registro antes tarde do que nunca, já que ele fez rasgados elogios a Eduardo Bolsonaro, que esteve presente e participou de todo o encontro do presidente no Palácio do Planalto. O norte-americano ressaltou “a sua postura e capacidade de tratar das questões em diversas línguas”. Segundo o prefeito Francis Suarez, eles conversaram em português, espanhol e inglês.
E Eduardo foi fluente no bate-papo.

Bola de cristal

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, está otimista. Acredita que, com a reforma da Previdência, vai conseguir escapar dos recursos contingenciados de sua pasta e receber o dinheiro. “Simplesmente, eu tô mantendo tudo o que eu estou falando há 120 dias”. Foi mesmo, há quatro meses ele dizia: “Pode desbloquear verba das federais se reforma da Previdência for aprovada. Não há corte. Foi um contingenciamento. A gente precisa cumprir a lei de responsabilidade fiscal”. E com um detalhe, foi em audiência pública no Congresso. Todos os parlamentares ouviram em alto e bom e som a previsão.

Um último…

...registro: “O Exército vai entrar em meio expediente, não tem comida para dar para o recruta, que é um filho de pobre. A situação econômica é grave.
Não é maldade da minha parte, não tem dinheiro”. A frase é do presidente Bolsonaro, mais uma vez monopolizando as notícias do dia.

Por fim… Diante de uma semana como esta – vale lembrar que o feriado foi apenas em Belo Horizonte – o melhor é torcer para o noticiário político ficar um pouco melhor. São raras as boas notícias.

PINGAFOGO

“A inclusão não mexe com os números do ministro Paulo Guedes (foto), mas em compensação resolve o problema deficitário de estados e Municípios. Se não for assim, eles quebrarão e inevitavelmente vão depender da União”. A frase é do professor Walter Penninck Caetano.

E questiona: “Qual é a garantia de que os estados e municípios farão uma reforma?” O professor Walter Caetano responde mais uma vez: “Se não for assim, eles quebrarão e inevitavelmente vão depender da União”.

Um longo congestionamento. Calma, gente, nada a ver com contingenciamento, não é erro de digitação. A notícia de fato é que uma carreta cegonheira tombou, arrastou carros e deixou pessoas feridas. E claro a via ficou congestionada por um bom tempo.

E o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua ditando o seu ritmo político. “Não estou precisando de favor, estou precisando de justiça. Só quero que as pessoas leiam os autos do processo”, disse a uma emissora de TV.

Sendo assim, o melhor a fazer é encerrar por aqui. O melhor a fazer é relaxar e aproveitar. Só que amanhã tem mais. Quem sabe aparece pelo menos algumas boas notícias? Um bom dia a todos. Se a política deixar.
 
 
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