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Estado de Minas EM DIA COM A POLíTICA

Evento histórico e o Mural da Liberdade

Depois da defesa da ética, chega-se ao Salão Principal que transmite a sensação de grande espaço cósmico descoberto, de noite escura e silenciosa


postado em 04/08/2019 04:00 / atualizado em 04/08/2019 09:01


 
(foto: Luis Tajes/CB/DA Press %u2013 29/2/04)
(foto: Luis Tajes/CB/DA Press %u2013 29/2/04)


O evento ocorrerá no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, e é uma iniciativa da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). É lá que será entregue o Prêmio Marco Maciel – Ética e Transparência entre o Público e o Privado, na terça-feira, dia 13.

É uma premiação com abrangência nacional e periodicidade anual, com a finalidade de difundir a importância da atividade de relações institucionais e governamentais no Brasil. Ela é destinada a instituições capazes de colaborar com o fortalecimento da atividade, que venham a se destacar na defesa da ética, transparência e legalidade, agindo com profissionalismo, tanto no âmbito público quanto no privado, e ainda reconhecendo a atuação de autoridades públicas e realização de políticas de governo.

Vale um detalhe interessante e que é oficial, transcrição literal: “No primeiro pavimento, ao nível do solo, funciona a parte administrativa do Centro Cultural Três Poderes. No segundo pavimento, ao nível da entrada, temos o Salão Vermelho, onde está o Mural da Liberdade, do consagrado artista plástico Athos Bulcão. E, no terceiro pavimento, que liga o segundo ao terceiro, chega-se ao Salão Principal que transmite a sensação de grande espaço cósmico descoberto, de noite escura e silenciosa”.

Quem não ficou em silêncio foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Moderninho, foi pelo Twitter que fez questão de registrar: “A Comissão s/ Mortos e Desaparecidos, 1995, não foi revanche. Era Ato reparador de sofrimento a pessoas e famílias tendo o estado como responsável. Dele publicou-se foto de 1 gen abraçado à esposa de uma vítima. Paz não ódio. Corrijam-se excessos, sem vinganças antidemocráticas”.

A transcrição é a literal do post de FHC. O alvo, claro, foi o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que declarou que “o motivo é que mudou o presidente, agora é o Jair Bolsonaro, de direita. Ponto final”. Melhor seguir o presidente, ponto final, já que é mesmo uma notícia velha.

Se os últimos dias trazem hackers, declarações de presidente e ex-presidente, a juventude tentando entrar no mercado sem conseguir, sem contar a matança de presos em brigas de facções, só resta uma coisa a fazer. É isso mesmo, uma única saída. Bom domingo! Se der, né?


Pegou pesado
Como decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello deixou um pouco de lado sua postura na maioria das vezes reservada. E pegou pesado em defesa
 da mais alta corte de Justiça do país. Ele fez questão de destacar que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), “minimiza perigosamente a importância da Constituição e degrada a autoridade do Parlamento brasileiro”. Em entrevista ao Estadão, Celso de Mello deixou ainda mais claro: “Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da autoridade suprema da Constituição da República”.


O suspense…
…com data marcada. É isso mesmo. Amanhã, será julgada na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) se o ex-presidente Lula  (PT) pode obter habeas corpus no caso do apartamento triplex. Está empatado. Cármen Lúcia e Edson Fachin, que é o relator, querem manter a condenação. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski ficam do outro lado. E no meio do caminho tem o ex-juiz da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público, Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça. Em outras ocasiões, o decano Celso de Mello já votou a favor de Lula.


Ela fez história
 
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 11/9/18)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 11/9/18)
Em defesa do patrimônio cultural de Minas, prefeitos de três cidades mineiras reconhecidas como patrimônio da humanidade pela Unesco enviaram cartas ao ministro da Cidadania, Osmar Terra, para que seja mantida no cargo, aqui no estado, a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Célia Corsino (foto). O documento tem a assinatura de Juscelino Brasiliano Roque, de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha; Júlio Pimenta, de Ouro Preto; e Zelinho Cordeiro, de Congonhas. A defesa de Célia Corsino tem como base o trabalho desenvolvido por ela e equipe em Minas, onde há 63% dos bens tombados no país. O Iphan é vinculado à pasta de Osmar Terra.



Calado!
Para esse, a Terra não é redonda! O comentário é de leitor, com toda razão, se referindo ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. É que o ministro causou desconforto e embaraço a cerca de 60 diplomatas ao questionar o aquecimento global. Ele não acredita nele. O mundo todo preocupado e o ministro fala uma bobagem desta: “Não acredito em aquecimento global. Vejam que fui a Roma em maio e estava tendo uma onda de frio enorme. Isso mostra como as teorias do aquecimento global estão erradas”, foi o seu argumento. Me poupe! Já que ele acrescentou que “isso a mídia não noticia”, vou noticiar: cale a boca imbecil!.


A Rádio Patrulha
A denúncia tinha sido aceita no finzinho de outubro do ano passado, pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba. Mas o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão que tinha sido decretada ao ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). À época, a defesa do tucano alegou que ele nunca cometeu qualquer irregularidade e que sempre esteve à disposição da Justiça para provar ser inocente. Bem, pelo jeito não é bem assim. Afinal, anteontem, Gilmar suspendeu a audiência de instrução – no termo jurídico, viu? – que estava marcada para amanhã. A Operação Rádio Patrulha, pelo jeito, anda sem gasolina.


pingafogo

. Tô nem aí para lista tríplice. É o que pelo menos dá a entender o presidente Jair Bolsonaro (PSL) diante da terceira vez, em plena sexta-feira e à noite, em que recebeu o subprocurador-geral da República, Augusto Aras.

. Na lista tríplice, depois de eleição na Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) estão o subprocurador-geral Mário Bonsaglia, que foi o mais votado, e ainda Luíza Frischeisen, e Blal Dalloul.

. A indicação do diplomata Ronaldo Costa Filho está parada desde 10 de abril à espera de ser votada para poder assumir a representação do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU). E tem ainda mais cerca de 30 indicações. O motivo…

. Bem, a razão é a indicação do filhinho do presidente Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o deputado que terá de renunciar ao mandato para assumir a embaixada brasileira nos EUA. Como é o Senado que decide, o presidente Davi Alcolumbre (foto) (DEM-AP) sentou em cima.
 


. Sendo assim, o melhor fazer é esperar sentado para ver o que vai acontecer, tanto no Ministério Público Federal quanto no Senado e na ONU. Já chega por hoje. Ia falar do clássico, mas política e futebol não se discutem. É fato! 

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