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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

A novela do dia e em vários capítulos

A sessão na Câmara dos Deputados ficou apimentada de fato. A Polícia Legislativa usou gás de pimenta para conter manifestantes que pretendiam invadir o plenário


postado em 11/07/2019 04:00

“Vitória”. Cantou de galo em uma única declaração o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre a reforma da Previdência. “A discussão está com eles, a bola está com eles”, em referência aos deputados. Terceirizou a questão e preferiu participar do culto de Santa Ceia realizado pela Frente Parlamentar Evangélica.

Nem da questão dos policiais o presidente Bolsonaro tratou ontem. Jogou a batata quente nas mãos de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o comandante da sessão da reforma previdenciária. Maia pegou pesado tratando como uma “péssima sinalização” as regras especiais para profissionais que exercem atividades ligadas à segurança pública.

Mesmo com Bolsonaro terceirizando e passando a bola para Maia chutar: “ele é o homem que conduzirá o destino da votação”. Para registro, incomodado o presidente da Câmara já estava. Tanto que não participou da sessão solene no plenário da Casa em homenagem aos 42 anos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O presidente Bolsonaro dela participou. E foi embora em seguida.

E nem deve ter prestado atenção a um registro que faz muito sentido. “O problema do Brasil hoje é que o desajuste fiscal está no custeio, não temos dinheiro para investir em infraestrutura”, destacou o próprio presidente da comissão especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Antes, porém, o deputado amazonense destacou que “dessa forma, ela combate os privilégios. É 15 vezes mais dura no regime próprio” comparando com os servidores públicos. Poupe-me, né! Pretende ir para o INSS, meu caro parlamentar? Fica a sugestão: faça isso deputado.

Afinal, a sessão na Câmara dos Deputados ficou apimentada de fato. A Polícia Legislativa teve que usar gás de pimenta para conter manifestantes que pretendiam invadir o plenário no exato momento em que a votação dos destaques individuais estava aberta. E todos eles foram rejeitados.

Logo depois, a sessão foi encerrada. Calma, gente, o plenário abriu nova sessão para continuar a análise da matéria. Isso foi necessário porque terminou o tempo regimental. Firulas, mas a nova sessão começou imediatamente. E ainda com os petistas fazendo, em fila, os seus discursos na tribuna. E Maia passou à orientação de bancadas, com os da esquerda de sempre atacando e os governistas defendendo.

O curioso é que dizendo “não” foram os líderes governistas e “sim” era a oposição negando. É isso mesmo, não eram os votos favoráveis à reforma na sessão. E sim, quem tinha de atacar era a oposição, sempre fazendo o seu comercial. A reforma foi aprovada ontem por 379 votos a favor e 131 contrários.

Trilha sonora
Um deles será terrivelmente evangélico. E tratou como um compromisso e que, embora respeite o estado laico, esse espírito deve estar em todos os poderes. Para que fique claro, é o presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciando que pretende indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro que reze sua cartilha religiosa. Será Erasmo ou Roberto Carlos? Afinal, são eles que cantavam: “Eu sou terrível, e é bom parar. De desse jeito, me provocar. Você não sabe, de onde eu venho. O que eu sou, e o que tenho”.

Nos trilhos
A livraria-bar Menina e Moça, novo reduto etílico-literário do Cais do Sodré, em Lisboa, recebe amanhã o engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente no Brasil da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias. “O mercado ferroviário europeu não é perfeito. Sem a intervenção mais ativa do poder público, não há sustentabilidade, nem acesso democrático ao transporte sobre trilhos. O mesmo vale para o Brasil”, conclui José Manoel. Para explicar direitinho o fato é que o engenheiro brasileiro lança o livro em Portugal cujo título é “Ferrovia Essencial” de José Manoel Ferreira Gonçalves. E ele não é escritor.

Mudar o país?
“A CCJ do Senado aprovou o PL 1.865/2019 que melhor criminaliza o caixa dois em eleições. É uma das propostas do pacote anticrime e que foi replicada no Senado. Parabéns aos Senadores que demonstraram o desejo de mudar o país para melhor, com mais integridade na política”. A frase é do ministro de Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Ele usou o Twitter para agradecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que aprovou ontem o projeto que tipifica o crime de caixa dois eleitoral e faz parte do pacote anticrime que ele apresentou em fevereiro deste ano. Antes do Intercept, portanto.

Um novo rebu
Partido Novo desiste de reinclusão de estados e municípios na reforma. Segundo Marcel Van Hattem, os textos não teriam voto favorável dos 308 deputados necessários para aprovação. Pelo jeito, o governador Romeu Zema, que é Novo, ainda não conhece os caminhos das pedras de Brasília. No Youtube, no vivo do canal do Van Hatten, disse que “governador que não foi a Brasília defender a inclusão dos Estados e municípios na reforma da Previdência não é patriota”.

Break news
“International Program for Public Leaders”. Chique né? In english. É trecho do ofício do governador Romeu Zema para comunicar que o vice-governador, Paulo Brant, se ausentará do Estado no período entre os dias 13 e 20, porque estará em Washington (D.C), nos Estados Unidos. É lá, na capital norte-americana que ele estará para participar do Programa Internacional para Líderes Públicos. É projeto do Center on Democracy, Development and the Rule of Law (Centro de Democracia, Desenvolvimento, em regras e leis) vinculado à Universidade de Stanford.

PINGAFOGO

Duas comissões. A audiência pública foi na de Relações Exteriores em conjunto com a de Direitos Humanos da Câmara na qual esteve o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), general Augusto Heleno.

Tudo isso para o ministro tratar daqueles 39 quilos de cocaína em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e dizer que os responsáveis serão punidos. E pouco adiantou. “Não ficou claro quais são as medidas do GSI depois desse fato ocorrido”, reclamou o deputado Alexandre Padilha (PT-SP).

Em tempo, ainda sobre o novo rebu do Partido Novo: o governador Romeu Zema destacou ainda que “pode dar um rebu, porque ele estava naquele grupo dos governadores do Sul e Sudeste e alguns não foram ao Congresso”.

Ibovespa supera 105 mil pontos e tem fechamento recorde; dólar cai para R$ 3,75. Investidores no Brasil aguardam aprovação da reforma e impulsionam a Bolsa, mas preocupações acabaram derrubando a euforia do início da sessão.

É o mercado financeiro sendo cauteloso, mesmo com a previsão de que a reforma da Previdência seria aprovada no plenário da Câmara dos Deputados. E como foram tantos os discursos que a oposição fez seguiu a antiga regra, aquela que fala em ver para crer.
 


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