Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Em números, G-20. Na política, o filho

O alvo: a advogada Daniela Teixeira, que defendeu, em sessão na Câmara dos Deputados sobre violência contra mulheres, a condenação de Bolsonaro


postado em 02/07/2019 06:00 / atualizado em 02/07/2019 12:37

A Polícia Militar não divulgou os números. Segundo os organizadores, 10 mil pessoas participaram do protesto. A manifestação foi em defesa do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a Operação Lava-Jato. Foi domingo, mas vale, antes tarde do que nunca, um pouco sobre ela. Afinal, só rezando mesmo. Foi o que aconteceu, quando os organizadores rezaram, fizeram orações, sem descer do carro de som. Foram tocados o Hino Nacional e jingles.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) não participou. Deveria estar cansado. Afinal, ainda lá no encontro do G-20, teve que capitular, mesmo depois dos desentendimentos com o presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel. “Missão cumprida”, relatou Bolsonaro ao chegar ao Palácio da Alvorada, sua residência oficial, ao tratar como “no meio do caminho, no meio do evento, a concretização do Mercosul”.

Só que, no meio do caminho, Bolsonaro teve que capitular. O presidente da França explica: “A garantia dada por Bolsonaro foi chave para que o acordo do clima fosse realizado. A verdadeira mudança para o acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia prevê que os signatários se comprometam com a efetiva implementação” do Acordo de Paris. É aquele sobre o meio ambiente que o presidente “adora”.

Ontem, no entanto, vale o registro de que o presidente mostrou estar com um bom preparo físico. Sua agenda começou às 9h10, com Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do Governo na Câmara dos Deputados, às 10h15; mais uma às 11h com Onyx Lorenzoni (ministro-chefe da Casa Civil) e mais gente da casa, até chegar a Sérgio Moro, às 11h30, sem contar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), às 12h30.

Hora do almoço. Depois teve mais, só que a única que interessava era a audiência com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, no meio da tarde. Ele foi pessoalmente ao Planalto entregar a listra tríplice para vaga de substituta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não perdeu tempo. No Twitter ironizou as chances de Daniela. É aquela que, lembra ele, “encheu a boca” e tentou “esculhambar” o seu pai e agora “quer cargo do presidente?” E acrescentou: “forte abraço”.

Para deixar claro. O alvo é a advogada Daniela Teixeira, que defendeu publicamente, em sessão na Câmara dos Deputados sobre violência contra mulheres, a condenação de Jair Bolsonaro, já que ele é réu por incitar crime de estupro.

Em campo
O presidente Jair Bolsonaro estará hoje no Mineirão para a semifinal da Copa América entre a Seleção Brasileira e a Argentina. Para acompanhá-lo, convidou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, alvo de 'fritura' no governo desde que perdeu o comando da articulação política. Bolsonaro repete, assim, o gestou feito em 12 de junho, quando levou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ao jogo entre CSA e Flamengo, no Mané Garrincha, em Brasília. Naquele dia, Moro era alvo de fortes críticas por causa do vazamento de mensagens que ele supostamente teria trocado com o procurador Deltan Dallagnol, segundo o site The Intercept.

Não pretende
O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou ontem, em entrevista coletiva a jornalistas, que o presidente Jair Bolsonaro não pretende demitir o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ontem, Onyx cumpriu agenda com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados; Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal; e  com Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Local: Residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados. Já era claro que não seria demitido ontem.

Ainda Toffoli
“Ela tem desempenhado excelente trabalho no âmbito do Conselho Nacional da Justiça (CNJ) junto do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Temos várias atividades em conjunto.” A frase é do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. E ficou nisso sobre a atual procuradora Raquel Dodge. deixou claro: “Do ponto de vista do Supremo seria importante que fosse um subprocurador do último degrau da carreira”. Alegou que a própria Lei Orgânica do Ministério Público estabelece: “Para atuar em tribunais superiores deve estar no último degrau da carreira”. E ressaltou: “Se vai escolher da lista ou não, a prerrogativa é do presidente”.

Fica a pergunta
Caiu a ficha ou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, já desistiu de brigar com os ambientalistas? “O texto ficou interessante. Acho que conseguimos vencer a barreira que tínhamos, e o texto ficou muito confortável para aquilo que o Brasil e a agricultura brasileira queriam.” Como é, a agricultura queria? Conta outra. Os ambientalistas, pode escrever, minha cara ministra, não vão dar trégua ao governo. Se tem fazendeiro no meio do seu caminho, se no meio do  caminho é esse, pode esquecer. As críticas de grandes países civilizados vão ser severas.

PINGAFOGO

Em tempo sobre a nota “Fica a pergunta”, vale o registro da coluna: a ministra Tereza negou que as recentes autorizações para o uso de agrotóxicos até então proibidos no Brasil também possam resultar em mais barreiras comerciais contra o país. É exatamente o que vai acontecer.

Aula inaugural: “A Polícia Federal (PF) se encontra na estrutura de governo no âmbito do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, mas é inegável que a PF tem, além de um estatuto legal que lhe outorga autonomia e independência…”

Já deu para sacar? “É uma independência e autonomia que vão além até do próprio estatuto legal. Os governos passam, os governantes passam, as instituições permanecem.” É, ele mesmo, será saudade da PF de Curitiba, o hoje ministro Sérgio Moro?

É piada pronta, que vem da agência oficial do governo federal. Basta o registro dos horários. Às 18h34min informava: “Sérgio Cabral diz que Paes recebeu R$ 6 milhões em caixa dois. Ex-governador prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas...”

Às 18h14, 20 minutos antes, a informação era “Rio cria vara especializada em crimes de lavagem de dinheiro”. 
 


Publicidade