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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

A sorte de Bolsonaro o salvou mais uma vez

"Ninguém tem reação alérgica a nióbio. Alguns têm a ouro. Às vezes a mãe põe um brinquinho na orelha da menina. Menina, para deixar bem claro"


postado em 29/06/2019 04:00

Falem mal ou falem bem, o fato é que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) é mesmo um sortudo. Não bastasse a facada, para ficar em um só exemplo nacional, coube ao seu governo ser agraciado com o acordo do Mercosul com a União Europeia. Foram duas décadas de negociações. Nos dias atuais, ele prefere o Twitter para fazer os seus anúncios. Só que estes são de comemorar mesmo.

“Histórico! Nossa equipe, liderada pelo Embaixador Ernesto Araújo, acaba de fechar o Acordo Mercosul-UE, que vinha sendo negociado sem sucesso desde 1999. Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia”, registrou o presidente Bolsonaro em seu perfil oficial no twitter.

E teve mais um tweet: “Juntos, Mercosul e UE representam 1/4 da economia mundial e agora os produtores brasileiros terão acesso a esse enorme mercado. Parabenizo também os ministros Paulo Guedes e Tereza Cristina, bem como as equipes de seus ministérios, pelo empenho neste objetivo. GRANDE DIA!”

A sorte estava mesmo ao seu lado, enquanto o clima esquentava com o presidente francês Emmanuel Macron e com a chanceler alemã Angela Merkel, por causa da possibilidade de o Brasil deixar o Acordo de Paris. O porta-voz de Bolsonaro colocou panos quentes: o encontro com o líder francês foi “amistoso” e “informal” – sem o status oficial de uma reunião bilateral. O porta-voz de Bolsonaro, general Otávio Rego Barros afirmou que Bolsonaro sinalizou que o país deve continuar no Acordo de Paris.

É registro importante, já que o presidente Bolsonaro é implicado com ele. Tanto que optou tratar da questão envolvendo a Venezuela, a ditadura de Nicolás Maduro que o presidente quer asfixiá-lo. A tática é cortar “o apoio econômico” de seus ainda aliados para tentar alcançar uma “solução democrática”.

Já chega de tweets de Bolsonaro. Afinal, foi na sua transmissão semanal no Facebook. “Ninguém tem reação alérgica a nióbio. Alguns têm a ouro. Às vezes a mãe põe um brinquinho na orelha da menina. Menina, para deixar bem claro. E tem reação”. Basta? Quer mais?

Vamos lá: “Eu falei tanto em nióbio, eu falava que aqui no Japão, inclusive, tinha aplicação para o nióbio para bijuterias. Temos aqui um pequeno cordãozinho. Ele é azul, mas tem de várias cores. A vantagem disso em relação ao ouro primeiro são as cores, que variam”.

Enfim, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul tem tudo para ser vantajoso, como destaca Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os números variam. Podem atingir, quem sabe, US$ 125 bilhões em uma década e meia.

Se der certo, vai merecer uma bela festa de 15 anos, com direito a dançar valsa, padrinhos e tudo mais. E sem ninguém ficar isolado. Afinal, podem alcançar até quase 800 mil empregos.

Cemig, o entrave
Chamou atenção, na entrevista exclusiva publicada na edição de ontem do EM, a veemência do governador Romeu Zema ao reclamar do desempenho da Cemig, que ele considera um dos grandes obstáculos para a retomada do desenvolvimento do estado. “A Cemig acaba sendo mais um obstáculo do que algo que impulsiona. Até quando vamos conseguir atrair investimentos nessa situação?”, questionou Zema. O governador está convencido de que a Cemig tem sido um entrave para o crescimento de Minas Gerais, daí a necessidade imperiosa da privatização.

Ato falho
Quem cometeu foi o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros: “Eu conversei com Otávio Brandelli (secretário-geral), que está em contato com o ministro Eduardo... com o ministro Araújo, lá em Bruxelas”. Chega a ser perfeitamente desculpável. Embora seja Ernesto Araújo o ministro das Relações Exteriores, quem tem assumido de fato o papel de chanceler é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que está em seu segundo mandato. Bem, o parlamentar preside a Comissão de Relações Exteriores e o site oficial da Câmara Federal informa a sua defesa de alianças com países estratégicos.

Ação ecológica
A informação vem do Partido Verde (PV). Em apenas seis meses, foram registrados: 33 novos agrotóxicos altamente tóxicos para a saúde humana, cuja dose letal está entre 5 mg/kg e 50 mg/kg; 63 novos produtos, cuja dose letal está em menos de 5 mg/kg; 115 novos produtos muito perigosos para o meio ambiente; e cinco novos produtos na mesma situação. Só este ano, de 239 novos agrotóxicos aprovados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

É claro…
… que o Partido Verde não perdeu tempo. O Partido Verde entrou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), pedindo medida cautelar, contra nove atos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O argumento é que a ADPF é movida quando os conteúdos mais importantes da Constituição Federal são desrespeitados. Neste caso, o direito à saúde e à alimentação e proteção ao meio ambiente e, por isso, justifica-se pelos riscos que correm a saúde humana, entre outras coisas.

Por fim…
Já que falamos em tantos números tratando de agrotóxicos, melhor trazer alguns a mais. Só que é preciso voar um pouco e deixar que os integrantes da Guarda Civil espanhola detalhem sobre o caso do piloto brasileiro preso lá. É que eles avaliaram em 1,3 milhão de euros, nada menos bem próximos de 5,6 milhões em reais por causa dos 39 quilos de cocaína em 37 pacotes do segundo-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manoel Silva Rodrigues. A avaliação dos R$ 5,6 milhões foi divulgada pelo jornal espanhol El País.

PINGAFOGO

Primeiro a honraria, que é a principal concedida pelo governo São Paulo e reservada aos cidadãos brasileiros e estrangeiros que prestaram serviços notórios aos paulistas. Quem fez foi o governador João Doria no grau Grã Cruz.

Para deixar claro, é a mais alta honraria do governo paulista, que já premiou artistas, autoridades jurídicas, políticos, óbvio, e até jogadores de futebol. Desta vez, mesmo diante de tanta polêmica, ela foi concedida ontem ao ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública.


O presidente do Tribunal de Justiça (TJMG), Nelson Missias (foto), tratou como “histórica” a presença da ministra Cármen Lúcia, que já presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF). Foi na visita em que conheceu a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, a Apac de Minas. E deu sorte.

Já que, também estava aqui, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também esteve presente. Ele ressaltou ser a primeira vez que visitava uma Apac. “Experiência única que me ajudou a desempenhar melhor a missão para construir um país mais justo e menos desigual”.

Diante disso e de tantos números, tem o relógio. Iiih! Número de novo. Afinal, futebol e Justiça na Europa se misturam sim. O Milan foi excluído da próxima Liga Europa. Motivo: irregularidades no “Flair Play Financeiro”.
 


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