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Sessão histórica só para contar o prazo

Darcísio Perondi encerrou: "A mãe de todas as reformas é a reforma da Previdência%u201D. O Brasil precisa de energia, confiança, motivação, coragem, tolerância para fazer política"


postado em 15/06/2019 04:25 / atualizado em 15/06/2019 08:11

(foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
(foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

“Protesto, eu acho que deveria fazer sábado e domingo em vez de engarrafar a cidade para fingir que tem muito movimento” ministro Paulo Guedes ironizando os protestos contra a reforma da Previdência. Quanto às modificações feitas no texto original pelo relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), rasgou o verbo: “Eu acho que houve um recuo que pode abortar a nova Previdência”.

Já que o protesto deveria ser feito em plena véspera do fim de semana, inusitado foi a necessária presença de “52 senhoras deputadas e senhores deputados. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos”, indicou Bibo Nunes (PSL-RS), que presidiu a sessão.

Antes, vale o detalhe de que o deputado Eli Borges (Solidariedade-TO) avisou, nos termos do § 3º do art. 79 do Regimento Interno que aguardaremos até meia hora para que ele se complete. Repito: aguardaremos 30 minutos para que esse quórum se complete. Deu tempo. O parágrafo terceiro e por aí vai foi cumprido. O deputado Bibo Nunes chegou logo depois, o que permitiu o prosseguimento da sessão.

E ele fez o resumo da ópera dia atípico de ontem: “quero salientar a todos os parlamentares que, há mais de 1 ano, não tínhamos uma sessão na sexta-feira. Desde a sessão da PEC do Teto, no governo Temer, não tínhamos sessão na sexta-feira. Cumprimento a todos os parlamentares patriotas que aqui estão acreditando no Brasil. Cumprimento o deputado General Girão, o deputado Darcísio Perondi, a deputada Caroline de Toni, nossos líderes, a deputada Bia Kicis e a todos”.

Concedo a palavra para abrir a nossa tribuna, depois de um ano e pouco, ao nobre deputado Darcísio Perondi (MDB-RS). A palavra é de V. Exa... O emedebista não perdeu a caminhada, muito antes pelo contrário, fez o resumo da ópera em seu voto, não é preciso mais que um trecho do seu pronunciamento.

Começou educado: “Bom-dia, sr. presidente da Mesa, deputado Bibo Nunes, bom dia a todos os colegas, homens e mulheres parlamentares aqui presentes nesta sexta-feira. Ela, sim, não deixa de ser histórica, por nós fazermos quórum. Existe, sim, um pensamento forte, decidido de que nós precisamos de um Brasil novo, melhor, e isso passa por fazer reformas”.

Darcísio Perondi encerrou: “A mãe de todas as reformas é a reforma da Previdência”, acrescentando que o Brasil precisa de determinação, de energia, de confiança, de motivação, de coragem, de tolerância para fazer política, e que por tudo isso é uma sessão histórica.

Café da manhã
Mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reuniu jornalistas em café da manhã. E entre vários assuntos tratou da polêmica atual, a guerra entre os Poderes. “A decisão do Supremo, com todo o respeito que tenho aos ministros, foi completamente equivocada. Além de estar legislando, está aprofundando a luta de classes cada vez mais”. Para deixar claro, Bolsonaro tratou do fato de o STF criminalizar a homofobia e a transfobia: “ao tipificar como racismo, legislou sobre o assunto”. E acrescentou: “Com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto: existe algum, entre os 11 ministros do STF, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião”. Uai, com a declaração, ele é que está misturando.

Bola de futebol
O jogo do Flamengo que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assistiu junto com o ministro da Jutiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deve estar influenciando até hoje. Afinal, ontem ele declarou que a “bola” está com os deputados e senadores. É claro que se trata da reforma da Previdência. E avisou ainda que vai tentar “convencer” os deputados “para não perdê-la por inteiro”. O Flamengo venceu, mas foi contra o CSA. A bola no Congresso não estará tão redonda assim como ele preferiria. O próprio presidente explica: é natural ceder e assistir o Brasil contra a Bolívia na Copa América.

A carne forte
A mania do atual governo respeita o comandante do Palácio do Planalto. Foi pelo twitter que a boa notícia foi assim dada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina , para avisar que “o embargo temporário da carne bovina brasileira para a China terminou. Voltaremos a emitir os certificados sanitários normalmente e continuar com nossas exportações para o país asiático”. E ela acrescentou: a retomada dos embarques para a China traz alívio para o mercado brasileiro, já que a suspensão estava mudando a rotina dos frigoríficos. E alguns já estavam programando dar férias coletivas.

Agora é fato
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou da reunião de ministros e ministras de Saúde do Mercosul e Estados Associados, em San Carlos de Bariloche, na Argentina. Os fumantes que se cuidem. Mandetta aproveitou para convidar os colegas dos países do Mercosul a participar do evento de lançamento do Relatório Global de Controle do Tabaco, que o Brasil vai sediar, em 26 de julho, no Rio de Janeiro. Os dados a serem divulgados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). Detalhe: a partir de agora o Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer incorporação do medicamento Spinraza indicado para tratar da rara doença Atrofia Muscular Espinhal (EMA).

Anistia
“Os direitos que garantem uma vida digna, como a manifestação pacífica e a livre expressão, são direitos humanos e devem ser respeitados e protegidos pelas autoridades. Preocupa-nos que já no início da tarde de sexta-feira chegam informações de situações violentas e violações desses direitos em diferentes cidades do país. As autoridades devem assegurar que todos que se sentirem insatisfeitos possam exercer seu direito a se manifestar pacificamente e expressar livremente suas opiniões”, A declaração é de Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil.

PINGAFOGO

“Eu, sinceramente… Aquela facada tem uma coisa muito estranha, uma facada que não aparece sangue, que o cara é protegido pelos seguranças do Bolsonaro”. Declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista à TVT, a TV dos Trabalhadores. Nem precisa explicar, né?

“Não mereceu jamais ser presidente da República. O presidente da República é uma instituição quase sagrada. Eu tenho vergonha de um sujeito desse ter sido presidente da República”, rebateu general e chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

Sexto mandato, fez questão de registrar antes para em seguida tratar da reforma da Previdência. E o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse estar otimista em aprová-la. Calcula ser possível atingir 350 votos. “É o cálculo que temos hoje”.

Para lembrar mais uma vez, a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), como a da Previdência, precisa de 308 votos, três quintos dos 513 deputados. E Maia condenou a articulação do governo e principalmente o ministro Paulo Guedes, da Economia.

Enfim, se o general Augusto Heleno pregou que “um presidente da República desonesto tinha que tomar uma prisão perpétua” em referência ao Lula, melhor encerrar por aqui sem entrar na briga dos dois. O Brasil não tem prisão perpétua. Está na Constituição.
 


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