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Reforma, reforma e a confusão de novo

Por fim, a última apresentação por hoje da ópera da reforma da Previdência: o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, foi o tenor...


postado em 09/05/2019 06:00 / atualizado em 09/05/2019 09:37

Ciumeira pouca não é apenas uma bobagem, é muito pior do que isso. Pois foi o que aconteceu ontem na Câmara dos Deputados. O ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve na audiência pública na comissão especial da reforma da Previdência (PEC 6/19). Lá, ele repetiu o seu discurso de sempre: “A velha Previdência está condenada à falência”.


“Há 50 milhões de brasileiros que não contribuem para a Previdência e eles envelhecerão”. E foi mais longe o ministro Guedes: “é fábrica de privilégios”. O argumento faz sentido: “os mais ricos são mais favorecidos do que os mais pobres”. Como ele ressaltou, a campanha contrária da oposição não mostra. Ao contrário, esconde.

De fato, é questão matemática. Do jeito que anda, os brasileiros vivendo mais tempo, as mulheres ainda mais, nem é necessário pegar uma calculadora. A conta não fecha. Só no INSS o buraco é de R$ 200 bilhões. O que mais acrescentar? Ah! Teve aquela confusão antes na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A oposição, leia-se principalmente o PT, não desiste, insiste e esquece o responsável que ficou anos no governo, não fez o dever de casa e foi parar em Curitiba.

O jeito é mudar de assunto. Vacinar é mais importante. Só que não é isso que anda acontecendo. Muito antes pelo contrário, dados do Ministério da Saúde, indicam que estão caindo. “A gente sabe da cegueira causada pelo sarampo, o óbito causado pelo sarampo, a encefalite causada pela caxumba, a quantidade de problemas que advêm pela falta de vacinação”. Pegou pesado o ministro Luiz Henrique Mandetta e tem mesmo que fazer isso. Basta a gripe, só 50% do público-alvo se vacinou.

Melhor tratar então da Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). E olha que a notícia de fato conseguiu unir o Centrão e a esquerda mais radical. Assinaram o pedido os líderes de PT, PRB, PTB, PP, MDB, Pode, PSC, DEM, PR, Solidariedade e Patriotas. Por que isso? Por causa do fato de o ministro Sérgio Moro da Justiça e Segurança Pública ter sido o comandante dela. E ter condenado vários integrantes tanto do Centrão quanto da esquerda.

Daí o fato de estes partidos todos se unirem para tirar das mãos dele o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de suas mãos. Moro, quando ainda na Lava-Jato, conseguiu rastrear com o Coaf o dinheiro da corrupção, essencial para as sentenças que Moro aplicou. Por fim, a última apresentação por hoje da ópera da reforma da Previdência: o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, foi o tenor: “O impacto que recai sobre os servidores públicos é 14 vezes mais forte que no INSS”.

APAS Show
Como se trata do maior evento do setor supermercadista do mundo e a maior do setor de alimentos e bebidas da América Latina, vale mais um registro sobre ela. Afinal, movimenta bilhões em negócios. Em suas últimas edições foram mais de R$ 7 bilhões. E olha que gera mais de US$ 100 bilhões em exportações. Neste ano, são 91 compradores internacionais de 30 países. Se o evento só perde para o Salão do Automóvel e da Fórmula 1 nem precisaria acelerar mais, mas tem mais um registro.

Sobre Doria
É tradição o governador de São Paulo ser convidado para a abertura do evento. E todos comparecem, diante da importância para a economia do estado. O setor de supermercados no Brasil representa 1,3% do PIB e milhões de empregos. São Paulo responde por 27,6% do faturamento do segmento varejista no Brasil. Além de Doria, participaram da solenidade, segunda-feira, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), entre outros prefeitos, vereadores, o senador Major Olímpio (PSL-SP), a deputada Joyce Hasselmann (PSL-PR) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

O professor
Com seu jeito mineiro e aglutinador, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) continua a fazer fãs no Senado. Dessa vez o elogio veio da senadora Rose de Freitas (Pode), do Espírito Santo, durante reunião da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ). “Não posso deixar de registrar. Eu hoje não me veria sem o senador Anastasia. Sinceramente, todas as questões controvertidas, de muito embate, eu sempre vou lá bater em sua porta para perguntar como é que as coisas devem funcionar. Eu quero agradecer a sua grande contribuição”, afirmou.

Quem lucra?

“O atual texto altera pontos essenciais do Código Florestal, distribui anistias e enfraquece a proteção das nossas florestas. Um absurdo, que poderá estimular ainda mais o desmatamento e prejudicar a economia e a imagem do país”. A frase é de Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil. Ele acrescenta ainda que o Código Florestal vem sendo atacado por projetos no Senado e agora por este texto na Câmara dos Deputados. Patrocinadas pela bancada ruralista, as propostas seguem o mesmo caminho da agenda antiambiental do governo Bolsonaro. Lucram apenas os criminosos ambientais, com prejuízo para todo o país”.

 

 

Vai um cafezinho?

(foto: JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A PRESS - 13/3/16)
(foto: JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A PRESS - 13/3/16)

O deputado federal Domingos Sávio (foto) (PSDB-MG) embarca sábado para a Ásia, acompanhando a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina. Ele próprio explica o motivo da viagem: “Precisamos defender nosso café – um produto genuinamente brasileiro que gera tanto emprego e renda. Só esse ano colhemos 60 milhões de sacas de café, sendo a maioria para exportação e ainda temos um estoque de mais de 10 milhões de sacas. Precisamos buscar e ampliar nosso mercado para melhorar a condição do nosso produtor”.


PINGA FOGO

A propósito do professor Anastasia, vale mais um registro. Ele aprovou ontem uma proposta de emenda à Constituição (PEC) de sua autoria para impedir a perda de nacionalidade brasileira para aqueles que adquirirem outra nacionalidade, corrigindo uma falha do texto constitucional atual.

Como tudo tem que passar por Minas, mesmo em dobradinha, Anastasia teve o devido cuidado de registrar que quem relatou o projeto na CCJ foi o seu colega Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A proposta agora será analisada pelo Plenário.

“Como pode haver mal-estar?” Quem indaga é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em referência ao decreto do porte de armas baixado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Sobre ele, Maia deixou claro: “Se a Câmara entender que há um excesso, vamos questionar, isso é da democracia”. Maia ressaltou o decreto do governo que ampliou a funcionários comissionados e de segundo escalão o poder de impor sigilo a documentos públicos e que foi derrubado.

Por fim, se o Brasil ficou de fora da lista dos 25 melhores países para investir feita por uma consultoria empresarial pela primeira vez em 21 anos, o jeito é ficar por aqui. Afinal, o otimismo anterior era do tempo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).


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