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O Agrishow ruralista virou briga ambiental

ONU: "Se cumprirmos as metas, seremos a primeira geração a erradicar a pobreza extrema e vamos poupar as gerações futuras dos piores efeitos da mudança do clima"


postado em 30/04/2019 06:00 / atualizado em 30/04/2019 07:41

Em pleno curral ruralista, o Agrishow do presidente Jair Bolsonaro, como não poderia deixar de ser, foi absolutamente infeliz. “Como chefe do Executivo, não quero atrapalhar quem produz”. Ele próprio deixou claro que vai tirar “o Estado do cangote de quem produz e investe”. A limpeza tem alvo direto e objetivo, já que pretende fazer  “uma limpa no Ibama e no ICMBio”. Ele cobrou que a fiscalização seja feita com mais orientação ao produtor rural.

“Tem que fazer fiscalização, mas o homem do campo tem de ter o prazer de receber o fiscal e, em um primeiro momento, ser orientado”. Se a questão ambiental vai para o espaço, os fazendeiros nem vão precisar de orientação nenhuma, ou melhor, tem uma. Como é que ligo o meu trator?

Claro que o presidente foi devidamente ovacionado pelos ruralistas lá estavam. A questão, no entanto, vai muito além. No meio do caminho, pode ter até uma pressão para a possível internacionalização da Floresta Amazônica. Não é de hoje que isso é cogitado. É mexer em vespeiro de alta periculosidade. Era assunto praticamente esquecido, só que é muito maior do que agradar fazendeiros.

Melhor deixar o biólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) Bráulio Dias, estudioso do tema, explicar: “As declarações do presidente mostram grande desinformação com a relevância da agenda ambiental e com a dedicação dos servidores públicos que atuam nesta área. Mostra também um desconhecimento dos princípios da Constituição Federal de 1988 e das diretrizes, objetivos e metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

Basta um trecho do que foi aprovado na Organização das Nações Unidas (ONU) e que vem de 2015: “Se cumprirmos suas metas, seremos a primeira geração a erradicar a pobreza extrema e vamos poupar as gerações futuras dos piores efeitos adversos da mudança do clima”.

O presidente Bolsonaro anda mesmo sem inspiração. Além da questão ambiental, foi se meter no mercado financeiro. E publicamente para piorar ao tratar do Banco do Brasil. Primeiro disse ao presidente do BB, Rubem Novaes, “Eu apenas apelo, Rubem,
me permite fazer uma brincadeira aqui...” Só que a frase não
terminava assim.

“Eu apenas apelo para o seu coração, para o seu patriotismo, para que esses juros, tendo em vista você parecer ser um cristão de verdade, caiam um pouquinho mais…”

O resultado foi queda das ações do Banco do Brasil durante o dia na Bolsa de Valores. Elas até fecharam positivas, no modo de dizer, porque foi de 0,04%. Nada, nada mesmo, a não ser o fato de ter havido realização de lucros. Melhor esperar como será hoje.

Ressonância

(foto: Lúcio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados)
(foto: Lúcio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados)

José Carlos Aleluia (foto)(DEM-BA) foi deputado por cinco mandatos consecutivos e um a mais, depois de uma pausa de novo, entre 2015 e 2019. A notícia recente, no entanto, veio pelo Twitter: “Feliz por ver a minha emenda bem aplicada com um novo aparelho de ressonância que vai atender a todo o Recôncavo da #Bahia. Feliz por ter participado da inauguração do novo equipamento de Ressonância Magnética da Santa Casa da Misericórdia de São Félix”. É, pelo jeito, ele anda pensando em voltar a fazer política. Pelo menos nas redes sociais.

Temer vira réu
O juiz federal Marcus Vinicius Reis Bastos aceitou ontem a denúncia contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) no inquérito dos portos. A decisão torna Temer réu no processo. Além dele, também responderão sobre o caso na Justiça o ex-assessor da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures. A denúncia é de que o ex-presidente recebeu vantagem indevida em troca da edição de decreto que tratava do setor portuário. O inquérito foi aberto depois de delações de executivos da empresa J&F.

Amigável?
Quem mais trabalha no atual governo federal é, sem dúvida, o porta-voz, general Otávio Rêgo Barros. O cargo dele deveria mudar de nome e passar a ser o consertador geral da União do que diz o seu próprio chefe. Só que ele demonstra a amizade que tem com o Bolsonaro. “Eu estava lá, me encontrava quando o presidente fez esse comentário com o presidente do Banco do Brasil. Foi um comentário num ambiente muito amigável”. É claro que, como já registrado na coluna de hoje, trata-se das ações do Banco do Brasil (BB) na Bolsa de Valores.

Balanço geral

Vem do mandato de um deputado na Assembleia Legislativa (ALMG). O tititi vem dos próprios colegas. Vários deputados querem saber por que o parlamentar mais bem votado nas últimas eleições, com 519.390 mil votos, chega tarde. Para explicar de uma vez, trata-se do deputado estadual Mauro Tramonte (PRB). Ele só chega na Casa por volta de 15h40, 16h por aí, quando os trabalhos já estão praticamente encerrados. Cobrado por alguns, ele costuma responder que chega neste horário, mas sai às 20h. O que dizer? Será que ele ganha horas extras nesta gangorra política?

A guinada
Brigar com a notícia, ainda mais que vem de Curitiba, sede da Lava-Jato, não tem jeito. Mas a ironia do leitor, com a autópsia, é sensacional: “Prezado jornalista, aqui estou de novo para comentar sua coluna da qual sou leitor diário. Mas estou estranhando essa sua nova guinada ‘petista’ com esse destaque à despudorada entrevista de Lula. Como salientou um seu colega, o caso de Lula não é de mais autocritica, mas de autópsia. Sempre com o mesmo apreço, Marco Antonio Soares”. Ah! O colega que ele não citou o nome é Josias de Souza. E a coluna retribui o apreço e manda um abraço.

PINGAFOGO

“Agora Bolsonaro diz aos grupos de interesse o que eles querem ouvir. Por exemplo, para os amigos dele aí, esses corruptos da comunidade judaica, que acham que, porque são da comunidade judaica, têm direito de ser corrupto”. Antes a frase de Ciro Gomes, governador, ministro, deputado…

Depois a reação: a Confederação Israelita do Brasil acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR), por declarações antissemitas. As entidades apresentaram, sexta-feira, pedido de explicações ao Fórum Criminal para apuração da prática de crime de injúria racial.

A um dia do fim do prazo, 17% dos paranaenses ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda 2019. Como é que é? No Paraná? Sede da Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF) com o Ministério Público Federal (MPF)? Deve ser a turma presa lá tentando fraudar.

A notícia é: PSDB discute código de ética para filiados acusados de corrupção. A primeira tucanada é o texto preliminar. Ele prevê, que durante as investigações, o afastamento dos seus políticos até o fim de investigação em casos envolvendo corrupção.

Agora, o jeito tucano de ser, como não poderia de ser, um conjunto de normas que inclui a opção para o filiado que for flagrado em esquema de corrupção se licenciar da sigla por iniciativa própria até que a situação se resolva. Tradução: subir no muro.

 


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