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Extraordinário e solene o dia ontem na Câmara

E ainda mais Minas, só que governista: a pedido do relator, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), foi adiada a votação na CCJ da reforma da Previdência


postado em 18/04/2019 06:00 / atualizado em 18/04/2019 07:21

(foto: Arte/Soraia Piva )
(foto: Arte/Soraia Piva )

Joseildo Ramos (PT–BA): “Neste momento, esta presidência vai suspender a sessão extraordinária para dar início à sessão solene em homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, proposta pelos deputados João Daniel, Paulo Pimenta, Valmir Assunção, Marcon, Patrus Ananias e Nilto Tatto e pelas deputadas Gleisi Hoffmann e Natália Bonavides”. (Suspende-se a sessão às 9h02.)

Um dos presentes na sessão solene foi o deputado Patrus Ananias (PT-MG), que discursou rapidamente, com saudações aqui e ali de presentes à plateia, e avisou que teria de ir à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O motivo da pressa é que no meio do caminho, nada agrário, estava a reforma da Previdência.

E o ex-ministro Patrus passou a ressaltar sobre quando foi ministro da Reforma Agrária no governo Dilma para destacar a memória das vítimas de Eldorado dos Carajás. Saudou o MST mais uma vez e o direito à vida e à justiça social, e ainda à dignidade humana.

Por fim, avisou: “Não vou me alongar mais porque tenho de comparecer à sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tratava da reforma da Previdência. E encerrou com um deixo aqui um fraterno abraço. Mas não abraçou a CCJ, foi aquela que deu confusão e foi adiada.

Só que teve mais Minas Gerais no meio do caminho da sessão solene. A deputada Áurea Carolina (Psol-MG) destacou a luta pelo direito à terra e pediu “um salve aos trabalhadores e trabalhadoras sem-terra deste país, um salve à resistência exemplar, inspiradora de vocês que levam no corpo a luta pelo direito à terra e à soberania alimentar com justiça social, massacre aos trabalhadores sem-terra que foram brutalmente executados.” E passou para o golpe. Dilma não poderia faltar né?

E ainda mais Minas, só que governista: a pedido do relator, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), foi adiada a votação da CCJ da reforma da Previdência. “Continuamos a entender que a proposta apresentada pelo governo é absolutamente constitucional, mas vamos discutir com os líderes”.

Sobre o adiamento dela, quem se manifestou foi o doutor da Universidade de Chicago e fundador de banco ministro Paulo Guedes: “Teve pequenos desajustes, por causa da relativa inexperiência” de deputados novatos, leia-se o próprio presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR). Como ele está em seu primeiro mandato político, fica explicada a “inexperiência”.

A tradução do que quis dizer o ministro Paulo Guedes é simples e objetiva: todos os deputados mais experientes preferiram estar a caminho do aeroporto. Os novatos, provavelmente, se esforçaram para trocar os seus bilhetes para voos mais cedo. É melhor mesmo sair voando por hoje.

 

A portaria
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), elogiou, ontem, a portaria assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que autoriza o emprego da Força Nacional de Segurança Pública para conter manifestações na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios. No despacho, é ressaltada a necessidade de garantir a integridade física das pessoas, do patrimônio público e dos prédios da União. Ibaneis alega que todo apoio é bem-vindo e que a medida não fere a autonomia da segurança local, leia-se, não gera ciúmes. No meio do caminho, o 21 de abril e o 1º de maio. Isso mesmo, a portaria dura 33 dias.

Piada pronta

De vice para vice. Isso mesmo. O vice-líder do governo no Congresso, o deputado federal Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), rezou e entrou com um pedido de impeachment contra o general e vice-presidente Hamilton Mourão. No meio do caminho, tem Olavo de Carvalho – ele mesmo, escorraçado do governo –, mas continua dando um trabalho danado ao governo Bolsonaro. Se o pastor avisa que não há nada que eu faça aqui que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não saiba, tudo indica que vai ficar por isso mesmo.

 

Dia de Luta
Quando subiu à tribuna, o deputado Rogério Corrêa ressaltou Eldorado dos Carajás, lá em Minas teve Cordisburgo e ainda Unaí, a dos fiscais assassinados que faziam inspeção contra trabalho escravo. Tudo isso por causa das datas que se misturam na homenagem do Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, na Câmara dos Deputados. Mas deixou o resto para lá. Acrescentou que faz também três anos “o golpe, aqui neste plenário, que derrubou a presidente Dilma Rousseff (PT)”, com o início do processo aqui na Câmara. “Foi a marca do início do golpe.” Deixou Dilma e o impeachment para lá e falou de outro, “o golpe que levou à prisão do Lula”. Bastaria, mas ele não poderia perder a caminhada ao ressaltar ainda que a prisão é responsável também pela coisa mais atrasada do mundo que são do governo Bolsonaro os piores 100 dias de um mandato. É hora de luta e se mira na figura injustiçada de Lula. Ah! Chega! Ainda não: “Lula livre, companheiro”, com o gesto do polegar e indicador.

 

Agora é fato
O ex-deputado federal Carlos Carmo Andrade Melles voltou a participar de uma eleição e venceu. Ele será o diretor-presidente da nova diretoria nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Para registro, Melles (foto) é mineiro de São Sebastião do Paraíso, engenheiro- agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa (MG), pesquisador e dirigente cooperativista. Ah! E foi deputado federal por seis legislaturas consecutivas. Isso mesmo seis mandatos.

 

PINGA FOGO

 

 E continuam as notícias envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) O ministro Edson Fachin  quer esclarecimentos sobre a censura ao site O Antagonista e à revista Crusoé. Motivo jurídico ele tem, foi um recurso do site e da revista.

O Exército respira e transpira democracia e liberdade. Se o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tomou chuva em Brasília com o céu cheio de nuvens carregadas, será que ele foi tentar espairecer um pouquinho? O ambiente chuvoso, pelo menos, favorecia.

Em busca de uma melhor relação entre o custo e o benefício por causa da atual crise econômica, os brasileiros, óbvio que para comemorar a Páscoa, estão preferindo dar barras de chocolate em vez de ovos na Páscoa.

Bom seria é dar um chocolate, na gíria, dos políticos que atacam os cofres públicos. Enforcados, como foi Tiradentes, nossos nobres parlamentares e governantes não estão. Muito antes pelo contrário.

Sendo assim, melhor encerrar por hoje. Afinal, não será possível enforcar o feriadão que está para chegar, ou melhor, para os políticos ele já chegou. Para quem puder, curta adoidado e aproveite para descansar de tanta notícia ruim.


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