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Bolsonaro promove o mestre a doutor

Paulo Guedes, ele próprio, avisou: O botijão vai chegar pela metade do preço na casa do trabalhador brasileiro. Quando? Daqui a dois anos


postado em 10/04/2019 05:13 / atualizado em 10/04/2019 12:00

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim. A trilha sonora quem cantou foi Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, o novo ministro da Educação do governo do presidente Jair Bolsonaro. Para que fique claro, vale a declaração dada ontem: “Tenho capacidade de gestão para entregar o resultado”. Assim ele começou, mas acrescentou em seguida: “Não falo isso para me vangloriar”.

Já bastaria, mas ele acrescentou: “Dificilmente falo com a imprensa”. Para vangloriar, meu caro ministro Weintraub? A propósito, como se pronuncia seu sobrenome? Deixa para lá, por escrito, pouco importa, a turma de rádio e TV que se vire. Vale, no entanto, ressaltar mais uma de suas falas: “O objetivo é acalmar os ânimos, colocar a bola no chão, pôr para rolar, republicanamente, respeitando diferentes opiniões”.

Ainda bem que o novo ministro fez questão de avisar. Afinal, quem ele deve ensinar é o próprio Bolsonaro, que no Twitter registrou um “doutorado”, um título que ele não tem. Só mestrado em administração na área de finanças pela Fundação Getulio Vargas depois de ter se formado em economia pela Universidade de São Paulo (USP). Já chega, caso contrário vira falta de educação.

Afinal, o ministro da Economia de fato, Paulo Guedes, pretende diminuir o preço do gás de cozinha. A ideia é que passe a custar a metade do que custa atualmente. Só que os brasileiros vão ter que esperar, já que ele próprio avisou: “O botijão vai chegar pela metade do preço na casa do trabalhador brasileiro”. Quando? “Daqui a dois anos”, palavras dele. Então sente e não espere o forno aquecer.

Já que tratou como “prezado irmão”, o presidente Jair Bolsonaro fez questão de ser breve. Precisou de apenas dez minutos para fazer os devidos afagos ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Três afagos neste curto espaço de tempo. Pelo jeito, Bolsonaro quer fazer as pazes, depois do tiroteio, a troca de farpas que ambos trocaram dias atrás.

Panos quentes, seria mais apropriado, mas o presidente da República não usou o termo. Ele sabe que a frieza de boa parte dos deputados diante da reforma da Previdência depende – e muito – de Maia. A condução dos processos de votação está nas mãos dele. Tudo bem que ele já deu declarações defendendo a necessidade de aprová-la, mas não custa um afago para tentar agilizar.

Afinal, a oposição, em menos de 15 minutos na sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), já tinha apresentado uma questão de ordem, porque não tinha recebido, com antecedência, o relatório do delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). E nem adiantou chamar que a polícia foi lá.

Foco que interessa
O pioneirismo na imprensa nacional, em meio às notícias dos últimos dias, está mais atual do que nunca. O Estado de Minas foi o primeiro jornal importante do país a tomar a decisão de não publicar notícias que tratavam de suicídio. Quem fez questão de ressaltar ontem, na sessão da Câmara dos Deputados, foi Mário Heringer (PDT-MG): “Quero aproveitar a oportunidade de falar aqui e tratar de um assunto que é muito importante e como acontece todo dia é uma coisa atrás da outra, mudando o foco das pessoas e elas às vezes se esquecem do que aconteceu. Quero trazer de volta à baila a questão de Suzano. Apresentamos aqui projeto de lei que restringe a possibilidade do aparecimento de imagem, nome e a glamourização deste tipo de atividade do que vem acontecendo”.

                                   



Ainda tem mais:
“Essas pessoas que são recompensadas pelo aparecimento na mídia, apesar de mortas. Existem estudos internacionais que dizem isso. Isso precisa acabar, eles são recompensados no aparecimento da mídia. E isso apesar de mortos. Existem estudos internacionais que dizem isso. E quero parabenizar o Estado de Minas, o jornal Estado de Minas, que tomou uma atitude, sozinho e independente, de evitar essas publicações. Importante ressaltar que o diretor-presidente Álvaro Teixeira da Costa, o diretor-executivo Geraldo Teixeira da Costa Neto e seu diretor de Redação, Carlos Marcelo Carvalho, tomaram esta atitude, defendendo a sociedade. Parabéns ao jornal Estado de Minas que, espontaneamente tomou esta atitude e não precisou ser constrangido para isso”.

Em defesa dos municípios
Articulação + competência é a fórmula defendida pelo deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) para superar a crise nas finanças de estados e municípios. Na abertura do Encontro dos Prefeitos Mineiros com a bancada parlamentar, na Câmara dos Deputados ontem, o ex-governador de Minas (E) destacou que entraves financeiros foram vencidos no passado com “trabalho e prioridades claras”. Ele não somente apoiou as reivindicações dos prefeitos no Congresso como se comprometeu em batalhar pela aprovação da PEC 61, que permite o direcionamento de emendas feitas ao Orçamento diretamente ao Fundo de Participação dos Estados (FPM), e também da PEC 10/2019, que proíbe confisco pelos estados de recursos dos municípios, autorizando a União a reter os valores no Fundo de Participação dos Estados (FPE), transferindo-os diretamente às prefeituras. Aécio destacou ainda que a desoneração feita pela Lei Kandir deve ser paga a estados e municípios. Ou, então, ser extinta para que estados e municípios voltem a recolher os impostos necessários para viabilizar investimentos. “Isso é, sim, fazer municipalismo, isso é, sim, falar do novo pacto federativo”, disse.

PINGAFOGO

Apesar do sistema de “pare e siga” na rodovia que liga Belo Horizonte a Ouro Preto e da coincidência da data com a Páscoa, a solenidade será realizada em Ouro Preto. Mas vai valer o esforço ir a Ouro Preto para a entrega da Medalha da Inconfidência.

Afinal, entre os homenageados estarão as instituições envolvidas no resgate e suporte a vítimas do rompimento da barragem  da Vale em Brumadinho (RMBH). E claro que haverá também outros indicados, sem fazer juízo se é politicamente ou meritório.

O 13º do Bolsa-Família será pago em duas parcelas, ambas em dezembro. De acordo com o governo, a medida vai custar R$ 2,5 bilhões a mais no programa este ano. E por causa dele, não haverá reajuste no Bolsa-Família este ano.

Se o governo dá com uma mão e tirar com a outra, o governo já faz estudos para substituir o programa Mais Médicos. Como foi a então presidente Dilma Rousseff (PT) quem o lançou, nem precisa explicar por que ele vai mudar.

 A gente volta a falar no temporal que atingiu o Rio de Janeiro. Uai, não era nacional o jornal hoje de ontem, o Brasil começa no Meier atravessa a Atlântica e termina no Corcovado? Melhor pegar a Avenida Ayrton Senna e sair por aí. Assunto encerrado!

 

 


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