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Estado de Minas SAÚDE

Especialista ensina a lidar com o temido climatério

Alterações no ciclo menstrual, ondas de calor, secura vaginal, insônia e perda da libido são alguns dos sintomas. Há vários tratamentos disponíveis


20/06/2022 04:00 - atualizado 20/06/2022 08:01

Ilustração traz mulher com setas acima da cabeça, imagem que remete a dúvidas e confusão

Já dizia Rita Lee, “mulher é bicho esquisito, todo mês sangra”. Mas chega uma hora em que para de sangrar, e aí fica mais esquisito ainda. À medida que envelhecemos, nosso corpo passa por várias alterações. A mais temida de todas é a menopausa.
 
O problema é que muita gente confunde as bolas e chama de menopausa a fase que, na verdade, é o climatério, aquela época das ondas de calor, suores repentinos e outras coisinhas mais. Hoje, vamos esclarecer essa história.
 
O ginecologista Fernando Prado explica que menopausa é apenas uma data. É o dia em que se completa um ano que a mulher parou de menstruar devido ao fim do período reprodutivo. Portanto, só podemos falar em menopausa após um ano da última menstruação.
 
“Já o climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva da mulher”, explica o diretor clínico da Neo Vita. Aproveitamos para pedir que ele esclareça dúvidas mais frequentes sobre o tema:
 
O que é climatério?
 
“É o período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva na mulher. Nesse período, surgem sinais e sintomas característicos do climatério que estão geralmente associados à queda da produção dos hormônios femininos”.
 
Quais são os sintomas mais comuns?
 
“Alterações no ciclo menstrual, ondas de calor (fogachos), secura e atrofia vaginal, insônia, incontinência urinária, perda da libido, depressão, perda de energia, osteoporose e alteração no metabolismo de gorduras (colesterol e triglicérides)”.
 
Como aliviar esses sintomas?
 
“Há diversas maneiras de aliviar os sintomas, como o uso de hormônios nos chamados esquemas de terapias hormonais. Geralmente, utilizamos estrogênios em diversas vias de aplicação, incluindo oral, adesivos transdérmicos e gel na pele ou na região da vulva e vagina, além de implantes hormonais. O objetivo é manter os níveis de hormônios femininos em valores próximos aos encontrados durante a vida reprodutiva para prevenir o surgimento de problemas como atrofia genital, alterações no metabolismo de gorduras e osteoporose. São tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente”.
 
O uso de hormônios é considerado seguro?
 
“Sim, desde que monitorados por um médico regularmente. Só não indicamos o tratamento em situações específicas, como mulheres que tiveram trombose, fumantes com doenças cardiovasculares graves ou que tenham alto risco para tumores relacionados aos hormônios, como tumores de mama ou endométrio. Nas mulheres que não apresentam tais contraindicações, podemos usar hormônios com grande segurança e sucesso”.
 
Por quanto tempo os hormônios podem ser usados?
“Isso ainda é tema de discussão, mas entende-se que o uso de hormônios é seguro por até 10 anos ou até os 60 anos de idade. No entanto, não há tempo limite de uso, já que as doses são mínimas”.
 
Que outros cuidados podem ser adotados além da utilização dos hormônios?
 
“Podemos recomendar tratamentos como dietas, fisioterapia, higiene mental, atividade física e meditação. É importante lembrar que o climatério não é apenas falta de hormônio. É o período da vida em que a mulher passa por transformações e precisa do entendimento global sobre essa nova fase, que pode ser muito melhor do que as anteriores se bem direcionada”.

(Isabela Teixeira da Costa/Interina)

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