Jornal Estado de Minas

ANNA MARINA

Só ferida da alma não tem cura! Todas as outras têm

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Aprendi há muito tempo, e pouca gente acredita, que para curar ferida "incurável" de quem tem diabetes uma das saídas é usar açúcar no local. Não posso explicar a mecânica, mas que funciona, funciona.



E é difícil alguém passar a vida sem ter que enfrentar algum tipo desse incômodo, que pode ser causado por traumas, acidentes, cirurgias ou desencadeadas por alguma doença. Por definição, elas são uma interrupção na continuidade da pele. E um especialista no assunto, dá algumas dicas sobre como tratá-las.
 
Primeiro problema é saber se ela pode ser prevenida. Uma das mais fáceis de prevenir é a provocada por tabagismo, daquele fumante que deixa o cigarro cair e não sabe onde. Mas elas aparecem também em casos de desnutrição, diabetes ou obesidade.

Um dos enganos é que ferida não pode ser lavada. Pode sim, e com água e sabão, principalmente nos casos de lesões acidentais, como corte e "ralados". Ferida crônica não pode ser lavada durante o banho por causa da água contaminada. E a água ou soro devem estar em temperatura ambiente para ativar a cicatrização.




 
Curativo é um caso a parte. Sua função básica é evitar contaminação e ajudar na absorção de secreção. Outros mais tecnológicos protegem a área de lesão e proporcionam alívio imediato da dor. No caso se feridas crônicas, a determinação médica deve ser seguida.

O tipo de curativo usado depende da ferida. Para as mais simples, basta a gaze. Para as mais sérias, é preciso consultar o médico sobre a frequência da troca, etc. E pode-se perceber que a ferida está cicatrizando quando uma pele mais avermelhada e dura se forma na área.
 
Perigo é a infecção. Percebe-se que isso está acontecendo com o aumento da dor, calor ou rubor em torno da ferida. A presença de pus no local e a febre indicam que algo não vai bem.

No organismo saudável, a cicatrização é mais rápida. Isso porque a proteína é a responsável pela reconstrução da pele e a vitamina C atua ajudando a formação do colágeno. Em alguns casos, há indicação de suplementação alimentar. Outro dado importante é que toda ferida deixa cicatriz. O tamanho e a profundidade dela determinarão o tamanho da cicatriz e sua visibilidade.




 
E o calor que tem como consequência o aumento do suor do corpo, aumentando a umidade que favorece o aparecimento de úlceras porque a umidade excessiva do corpo pode provocar a maceração da pele, diminuindo sua resistência, em especial em pacientes acamados.
 
No caso de pacientes acamados, é comum aparecer a formação de escaras, feridas difíceis de serem curadas. A melhor indicação médica é não deixar a pessoa com o corpo sempre em uma posição, que deve ser trocada a cada três horas.

Em alguns hospitais, quando o paciente é levado para o CTI, recebe um tipo de esparadrapo que imita a pele, que é colocado nas áreas de maior contato do corpo com a cama, protegendo a pele do aparecimento de lesões.