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Dia do Chocolate deve inspirar cardápios especiais nas confeitarias

Data que encanta os chocólatras será comemorada nesta quarta (07/07)


05/07/2021 04:00

Gateau de chocolate, caramelo e flor de sal(foto: Cacau Mídia/Divulgação)
Gateau de chocolate, caramelo e flor de sal (foto: Cacau Mídia/Divulgação)

Nesta quarta-feira (7/07), será comemorado o Dia Mundial do Chocolate. Não precisa dizer que é o dia preferido dos chocólatras, porque, com certeza, toda as casas de chocolate da cidade e todas as confeitarias e cafeterias estarão com receitas especiais deste ingrediente que é, sem dúvida nenhuma, paixão universal. Porque mesmo quem não gosta de comer barra de chocolate gosta da iguaria em outra forma, como bolos, doces, trufas, bombons, chocolates quentes, etc.

Quem é chocólatra ou conhece um sabe que eles precisam de ingerir chocolate quase todo dia. Para mulheres em período de TPM ele se torna um santo remédio. Quando a pessoa quer comer alguma coisa doce tem que ter um pouco de chocolate, senão não vale de nada. Doce que é doce tem que ter chocolate.

Além do sabor, a história do chocolate tem seu encanto. Os maias consideravam o chocolate (bebida de cacau preparada com água quente) o “alimento dos deuses”. Todos já sabem que o chocolate é derivado do cacau, que é uma planta nativa de uma região que vai do México, passando pela América Central, até a região tropical da América do Sul.

Os primeiros vestígios da descoberta do chocolate são de 1500 a.C. e vêm da civilização olmeca, que habitava o México na época. Depois, foi aproveitado pelos maias. O cacau era cultivado e com suas sementes era feita uma bebida considerada sagrada. Ela era amarga e geralmente temperada com baunilha e pimenta. Nas cerimônias religiosas, o cacau torrado era servido com especiarias e mel.

Depois do domínio espanhol sobre os maias, o cacau foi introduzido em toda a Europa. Inicialmente, somente mulheres, nobres e sacerdotes podiam consumir a novidade, que era usada em cultos da Igreja Católica. Com a popularização da planta, surgiram novas receitas, mas foram os suíços que tiveram a grande ideia de misturar o cacau ao leite, que, finalmente, deu origem ao chocolate.

Hoje, o Brasil é o maior produtor de cacau da América Latina, já que encontrou em nossa terra o ambiente ideal para seu cultivo. De lá pra cá, os processos industriais adicionaram pelo menos dois ingredientes ao cacau: gordura e açúcar. Surgiram também versões brancas do chocolate, sem a massa de cacau, e contando apenas com a manteiga do fruto com açúcar. Revisão publicada em 2019 no International Journal of Environmental Research and Public Health destaca o chocolate como a "comida dos deuses" e lista oito benefícios com comprovação científica daqueles com maior concentração de cacau.

Quanto mais escuro for o chocolate, mais saudável é. Vamos aos benefícios: tem ação vasodilatadora, melhora a função vascular e previne a formação de placa de gordura dentro das artérias, além de ter ação anti-inflamatória e antioxidante. Os componentes do cacau oferecem importante ação como agentes antidiabéticos.

Estudos recentes observaram que o consumo de chocolate amargo produziu sensação de saciedade, reduzindo o apetite, melhora da microbiota intestinal, e melhora do sistema imunológico. Existem evidências de benefícios no sistema nervoso central, além de aumentar a serotonina, hormônio da felicidade e que produz uma sensação de energia e prazer. Dizem também que o chocolate é afrodisíaco.

Mas, cuidado, mesmo optando pelo chocolate amargo não se deve exagerar no consumo, porque,  independentemente da concentração de cacau, o chocolate ainda tem açúcar e gorduras saturadas. O ideal é consumir de 25g a 50g de chocolate por dia, dando preferência às opções com maior concentração de cacau, como o chocolate amargo e o chocolate rosa.

Tudo bem, consumo equilibrado no dia a dia, mas, na quarta-feira, é permitido sair do sério e tirar a barriga da miséria, chutar o balde, meter o pé na jaca e se saciar de prazer experimentando o máximo possível de tipos e formas diferentes deste “néctar dos deuses”.
(Isabela Teixeira da Costa / Interina)

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