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Cérebro é o órgão que mais sofre as consequências da hipertensão

Danos à qualidade de vida vão depender das áreas cerebrais afetadas. Pode haver comprometimento da fala, visão, movimentação e da coordenação motora


05/05/2021 04:00 - atualizado 04/05/2021 19:59

Hipertensão arterial não tem cura, mas deve ser tratada para impedir complicações (foto: SBH/Reprodução da internet)
Hipertensão arterial não tem cura, mas deve ser tratada para impedir complicações (foto: SBH/Reprodução da internet)

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde e os riscos da doença hipertensiva, foi criado o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril. Também conhecida como pressão alta, a enfermidade acomete uma em cada quatro pessoas adultas, chegando a mais de 50% após os 60 anos e presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. Por isso, a data traz uma reflexão sobre a gravidade do problema.

Tomar conta da pressão é um dos cuidados mais comuns para quem chega à meia-idade. A doença é caracterizada pela elevação dos níveis de pressão arterial (PA), acima de 140 x 90 mmHg (milímetros de mercúrio) – o primeiro número se refere à pressão máxima ou sistólica, que corresponde à contração do coração; o segundo, à pressão do movimento de diástole, quando o coração relaxa.

Por se tratar de condição frequentemente assintomática, a enfermidade pode evoluir e afetar coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos. Ou seja, a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares – principalmente o AVC – e renais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, ela já é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

De acordo com o médico neurologista Gabriel de Freitas, a detecção e o controle da pressão arterial é ponto básico e fundamental de qualquer programa de prevenção, especialmente para o AVC, devendo ser esse o maior foco. “Existe relação muito próxima entre as doenças cardiovasculares e a hipertensão. O nosso cérebro, em geral, é o órgão que mais sofre as consequências da hipertensão. Quanto maior o tempo de doença, maior o risco, e quanto maiores os índices pressóricos, igualmente maiores serão as complicações. Os danos à qualidade de vida vão depender justamente das áreas cerebrais afetadas – de acordo com o local, há comprometimentos da fala, da visão, da movimentação e da coordenação de braços e pernas”, ressalta o especialista.

É extremamente importante estar atento aos sinais de um possível AVC. Os sintomas são alteração da força muscular ou formigamento, principalmente dos braços, pernas ou de um lado do corpo, assimetria facial, dificuldade na fala e movimentação da língua, dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente, perda da visão de um olho ou dos dois, vertigem e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

“Para saber se alguém pode estar sofrendo um AVC, peça para a pessoa sorrir, repetir uma frase ou cantar uma música e levantar os braços. Este é um 'teste' chamado Samu – Sorria, abrace, música e urgente. Caso a pessoa apresente dificuldades nessas tarefas, ela deve ser levada imediatamente a um hospital”, informa o médico.

Obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão associados ao desenvolvimento da hipertensão. O consumo exagerado de sal, associado a hábitos alimentares não adequados, também pode colaborar para o surgimento do problema.

Entretanto, a hipertensão geralmente é silenciosa. A doença não tem cura, mas deve ser tratada para impedir complicações. Medidas como aferir a pressão arterial regularmente, adotar alimentação saudável, praticar atividade física pelo menos cinco dias por semana, diminuir a ingestão de sal e o consumo de bebidas alcoólicas, não fumar, controlar o estresse e ter acompanhamento médico são fundamentais para o controle da pressão e a redução dos riscos de doenças cardiovasculares.



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