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Estado de Minas

Andei tanto que fiquei exausta e achei que estava com essa maldita doença

''Após um dia de compras sem muito resultado num outlet, no qual a vantagem é praticamente nenhuma, cheguei em casa completamente cansada''


09/01/2021 04:00


Vontade de sair de casa provoca doideiras sem fim. Fui com uma sobrinha ao outlet que tem ao lado do Leroy e passei algum tempo andando de lá pra cá naqueles corredores sem fim e sem nenhuma indicação para onde é que você está indo. 

Fiquei impressionada com duas coisas: a maioria das lojas abertas é de artigos masculinos, as mulheres têm pouca coisa para olhar – a não ser que pegue uma rebarba nas araras pobres que existem entre roupas de homens. 

Outro detalhe curioso é que a identificação de outlet significa fim de coleções e preços atrativos, menores dos que existem nos endereços dos shoppings ou lojas de rua.

Quem pensar isso está comendo mosca. Vi jaquetas custando quase R$ 1 mil, e a média de desconto gira sempre em torno de R$ 100, ou até menos. Alguns endereços, para atrair clientes, dão uma peça extra para quem compra mais de duas iguais. A vantagem é praticamente nenhuma se formos comparar os preços e a distância do local. Estou para entender se vale a pena ir tão longe, correndo o risco de enfrentar um pedaço movimentado da BR para economizar alguns trocados.

Outro lance interessante é que quem não tem muito senso de direção acaba se enrolando naqueles corredores, onde a única indicação possível são os nomes das lojas. Quem consegue guardar por onde andou, consegue se lembrar da saída. Nós rodamos de cá pra lá, sem muito rumo, e na hora de sair foi preciso perguntar qual era o caminho mais viável. “Desandamos” o que já tínhamos andado e a canseira não justifica ir até aquela distância. 

Por sinal, os corredores estavam praticamente vazios, não sei se por ser início da semana ou do mês – onde o dinheiro ainda não entrou.

De lá, seguimos o caminho de volta normal, que inclui uma ida ao BH Shopping. Estacionamento repleto, corredores bem concorridos e lojas praticamente vazias. Pedi arrego a uma loja de sapatos masculinos para descansar um pouco e, durante o tempo em que estive lá, não entrou ninguém. Os atendentes me informaram que o dia – uma terça-feira – estava muito fraco. Atração do local, a Zara está cheia de ofertas de fim de estação e, para falar a verdade, mais atraentes do que o outlet a que tínhamos ido antes. Deu até para comprar alguma coisa – e a loja estava cheia de compradores, o que indica mais uma vez que preços convidativos atraem compradores.

Como não ia ao BH Shopping há anos, resolvi dar uma passada no Carrefour e fiquei de queixo caído: o supermercado está parecendo paulista, cresceu tanto que nem dá para ver tudo de uma única vez. Fui em busca de uma maquininha elétrica que faz sorvete com frutas congeladas, sem nada além das próprias frutas, que é ótimo, e não achei. A máquina é boa inclusive para quem gosta de sorvete e não pode consumir os comuns, que são à base de leite e açúcar. Lembrei-me do tempo em que fazia lá minhas compras do mês, minha doméstica de então ia de casa e me encontrava lá, num instante estava tudo comprado e o problema resolvido. No tamanho atual do supermercado, atualmente fica difícil.

Resultado desse périplo de uma época em que há 10 meses estou em casa, andando daqui para ali, sem muito empenho: cheguei em casa tão exausta que acreditei que estava com essa maldita doença. Credo.

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