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Chip no cérebro para deixar as crianças mais inteligentes. Você concorda?

Pesquisa revela que 52% dos adultos entrevistados em 16 países concorda com a implantação da tecnologia que permite aumentar a velocidade de raciocínio


01/01/2021 19:35


Já vi coisas pelo mundo que até Deus duvida. Mas procuro me enquadrar nas novidades, se bem que, à medida que a idade avança, a aceitação fica bem mais difícil. Pelo menos isso aprendi: a idade não relaxa a aceitação, bem ao contrário do que pensam. As coisas não ficam mais fáceis, ficam mais difíceis. Em alguns casos, as novidades não deixam marcas, mas em alguns deixam uma bela interrogação. Como essa que acabo de conhecer: a proposta de colocar um chip no cérebro das crianças para fazer com que fiquem mais inteligentes tem pesquisa mundial. O meu lado da aceitação é que, avaliando as crianças da família, aprendi que elas não sabem a metade do que sabíamos na idade delas. Mas sabem coisas da tecnologia que, na maioria das vezes, passa longe de nosso conhecimento.

O que está acontecendo é que é que a notícia me conta que é possível inserir um chip no cérebro de uma criança para que ela possa melhorar a aprendizagem no colégio. Uma pesquisa da Kaspersky mostra que a ideia agrada a boa parte dos adultos no mundo. Na opinião de pouco, mais da metade (52%) dos 14.500 entrevistados, de 16 países, a implantação de uma tecnologia que permita às crianças aumentar a velocidade de raciocínio e acessar informações de forma instantânea seria algo "bastante" ou "completamente" aceitável. Porém, quando se trata de si próprios, uma parcela menor (22%) se colocaria à disposição de um cérebro biônico, caso tivesse essa oportunidade.

A pesquisa mostra que o interesse em aumentar a capacidade cerebral é maior entre os mais jovens. Dos entrevistados com idades de 18 a 34 anos, 27% aceitariam ser submetidos a esse tipo de técnica. A proporção diminui para 22% na geração de 35 e 54 anos, e cai para 17% entre os maiores de 55 anos. As mulheres (23%) têm uma propensão ligeiramente maior de melhorar seu potencial cerebral e inteligência do que os homens (22%).

No geral, quase metade dos entrevistados (49%) acredita ser "completamente" ou "principalmente" aceitável tirar proveito da tecnologia de aprimoramento humano (human augmentation) para tornar as pessoas mais inteligentes. Sobre aprimorar seu corpo com tecnologia de forma permanente ou temporária, com o propósito de melhorar a sua performance em atividades gerais, mais de dois terços (63%) considerariam a possibilidade. Os italianos são os mais interessados (81%), e os britânicos, os menos (33%). Alguns entrevistados até expressaram o desejo de conectar smartphones a seus corpos.

"A segurança será uma preocupação fundamental à medida que o aprimoramento humano se desenvolve. Há o risco de que essa tecnologia avance além do controle dos governos ou outros órgãos reguladores, o que seria potencialmente perigoso para a humanidade. É algo que devemos prestar muita atenção, conforme evolui. Por exemplo, na Kaspersky, investigamos anteriormente como os chips implantados no cérebro podem ser usados por mal-intencionados para hackear e explorar a memória de um indivíduo. O aumento do cérebro abre um alcance verdadeiramente surpreendente de ciberameaças em potencial ", afirma Marco Preuss, diretor da equipe de Análise e Pesquisa Global da Kaspersky na Europa.

O human augmentation vem tendo ampla repercussão na sociedade, principalmente na educação e no trabalho. Alguns pensadores líderes em tecnologia sugerem que os chips implantados no cérebro podem ajudar a resolver problemas de saúde mental e melhorar o desempenho das pessoas. No entanto, aumentar a inteligência e o poder do cérebro levanta questões éticas e práticas: é seguro do ponto de vista da saúde?  É ético? Por exemplo, os pais devem permitir que o cérebro de seus filhos seja aprimorado com o intuito de obter vantagem no desempenho escolar? Isso dará às pessoas uma vantagem injusta no trabalho e, assim, criará um fosso digital ainda maior?

A maioria dos entrevistados diz que deseja o aprimoramento humano para o bem da humanidade, com mais da metade (53%) dizendo que a tecnologia deve ser usada para melhorar a qualidade de vida. O trabalho de campo foi realizado pela Opinium Research entre 9 e 27 de julho de 2020, contando com a participação de 14.500 pessoas com mais de 18 anos na Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Marrocos, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, República Checa, România e Suíça. 

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