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Estado de Minas

Depois da alegria do Natal, a última noite de 2020 foi em silêncio

Noite de orações, pedindo para que a vida volte ao normal, que possamos conviver com todos


01/01/2021 04:00


Enfrentando os mais terríveis prognósticos da pandemia, dos telejornais da TV e de todos que estão com pavor de estarem vivos, abri, como faço tradicionalmente, minha casa para a ceia natalina. Não lotou como no ano passado, porque alguns afoitos foram passar férias antecipadas na praia e voltaram com COVID-19.

Mas os que compareceram passaram um bom tempo, comemoraram e beberam, como tradicionalmente, presentearam e foram presenteados e, até hoje, pela graça de Deus, não tem ninguém com sinais de que o encontro familiar tivesse contaminado a todos. Este ano,  até sobrinhas que nunca apareceram vieram do Rio, como também os já tradicionais. Fiquei com a casa cheia de parentes e hóspedes, e um ou outro amigo corajoso.

Então, depois de 10 meses de solidão, terminei o ano em plena alegria, não há nada melhor do que ter a família a seu lado, sobrinhos-netos que não se cansam de abraçar a tia velha, de beber cerveja e de comemorarem uns com os outros. Um dos sobrinhos-netos, novo, que é funcionário do maior banco nacional e que cuida de aplicação, de finanças e de conversar em inglês com o mundo inteiro nesses tempos de trabalhar em casa, gostou tanto do meu sossego que está prometendo vir passar um mês em minha companhia. Achei ótimo – mas não acredito que vá acontecer, apesar de ele estar há meses trabalhando em casa.

Uma das distrações da noite natalina foi falar com o Canadá, onde meu sobrinho vive com a mulher e as filhas. Comemoravam o Natal em família, mas acharam o maior barato falarem com todos os que estavam presentes em minha casa, viram toda a decoração, o presépio, de uma certa forma participaram da festa. Aconteceu o mesmo com o outro que mora na Finlândia. O filhinho, de 4 anos, que não pode vir passar o Natal aqui, como aconteceu no ano passado, abriu os presentes sem muita animação, porque, por causa da distância, ganhou roupas. Pelo menos para isso o celular presta: unir as pessoas distantes com as presenças virtuais.

Aprendemos muito com jovens. E os que estavam presentes aproveitaram para experimentar todas as marcas de cervejas feitas por aqui. E eu, que já fui uma cervejeira contumaz, fiquei conhecendo várias delas. E algumas têm uma curiosidade: conservam um mosto no fundo da garrafa, a bebida não pode ser balançada. E como gente jovem não tem preguiça, iam com frequência comprar as cervejas, quando acabavam. Para manter o clima, ficaram o tempo todo no “Bar do Cyro”, que não funcionava mais desde que ele se foi. O que não deixou de ser outra alegria da época. Compraram tanto que sobraram várias garrafas, cada uma de uma marca diferente. Vou experimentar.

Como acontece sempre, toda a comemoração de fim de ano ficou por conta da noite de Natal. E como sempre viajei no réveillon, o que não faço mais há muito tempo, a última noite do ano foi no silêncio. Noite de orações, pedindo para que a vida volte ao normal, que possamos conviver com todos, sem restrições, que possamos ir de lá para cá sem a menor preocupação, sem, por causa da informalidade, levar preocupação nos que fogem de tudo para continuarem com boa saúde.

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