Jornal Estado de Minas

Feira Nacional de Artesanato terá edição virtual e presencial neste ano

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Esta coluna acompanha desde o seu começo a Feira Nacional de Artesanato, que existe há 31 anos por causa do trabalho incansável de Tânia Machado que abraçou o projeto e, através dele, conseguiu criar o que não existia neste país: o respeito e a renda para a sobrevivência do artesão. Ela não se deixa vencer nem por barreiras estaduais nem por falta de esclarecimento do poder público. Já conseguiu levar o trabalho brasileiro para ser exposto e vendido (com sucesso) nos Estados Unidos. Devia ser respeitada por todos, ajudada, apoiada na medida do tamanho do projeto que vai tocando aos trancos e barrancos, sempre contando com o próprio trabalho.




 
Na semana passada, ela me mandou um texto em que conta a luta nova que tem enfrentado nestes tempos de crise – mas luta que acabou vencendo. Precisa de ajuda e a coluna conta com a colaboração dos leitores para acompanhar o novo formado da feira, que vai ao ar em dezembro. Vejam o texto dela:
 
“Normalmente, já não é fácil prover a feira, pois realizar um evento que tem custo de R$ 5 milhões a R$ 7 milhões só mesmo acreditando e sendo muito otimista. Agora, este ano foi o pior, pois além da luta pelo patrocínio, ainda vinha a incerteza se a feira seria autorizada ou não (o prefeito acaba de autorizar).
 
Era uma montanha-russa... de manhã estava superotimista, de tarde no maior desânimo, mas quando o artesão desesperado me ligava eu sempre dizia: OLHA, A FEIRA VAI ACONTECER!!! (mesmo que no fundo eu não tivesse tanta certeza). Nesse momento, me dava um desespero ao lembrar que 90% dos artesãos brasileiros não estavam vendendo nada ou então menos de 20% do que vendiam antes.
Mas eu acredito muito na força do pensamento positivo. Acredito no SEGREDO, que se você fixar numa ideia, as forças do universo te ajudarão a realizá-la.
 
E assim, buscando ajuda com Deus, Buda, Oxóssi, Maomé, Nossa Senhora, Inhansã, Jesus Cristo, Ogum, Alá, enfim, todos aqueles que nos cercam, fixava todos os dias com o evento acontecendo, tudo funcionando nos conforme, os artesãos vendendo e os protocolos sendo rigorosamente obedecidos por todos. Além de buscar a minha energia, tinha que neutralizar as dezenas de ligações, zaps e e-mails que recebia de pessoas poucos otimistas que falavam: ‘Olha, desista, não vai acontecer!’. Eu respirava fundo e buscava força para tirar de meus pensamentos esse negativismo.




 
Sonhei muito... sonhei alto. Até escrever para a Pfizer, Oxford, Instituto Butantan, embaixada da Rússia, pedindo que doassem 300 mil doses de vacina eu fiz (e ainda faço). Quem sabe? Ninguém conhece as forças do universo e A força do segredo. (Vocês já viram o filme? Vale a pena.)
Agora, estou na fase de pedinte! Vou precisar de pelo menos 3.500 litros de álcool em gel, 15 mil máscaras (protetores faciais para os idosos já ganhamos), e por aí vai. Dano a escrever para todo mundo. Quem sabe uma alma bondosa não resolve doar se não tudo, pelo menos parte do que vamos precisar.
 
Assim, todos se preparem, pois em 1º de dezembro, às 10h, terá início a 31ª Feira Nacional de Artesanato. Agora, uma novidade – a feira será presencial e virtual. Todo o evento receberá uma gravação 360 graus, e as pessoas que não quiserem ou não puderem ir poderão visitar o evento na sua plataforma, no estilo de uma visita virtual a museus ou Google Street View, e ficará no ar até novembro de 2021.”