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Cirurgia de redução de mama beneficia jovens mulheres

Pesquisa registra satisfação das pacientes com a mamoplastia, que ajudou a pôr fim a dores no pescoço e na coluna


10/08/2020 04:00


 
Há algum tempo, a moda eram os seios avantajados – no estilo “quanto mais, melhor” –, mas muitas mulheres com seios naturalmente fartos relatavam problemas na autopercepção da imagem e bem-estar psicossocial, além de muitas dores, principalmente nas costas e no pescoço. Estudo publicado no final do ano passado pelo periódico Plastic and Reconstructive Surgery, a revista médica oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, mostrou que pacientes submetidas à cirurgia de redução de mama antes dos 25 anos continuam relatando benefícios duradouros 10 a 30 anos após o procedimento.
 
“Jovens que fizeram a mamoplastia redutora experimentaram melhor qualidade de vida relacionada às mamas, mesmo após três décadas do procedimento. É bom lembrar que essas pacientes, quando procuram a cirurgia, costumam relatar fortes dores de coluna e pescoço em virtude do peso das mamas”, afirma o médico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
O estudo contemplou mulheres com menos de 25 anos quando foram submetidas à cirurgia de redução de mama, que ocorreu no período entre 1980 e 2003. Os resultados da qualidade de vida foram avaliados com base no questionário validado. Trinta e sete mulheres responderam à enquete. Todas elas foram acompanhadas durante 10 anos, pelo menos. O acompanhamento médio foi de 21 anos, com o máximo de 32 anos.
 
“No geral, as participantes demonstraram alta satisfação e bem-estar até em comparação com mulheres que nunca fizeram cirurgia de mama”, observa Farinazzo. As pacientes que fizeram a cirurgia tiveram um escore médio de satisfação com as mamas de 67, em comparação com 57 registrados no grupo que não passou pela cirurgia.
 
As pacientes que sofreram redução de mama também apresentaram classificações mais altas de bem-estar sexual: 72 contra 55. Outras pontuações interessantes foram com relação ao bem-estar psicossocial (76 em 100) e bem-estar físico (81 em 100).
 
Segundo Mário Farinazzo, a mamoplastia redutora demonstra benefícios na redução de sintomas como dores nas costas e no pescoço e na melhoria do bem-estar psicológico, como a imagem corporal ruim e a baixa autoestima, no caso de mulheres com seios grandes demais.
 
“Embora jovens apresentem muitos dos sintomas das adultas, existia uma controvérsia em torno da realização de mamoplastia redutora nessa faixa da população. O novo relatório é um dos estudos de acompanhamento mais longos de pacientes jovens com mamoplastia redutora”, explica o médico.
O cirurgião plástico enfatiza que os benefícios persistem mesmo no caso de mulheres que tenham sofrido alterações hormonais que afetam a mama, incluindo gravidez, amamentação e menopausa. “Assim, evitar ou retardar a mamoplastia redutora em pacientes jovens pode impedi-las de alcançar melhorias duradouras na satisfação e no bem-estar”, ressalta Mário Farinazzo.
 
“É muito importante sempre procurar ajuda do cirurgião plástico para a indicação correta da mamoplastia redutora”, conclui o especialista.

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