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Aprenda a distinguir os diferentes tipos de mexerica

O que percebemos como sabor típico da tangerina é, na verdade, uma combinação de sabor e aroma, que juntos, deixam uma sensação inesquecível na boca


20/07/2020 04:00

O que percebemos como sabor típico da tangerina é, na verdade, uma combinação de sabor e aroma(foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
O que percebemos como sabor típico da tangerina é, na verdade, uma combinação de sabor e aroma (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)

 
Quem vai ao mercado de verduras e frutas em São Paulo não consegue entender a razão da diferença que existe entre os produtos que lá são vendidos e os que aparecem por aqui, nos sacolões e supermercados. Acredito que essa diferença se deve não só ao tamanho da capital paulista, mas também ao poder de escolha do consumidor de lá.
 
A maioria das frutas vendidas por aqui só serviriam para o descarte dos produtos de lá. A variedade e a qualidade são tão grandes que já pensei, muitas vezes, em trazer um balaio cheio das frutas de lá para consumir aqui. Sem falar nas uvas, que são totalmente diferentes, maiores, deliciosas, até as frutas da estação. Como a tangerina, por exemplo, cuja safra está no auge, termina em setembro. Vai suprir sua casa com essa fruta em plena estação: mesmo escolhendo com o maior cuidado, elas são sempre de segunda qualidade.
 
E quem não gosta de tangerina? Como já disse, é época de tangerina, tempo de aproveitar a deliciosa fruta fonte de vitamina C. A tangerina (citrus reticulata), também conhecida como mexerica e bergamota, possui várias espécies, dentre elas está a poncã (ou ponkan), olé, carioca e verona. Por aqui, o comum é a poncã.
 
Elas são frutas cítricas de pele fina e sabor memorável, que variam de muito doce a azedo. São brilhantes e perfumadas, apreciadas por pessoas de todas as idades e colhidas durante o inverno, quando a paisagem parece monótona e adormecida. Nativa do Sudeste da Ásia, a tangerina fresca é uma das frutas mais populares e consumidas do país.
 
O que percebemos como sabor típico da tangerina é, na verdade, uma combinação de sabor e aroma, que juntos, deixam uma sensação inesquecível na boca. O gosto é principalmente pelos níveis de açúcares e ácidos e as proporções relativas entre eles, enquanto o aroma é derivado de uma mistura de diferentes fragrâncias voláteis, incluindo álcoois, aldeídos, cetonas, terpenos e esteres. Elas compõem o segundo maior grupo de frutas cítricas cultivado depois das laranjas. Elas compartilham muitas características, como poucas ou nenhuma semente, sabor doce, cor e casca macia, que facilita descascar.
 
A poncã é a mais popular e consumida, com textura suculenta e sabor doce vibrante. Ela tem a casca mais grossa, coloração mais amarelada e, em geral, é mais doce que os outros tipos de tangerina. A carioca é achatada, tem textura rugosa, cor alaranjada mais forte e seu sabor é doce com toque mais ácido. A verona é claramente a espécie mais azeda. Possui sabor marcante, bastante suculenta e seu diferencial é não ter sementes. A olé tem uma pele ligeiramente áspera e seu sabor é mais suave que a poncã.
 
As tangerinas, por estarem intimamente relacionadas, possuem um perfil nutricional muito semelhante. São fonte de minerais, fibras, fitoquímicos bioativos, como alcaloides e carotenoides, e são excelente fonte de vitamina C, um nutriente que fortalece o sistema imunológico.
A vitamina C contribui para a defesa imunológica, apoiando várias funções celulares do sistema imune inato e adaptativo. É um antioxidante altamente eficaz, devido à sua capacidade de doar elétrons, protegendo biomoléculas importantes contra danos causados por oxidantes gerados durante o metabolismo celular e pela exposição às toxinas e poluentes (fumaça de cigarro, poluição, agrotóxicos).
 
A vitamina C suporta a função de barreira epitelial contra patógenos e promove a atividade de eliminação de oxidantes da pele, protegendo potencialmente o estresse oxidativo ambiental. A deficiência de vitamina C resulta em imunidade prejudicada e maior suscetibilidade a infecções. Por sua vez, as infecções afetam significativamente os níveis de vitamina C, devido ao aumento da inflamação e dos requisitos metabólicos. 

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