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Qual tipo de leite deve ser consumido por quem tem diabetes?

São muitas as opções disponíveis, mas é preciso ficar de olho na quantidade de carboidratos


postado em 17/07/2020 04:00 / atualizado em 16/07/2020 18:31

Leite de vaca contém bastante carboidratos e deve-se ter cuidado com a quantidade ingerida(foto: Revista Dominios/ReproduÇÃO da internet)
Leite de vaca contém bastante carboidratos e deve-se ter cuidado com a quantidade ingerida (foto: Revista Dominios/ReproduÇÃO da internet)
Sou implicada com essas novidades que surgem daqui e dali. Considero esse um dos problemas da COVID-19. Quem quer aparecer inventa mais isso e mais aquilo e quem acredita, embarca. Com diabetes é assim. Acompanho porque tenho, mas cada dia aparece uma novidade. A última é a respeito do leite que deve ser consumido por quem sofre da doença – dos dois tipos, DM1 e DM2, ambas com a chave na insulina.

Pessoas com DM1 não produzem insulina. Você pode pensar nisso como não tendo a chave. Por isso, precisam aplicar (a chave) insulina diariamente. Pessoas com DM2 produzem insulina, mas não respondem à insulina tão bem quanto deveriam. Você pode pensar nisso como tendo a chave quebrada. Ao longo do tempo, quando o diabetes não é tratado adequadamente, muitos pacientes passam a não produzir mais insulina suficiente (neste caso, também será necessário aplicar insulina, ou seja, passa a não ter mais a chave).

Ambos os tipos de DM podem levar a níveis altos de açúcar no sangue e isso aumenta o risco de complicações da doença. Por isso, a American Diabetes Association (ADA) recomenda individualizar a quantidade de carboidratos das refeições de pacientes com DM, a fim de controlar os níveis de açúcar no sangue e o peso. Além disso, a verificação da glicemia antes e após as refeições pode ajudar a identificar quais alimentos e em que quantidades o indivíduo responde melhor.

O melhor leite para um indivíduo com DM depende das preferências, alergias, intolerâncias alimentares e, principalmente, da sua ingestão diária de carboidratos. O leite de vaca contém bastante carboidrato e, dependendo da quantidade de leite ingerida ao longo do dia, é importante contabilizar principalmente se o indivíduo faz uso de insulina. Mas não se preocupe. São muitas as opções disponíveis nas prateleiras dos supermercados (integral, desnatado, nozes, soja, coco, amêndoas e muito mais). Cada opção tem seu próprio sabor e padrão nutricional.

Para se ter ideia, no leite de vaca,  a principal diferença é o teor de gordura e, portanto, a quantidade de calorias. O leite integral é o que contém mais gordura (mínimo de 3% de sua composição). O leite semidesnatado é mais leve em relação ao integral. No processo de fabricação, parte da gordura é retirada, mantendo os níveis entre 0,6 e 2,9%. O leite desnatado tem menos gordura. Porém, não contém as vitaminas A e D. Com exceção das vitaminas A e D do leite desnatado, todas as versões contém as mesmas quantidades de proteínas, sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, e vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, biotina, ácido fólico, B12, C, D, E, e K. É importante ressaltar que as quantidades de carboidratos nas três versões são as mesmas (em média 9g por 200ml).

Com uma ampla variedade de extratos vegetais disponíveis, pode ser difícil saber qual é o melhor. É importante ficar atento aos ingredientes ocultos que possam ter impacto negativo na sua saúde. Aqui estão alguns pontos importantes a considerar: o leite de vaca é rico em cálcio, essencial para ossos saudáveis e para prevenir a osteoporose. A maioria dos extratos vegetais é enriquecida com cálcio, portanto, escolha um que contenha no mínimo 120mg de cálcio por 100ml. A vitamina B12 é encontrada naturalmente em produtos de origem animal. Pessoas que limitam ou evitam estes produtos devem escolher produtos enriquecidos com esta vitamina.

Algumas pessoas têm alergias ou intolerâncias a certos ingredientes usados em leites à base de plantas, como glúten, nozes e soja. Verifique os rótulos. O açúcar é disfarçado por muitos nomes (dextrose, frutose, galactose, glicose, lactose, maltose e sacarose, entre outros). É importante ficar atento e evitar produtos com adição de açúcar e de adoçantes artificiais.

O extrato vegetal de soja tem sido o substituto não lácteo mais popular porque seu perfil nutricional se assemelha muito ao leite de vaca. Já o extrato vegetal de arroz é o menos alergênico dos não lácteos. Como tem um alto índice glicêmico (IG) – de 79 a 92 – significa que é absorvido rapidamente no intestino, e aumenta também rapidamente os níveis de açúcar no sangue. Por esse motivo, pode não ser a melhor opção para pessoas com diabetes.

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