Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Infarto em casa avança na quarentena e preocupa médicos

Estudo aponta aumento de até oito vezes no número de mortes. Com medo de procurar hospital devido à COVID-19, pacientes ignoram sintomas


postado em 27/06/2020 04:00

Lado ruim dessa pandemia é que, olhada por quem não é profissional, com espírito critico, é possível avaliar que, no fim das contas, a maioria não sabe nada de nada. Prova disso é a repetição constante dos noticiários da TV, que abordam o problema por várias perspectivas, profissionais ou não, e com resultado totalmente aleatório. Agora, para aumentar a encrenca, o que se divulga é que passar por uma crise de coronavírus não significa que a pessoa está livre do problema. Não tem nada a ver com outras doenças que vacinam o paciente que já passou por elas. Como, por exemplo, sarampo. Quem teve uma vez está vacinado para sempre, ao contrário da catapora, que deixa rastro, e do herpes-zóster (cobreiro), que pode se repetir depois de seis meses. A falta de conhecimento gera sempre a previsão alarmista, que aumenta o terror do cidadão. Agora, o que se prevê é que o Rio vai cancelar o réveillon, porque ninguém sabe o que pode estar acontecendo daqui a seis meses. É essa insegurança nos aflige, nos traumatiza, nos aterroriza.

Exemplo disso é o medo de ir ao hospital, que aumenta número de infarto em tempos de pandemia. Em meio ao novo coronavírus, tem ocorrido uma perceptível redução de pessoas que buscam ajuda médica, em especial aquelas com sintomas relacionados a problemas cardíacos. Os pacientes estão preocupados e relatam ter medo de ir ao hospital para fazer os tratamentos necessários, por medo de pegar a COVID-19. Esse cenário tem acontecido mesmo quando a pessoa apresenta sintomas importantes, como dor no peito associada à sensação de falta de ar, sensação de coração acelerado, mal-estar, perda de consciência.

Lucas Lodi, cardiologista intervencionista da Rede Mater Dei de Saúde, relaciona essa mudança ao medo de contágio da COVID-19 em hospitais, e avalia que esse movimento pode levar a aumento nos casos de morte por infarto no país. “Estudos realizados apontam queda de até 70% dos atendimentos por infarto nos hospitais no mundo todo, além de um aumento de até oito vezes no número de mortes por infarto em casa”, explica o médico.

Além disso, pacientes que já possuem algum problema cardíaco, apesar de ser parte do grupo de risco, não podem deixar de fazer o controle regular com o cardiologista. Nesse caso, o médico faz um alerta: “Sintomas como dor torácica, piora da sensação de cansaço ou de inchaço nas pernas não podem esperar e precisam ser investigados com urgência”. A Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), em conjunto com a organização Coração Alerta, criou a campanha “O infarto não respeita quarentena” para mostrar a necessidade de se estar atento aos sinais e sintomas que podem levar ao infarto. O cardiologista reforça: “O risco de morte por infarto é muito maior quando os sintomas aparecem e são negligenciados”.

Para garantir um atendimento seguro, a Rede Mater Dei de Saúde criou fluxos diferentes nas suas unidades para receber cada tipo de paciente. São entradas, elevadores e guichês de atendimento distintos, além de protocolos ainda mais rígidos, tudo para que os clientes tenham a segurança necessária para receber os seus atendimentos.

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade