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TV virou companheira inseparável na quarentena

Canais estão repetitivos, mas exibição de filmes, como No portal da eternidade, sobre Van Gogh, salva a programação


postado em 24/06/2020 04:00

O filme No portal da eternidade retrata a vida de Van Gogh(foto: CBS Filmes/divulgação)
O filme No portal da eternidade retrata a vida de Van Gogh (foto: CBS Filmes/divulgação)

Comecei a me interessar por séries de TV por causa de House. Só que ao longo do tempo fui me cansando, gostava porque aprendia uma coisa ou outra naquela maneira intempestiva do doutor Gregory House em suas consultas médicas. Depois, passei para as séries históricas – a da espanhola Isabel, a Católica (Isabel, a rainha de Castela) foi um achado, bem-feita e com lances históricos que não conhecia muito bem, como a relação dela com os judeus e como a rainha se aproveitava de seu poder econômico, quando precisava, sem o menor pudor.

Isabel foi a primeira governante a obrigar o judeu a usar a estrela no peito, como depois Hitler fez. Também perseguia os não católicos em nome da religião. Para mim, Isabel ficava nos dois extremos do poder, a benesse e a perseguição. Atualmente, sigo no canal Universal séries de medicina, polícia, bombeiros de Chicago e aquela de defesa das mulheres em Nova York, que gira em torno de casos de estupro e se repete ad infinutum.

Como a distração é passar boa parte do tempo em frente à TV durante a quarentena, as emissoras estão abusando, repetindo todas as velharias mais de mil vezes. Filmes, então, nem é bom falar. Um aviso, que aparece de vez em quando, informa que devido ao coronavírus os programas são mostrados na língua original, sem tradução, só com legendas.

Salvam um pouco a distração os documentários exibidos pelo Smithsonian, que são bem legais. Mas a mania que eles têm de mostrar tudo o que se refere a projetos extraterrestres só interessa a quem gosta de foguete e de avião espacial. O Love Nature é ótimo para conhecer o fundo do mar, traz imagens apaixonantes, sem falar no mundo de peixes e bichos que jamais conheceríamos em outros canais. Gosto muito do fundo do mar e de programas com pássaros – alguns maravilhosos, que não vamos conhecer nunca.

Descobri o HBO Mundi, que tem alguns filmes bem bons. Aquele sobre Vincent van Gogh (No portal da eternidade) é ótimo. A emissora começou variando bem a programação, mas atualmente está na fase da repetição constante. O corvo branco, sobre a vida de Rudolf Nureyev – fiel em relação ao mau humor do bailarino –, virou “ocupa espaço”, passa quase todos os dias, várias vezes.

Outro canal que não conhecia, o Eurochannel, mostra filmes bem curiosos de países que nem acreditávamos pensar em cinema. Dá para ver mais pela curiosidade, tem seriados. Alguns dos filmes não têm muita ligação no enredo, não sei se é cochilo meu ou se é assim mesmo. Como ninguém entende a língua e as legendas passam a jato, vamos levando adiante a curiosidade. Pego logo pela madrugada, a minha nova hora de acordar.

Jornal falado é para quem gosta de sofrer e escutar sempre o mesmo assunto da ocasião, em várias versões e em todas as horas do dia. Não aguento mais essa história de todas as frases de todas as notícias e comentários começarem com “a gente” – o português coloquial é mesmo usado em todos os telejornais. E “né” virou a vírgula da maioria das frases.

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