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Dor de cotovelo não é só paixão não correspondida

Epicondilite lateral é uma doença que atinge cerca de 3% da população brasileira


postado em 17/06/2020 04:00

Epicondilite lateral, ou dor no cotovelo, é uma doença que atinge cerca de 3% da população brasileira(foto: Divulgação)
Epicondilite lateral, ou dor no cotovelo, é uma doença que atinge cerca de 3% da população brasileira (foto: Divulgação)
A “dor de cotovelo” é conhecida pela maioria da população como paixão não correspondida, briga entre casais de namorados e outros problemas do coração. Do ponto de vista do corpo, é mais do que isso: é epicondilite lateral, que também pode ser conhecida popularmente como “dor no cotovelo” ou “tendinite do tenista ou golfista”. É uma doença que atinge cerca de 3% da população brasileira, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Além de causar muitas dores, o problema pode afetar a qualidade de vida de pessoas em diferentes faixas etárias.

Flávia Nascimento, médica da área de reumatologia e dor, explica que esse transtorno se caracteriza como uma inflamação e microrompimento de fibras que acometem os tendões extensores do antebraço. Assim, o paciente acometido pela doença pode sentir grande sensibilidade, dor, desconforto e dificuldade de movimentar a região do cotovelo. “Essa doença é ocasionada principalmente pelo esforço contínuo nesse local. Portanto, pessoas que realizam qualquer tipo de atividade repetitiva envolvendo essa região podem sofrer com o surgimento do problema”, acrescenta.

Esportistas que fazem uso de raquetes, tacos, remos ou objetos do gênero acabam sofrendo com a doença. É por isso que um dos nomes populares se refere aos tenistas, que por muito tempo foram vistos como as principais vítimas da doença”, comenta. No entanto, estima-se que apenas 10% das pessoas que apresentam sintomas da epicondilite são de fato esses tipos de atletas. “Com a tecnologia e o aumento de profissionais em alguns setores, essa realidade mudou. Hoje em dia, mais de 90% dos casos afetam trabalhadores que fazem uma atividade repetitiva com os braços, como manicures, por exemplo. Além disso, o uso excessivo de celulares e tablets também pode ser o vilão em relação aos jovens que sofrem com a epicondilite lateral”, alerta a médica.

A melhor forma de evitar a doença, segundo Flávia, é com exercícios físicos. “Os exercícios são ótimos para qualquer aspecto da saúde física e mental. Principalmente para quem realiza um determinado tipo de atividade várias vezes ao dia, é importante tirar um momento para se alongar e mudar a posição. Assim, as articulações poderão se movimentar adequadamente e a circulação vai auxiliar a manter a saúde dessas áreas do corpo”, orienta a médica. Outro ponto importante é evitar a automedicação em caso de dores fortes. “Muita gente recorre aos analgésicos e anti-inflamatórios. Isso pode ser um risco tanto para o organismo quanto para o desenvolvimento da doença em si, pois os remédios vão mascarar o real motivo das dores. Portanto, o mais recomendado é sempre entrar em contato com um profissional para avaliar o caso e indicar o melhor tratamento”, destaca.

Cotovelo tem também utilidades práticas, como bater o cotovelo na porta e na marcação de andares em elevadores, evitando colocar o dedo onde todos colocam, sustentar a dobradura do braço para segurar bolsas, dobras de mangas de camisa, cumprimentos nesta época de coronavírus e outros usos que surgirem no momento. E no caso daquela outra dor, provocada pelo coração partido, a solução é encarar o sentimento, perdoar ou partir para outra mais saudável.

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