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Estado de Minas ANNA MARINA

Vida de gente famosa rende bons programas na TV

Nesta quarentena, já vi cinebiografia de Winston Churchill, filme sobre Arthur Miller e série protagonizada por Mariska Hargitay, a filha de Jayne Mansfield


postado em 01/06/2020 04:00

Mariska Hargitay, a ótima atriz de Law and order, é filha da famosa Jayne Mansfield(foto: NBC/divulgação)
Mariska Hargitay, a ótima atriz de Law and order, é filha da famosa Jayne Mansfield (foto: NBC/divulgação)

 

Os livros de Pedro Nava sempre foram meus companheiros de férias. Por uma das coincidências da vida, os quatro volumes de suas memórias eram lançados quando eu estava saindo para descansar. Me acompanhavam com uma leitura enriquecedora, e principalmente muito humana, sobre a vida dele e de seus amigos. Quando Nava se suicidou, foi uma tristeza só.

 

Tenho a tendência de gostar de casos, textos, filmes e referências a vidas de pessoas conhecidas e desconhecidas. A TV oferece vários programas nessa linha, alguns de gente muito famosa, como o documentário sobre Jane Fonda, repetido com muita frequência, ou o filme sobre a trajetória política de Winston Churchill – história que, realmente, deveria ser mais conhecida, pois foi ele quem venceu a guerra para a Inglaterra.

 

Nestes dias de reclusão, gosto bastante de assistir a esse tipo de programa de TV. Na semana passada, um deles foi sobre a vida de Arthur Miller, autor de algumas das peças de teatro mais importantes do século 20, embora o dramaturgo seja mais lembrado por ter sido casado com Marilyn Monroe. Assisti a um ótimo documentário sobre ele, feito por uma filha. É um levantamento quase completo – vai da história de seus pais (judeus poloneses emigrados para os Estados Unidos, comerciantes ricos que ficaram pobres com o crack de 1929) até seus últimos dias.

 

Encantei-me, primeiro, com o tipo físico de Arthur Miller. Foi um homem muito bonito, rosto absolutamente expressivo e muito positivo, sem frescuras nem ademanes prejudiciais. No documentário, fiquei sabendo de uma de suas vivências absolutamente incríveis. Do casamento com a fotógrafa Inge Morath teve primeiro uma filha e, tempos depois, um filho, que nasceu com síndrome de Down. Com apoio da mulher, colocou o menino numa casa de saúde e nunca – nunca mesmo – foi vê-lo. A mãe ia com frequência, mas Miller jamais tocou no assunto, nunca falou no filho em qualquer circunstância, ignorou sua existência até em suas memórias. Só viu esse filho uma vez, quando ele tinha 30 anos. Arrependido, conseguiu incluí-lo em seu testamento. Depois que a notícia vazou, foi divulgado que o rapaz não era tão deficiente assim. Inclusive, tinha uma queda natural pela prática de esportes – o pai nunca ficou sabendo.

 

É difícil acreditar que um homem com tal cultura tivesse comportamento tão negativo e cruel em relação ao filho. Quando se casou com Marilyn Monroe, Arthur Miller fez o possível para ampará-la em suas crises, depressões e bebedeiras, em tudo o que ela fazia de atrapalhado. Quando a atriz morreu, por causa de uso de drogas, foram chamá-lo para o enterro. Ele se negou, com uma frase que ficou antológica: “Não preciso ir, ela não estará lá”. Referia-se ao fato de Marilyn ser campeã em faltar a compromissos – principalmente os profissionais.

 

Outra coisa da TV que tem me chamado a atenção são os filhos de artistas. Uma atriz, em especial, é a figura principal da série Law and order, da Universal. Sua mãe era Jayne Mansfield. Famosa nos anos 1960 e considerada alter ego de Marilyn Monroe, Jayne jamais foi estrela de primeira grandeza. Aparecia muito por sua beleza, a lourice, por seu corpo escultural – foi a primeira famosa de Hollywood a posar nua na revista Playboy.

 

Na série, Mariska Hargitay, filha dela, carrega com muito talento o papel da chefe de um setor policial de Nova York que defende vítimas de estupro. O tema é sempre mais ou menos o mesmo. Law and order vem sendo exibida há anos, mas como é bem feita, agrada. E a filha da Mansfield é bem bonitona. 

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