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Homewear ganha força nestes tempos de quarentena e home office

Moda prática, sustentável, confortável e atemporal atende às necessidades de vida, estudo e trabalho neste mundo globalizado


postado em 09/04/2020 04:00

Criação da Zara para ficar em casa (foto: Zara/reprodução)
Criação da Zara para ficar em casa (foto: Zara/reprodução)


A coluna de hoje é de autoria de uma especialista em homewear: Renata Domingues Balbino Munhoz Soares, coordenadora do curso de pós-graduação em direito da moda da Universidade Presbiteriana Mackenzie:

Collab é o termo usado na moda para definir parcerias entre marcas, estilistas e designers, que se associam para o lançamento de um produto. Chamado também de o “X” da moda, o collab cresceu muito no Brasil e no mundo. Parcerias de sucesso podem ser lembradas entre a alta-costura e a fast fashion: Riachuelo x Versace, Karl Lagerfeld x Falabella, Supreme x Louis Vuitton.

O homewear, que ganhou visibilidade nas últimas décadas, pode ser o segmento mais afeito a este momento de quarentena. É a moda como expressão criativa daquilo que se vê na sociedade, no comportamento das pessoas. Conhecido como “roupa para ficar em casa”, ele está em ascensão por dois motivos: atender àqueles que já o usavam no ambiente doméstico em momentos de descanso ou relaxamento, nos fins de semana, e, mais recentemente, para o trabalho a distância, teletrabalho ou home office, que se intensifica neste momento de isolamento social.

A coleção de uma marca é definida como o balanço entre o que os consumidores desejam e os recursos dos novos modelos, escolhidos para cobrir diferentes ocasiões e gamas de produtos. Como exemplo do que desejam os novos consumidores, temos a geração dos millenials (adultos do ano 2000) e a geração Z (nascida no século 21), como tratamos em nosso livro Fashion law – Direito da moda (Editora Almedina, 2019).

Essas gerações buscam a moda prática, sustentável, confortável e atemporal que atenda às suas necessidades de vida, estudo e trabalho neste mundo globalizado, tecnológico e digital. As marcas podem ter uma gama diversa de produtos, associados a diversas ocasiões. São exemplos disso as coleções permanentes de primavera-verão e outono-inverno, mas também as intermediárias (resort e cruise), além das coleções cápsulas.

A resort e a cruise são desenvolvidas entre as coleções tradicionais para atender consumidores que desejam roupa para viajar para a praia, fazer um cruzeiro, passar férias em resorts.

No caso das cápsulas, as marcas criam minicoleções que não dependem da identidade da coleção principal e podem estar associadas a ocasiões ou datas especiais, como carnaval e Dia das Mães (coleções mãe e filha).

Como se vê, muitas são as estratégias utilizadas atualmente. Há também lançamentos-relâmpago, o fenômeno do see now buy now, edições limitadas de produtos. A marca Ikea, líder mundial no setor de móveis e artigos para casa, decidiu criar roupas masculinas, desenvolvidas por um estilista inglês, com os tecidos de lençóis que já comercializava.

Após o atentado de 11 de setembro em Nova York, as macrotendências de moda se voltaram para o patriotismo, com símbolos nacionais nas roupas e o uniforme militar, trazendo como tendência até mesmo uma nova forma de filosofia hippie, no velho modelo do “faça amor, não faça a guerra”.

Depois da pandemia de H1N1, em 2009, houve uma tendência de customização. Esse conceito, segundo a especialista Camila Dias, refletiu-se, por exemplo, “na customização feita nas máscaras utilizadas para a contenção da pandemia”, conhecida como gripe suína. A moda adotou, também, mecanismos de releitura relacionados à ligação entre passado e futuro, ou seja, o confronto entre o antigo e a tecnologia vigente, o tempo das máquinas, da agilidade, da alienação, dos encontros virtuais, de vidas guiadas pela rede de comunicação global.

Atualmente, muitas marcas podem se valer do homewear para atender à grande demanda de home office ou de trabalho a distância, que o mundo passou a praticar intensamente nesta quarentena causada pelo novo coronavírus.

Os fatos dizem por si... Mas só a parceria pode ser contagiante!

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