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Na quarentena, teste receitas com sabores domésticos

Aproveite o tempo de isolamento social para aprender e executar pratos que trazem boas lembranças e afetos, como o leitão a bairrada ou mousse de lagosta


postado em 03/04/2020 04:00

Leitão a bairrada é um prato que agrada muito e é difícil encontrar quem não goste da iguaria(foto: Nereu Jr./Divulgação)
Leitão a bairrada é um prato que agrada muito e é difícil encontrar quem não goste da iguaria (foto: Nereu Jr./Divulgação)
Quando o tempo sobrava, gostava muito de manter um caderno de receitas com tudo que gostava de provar em casas de amigos. Houve época em que esses serviços de bufê não existiam, tudo era feito em casa. Guardei essa mania e sempre que recebia amigos, as refeições saíam da cozinha de minha casa.

E já recebi gente importante daqui e de fora, o que era legal porque podia servir sabores domésticos. Dava um trabalhão dos diabos, mas compensava. Agora, que só recebo família e amigos muito íntimos, a mania continua. Vez ou outra apelo, como ocorreu da última vez em que dei um almoço servindo um leitão a bairrada, feito em restaurante português. Valeu a pena, porque estava ótimo, não houve quem não gostasse. Ainda mais que serviu para me lembrasse dos passeios que fazia em Portugal, que sempre passavam pelo restaurante Pedro dos Leitões, na Bairrada.

Então, com tempo sobrando, resolvi dar uma busca em meu caderno de receitas para encontrar comidinhas que andam sumidas, nessa mania atual de criar alimentos saudáveis, que na maioria das vezes são grossa porcaria. Como essa história de cozinha vegana, que acredito ter sido inventada por alguém que nunca sentiu o gosto de um torresmo ou de uma vaca atolada muito bem temperada.
Só que guardo em meu livro de receitas algumas mensagens que recebi ao longo da vida, como uma enviada por Nahum Sirotsky, em 1959. Não sei por onde ele anda, ou se ainda anda, na época era diretor da revista Sr, uma publicação e tanto. No recado, ele diz que ficou sabendo que eu não estava recebendo a revista e que já estava tomando providências. Atenção que ninguém recebe mais nos dias atuais.

Na lista das receitas, a famosa torta de nozes de dona Rosinha Nocce, que era uma importante doceira da cidade, algumas receitas palacianas e, imaginem só, duas do psiquiatra Hélio Alkimim, que faço questão de reproduzir para quem quiser experimentar nesses dias de nada para fazer. Uma delas, mais simples, é de mousse de lagosta: cozinhe duas lagostas de tamanho médio ou camarões em água fervente por 20 minutos. Deixe esfriar, retire a carne e corte em quadrados. Dissolva um pacote de gelatina em meio copo de água. Misture em uma vasilha a carne da lagosta, 3 tomates bem maduros picados bem finos, 1 colher de café de sal, 3 ovos cozidos e picados, 1 colher de pimenta-do-reino, meia colher de café de mostarda em pó. Juntar a gelatina. Gelar até ficar consistente. Bater um copo de creme fresco e juntar à mistura de lagosta e colocar em uma fôrma. Levar para gelar até a hora de servir.

A outra receita é blanchete de vitela. Leva 1kg de vitela, 150g de champignons, 2 ovos, 300g de cebolinhas bem pequenas e frescas, 150g de manteiga, 1 limão, 3 colheres de sopa de farinha de trigo, 3 cravos, salsinha, sal. Colocar em uma tigela 2 gemas, o suco de meio limão, dissolvendo tudo com um pouco de caldo. Juntar o creme de leite e misturar. Juntar a essa mistura outra feita com farinha de trigo, manteiga e caldo da carne cozida. Juntar a esse molho os champignons e as cebolinhas cozidas. A vitela é cozida inteira, junto com uma cebola, uma cenoura e um talo de aipo. Depois de cozida, cortar em fatias e servir com o molho em cima.

Em matéria de curiosidade, as receitas são bem legais. E fáceis de fazer, uma vez que tudo é fácil de encontrar. Diferentemente de algumas dessas receitas sugeridas pela TV, em que alguns ingredientes são bem americanos.

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