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Novas formas de ser um eterno aprendiz

Plataformas de ensino on-line são inovadoras e vêm se popularizando. Com o avanço da tecnologia, surgem também grupos e experiências disruptivas para a transmissão do conhecimento


postado em 18/02/2020 04:00

É muito engraçado acompanhar a modernidade. As coisas chegam renovadas, com nova roupagem, novos nomes ou expressões e todos tomam aquilo como se fosse a maior novidade do século.

A vida é um eterno aprendizado. Desde que nascemos, começamos a aprender as coisas e só paramos de aprender no dia em que morremos. Alguns buscam mais aprendizado na academia, outros por conta própria. O fato é que sempre estaremos em busca do conhecimento, e sempre teremos muito o que aprender.

O filósofo Sócrates disse certa vez: “Só sei que nada sei, e o fato de saber isso me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa”. O filósofo da atualidade, que admiro muito, Mário Cortela – por sinal é uma pessoa que gostaria muito de sentar em uma roda e ficar ouvindo por horas –, inspirado por Sócrates, escreveu: “Só sei que nada sei por completo; só sei que nada sei que só eu saiba; só sei que nada sei que eu não possa vir a saber; só sei que nada sei que outra pessoa não saiba; só sei que nada sei que eu e outra pessoa não saibamos juntos”. Tudo isso vem mostrar que não sabemos nada, que sempre aprendemos algo. Coisa antiga.

Mas agora surgiu o lifelong learning como a maior novidade. Você sabe o que é um lifelong learning? Segundo a CEO da Upside Gropu, Efigênia Vieira, trata-se de uma expressão que se traduz no ato de se manter uma atitude positiva para a aprendizagem tanto no contexto profissional quanto no pessoal. Novidade? Só na maneira de nominar e explicar.

Todos sabemos que o modelo de educação, que começa na escola básica e vai até a formação superior, não oferece há muito tempo o que é necessário para que uma pessoa tenha sucesso em sua vida pessoal e se mantenha competitiva no mercado de trabalho. Sempre foi assim. O que é técnico ajuda muito, mas se o aluno não se empenha, não será só frequentando escola que construirá um conteúdo de peso.

Surgiram as plataformas de ensino on-line, como UnCollege, Udemy, Coursera, Singularity University e MOOCs, que são inovadoras e vêm se popularizando e fazendo cada vez mais parte de nosso cotidiano. Com o avanço da tecnologia, surgem também grupos e experiências disruptivas para a transmissão do conhecimento. Essas são ações que demonstram que é possível aprender de diversas formas.

O lifelong learning é se tornar um eterno aprendiz, compreendendo que as coisas mudam a todo tempo e que quanto mais se sabe, mais se percebe que há muito ainda a se aprender. Olha o Sócrates aí, gente! O lifelong learning tem uma curiosidade insaciável, um desejo enorme pelo saber, busca aprender como se fosse viver infinitamente. O seu interesse não é só por saber, mas também por experimentar, já que esta é uma das mais efetivas e divertidas maneiras para se aprender algo. Como relata o escritor Alvin Toffler (1928-2016): “Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender”.

Efigênia Vieira conta de uma entrevista de emprego, onde buscava encontrar um CFO (chief financial officer). Perguntou a um profissional: “Fale-me sobre você”. Ao contrário do esperado, pelo menos do que ocorre frequentemente nestas ocasiões, ele não recitou seu currículo falando sobre resultados, conquistas, capacidade de gestão, etc. Seus olhos brilharam ao descrever sobre sua última experiência ao aprender a esquiar e a criar grupos de pessoas para ensinar sobre a sua vivência. Eu me vi diante de um profissional que se diverte aprendendo e disseminando o aprendizado em suas múltiplas vertentes. Estava diante de uma pessoa que busca em sua rotina, e mesmo fora dela, o aprendizado e o ensinar”.

* Isabela Teixeira da Costa / Interina


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