Publicidade

Estado de Minas

Evite acidentes domésticos durante as férias das crianças

Os problemas mais comuns neste período são queimaduras, picadas de insetos e fraturas, com maior incidência em crianças de 3 a 12 anos


postado em 29/01/2020 04:00


Aproveitar as férias escolares dos filhos é uma alegria para os pais. Esse tempo de descanso nas escolas e recesso nas empresas é o mais aguardado por pessoas de todo o mundo, em especial pelas crianças. No caso do Brasil, os meses de dezembro e janeiro, graças ao verão, são ainda mais esperados pelos pequenos, que aproveitam a época para extrapolar nas atividades e brincadeiras. Aos pais, no entanto, resta redobrar a atenção. E algumas dicas podem ser especialmente úteis para aqueles que desejam passar pelas férias sem incidentes ou acidentes domésticos.

De acordo com especialistas da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, entre os acidentes domésticos mais comuns neste período estão queimaduras, picadas de insetos e fraturas, com maior incidência em crianças de 3 a 12 anos. Especialistas destacam que, em todos esses casos, antes de qualquer indicação de tratamento os médicos devem avaliar a extensão e a gravidade do incidente.

No caso das queimaduras leves, basta utilizar água corrente por alguns minutos e sem fazer uso de gelo. O local não deve ser mexido ou abafado. Em caso de queimaduras graves, como a de terceiro grau, procure o pronto-atendimento médico com urgência. Podem-se adotar algumas medidas até conseguir ser atendido, como retirar a roupa sobre a área queimada com bastante cuidado, mas sem forçar a remoção, senão o tecido “colado” pode causar danos graves à pele.

A cura de queimaduras de terceiro grau pode levar muito tempo – meses e até anos. Há a possibilidade de a regeneração completa não ocorrer de forma espontânea. A cicatrização é desorganizada e podem ser necessárias cirurgias com enxerto de pele retirada de outras regiões do corpo.

No caso de fraturas, é necessário, inicialmente, avaliar o grau, ou seja, se luxou, trincou ou quebrou, entre outras possibilidades, para depois adotar as medidas corretas de imobilização. O local não deve ser mexido no ato do acidente, levando a pessoa imediatamente ao pronto-socorro.

Nos casos da picada de inseto, o ideal é entrar com a medicação, ou seja, um antialérgico receitado por especialista. No entanto, se o inseto ou artrópode for venenoso – escorpião ou aranha, por exemplo –, o médico vai avaliar o tratamento mais adequado, acompanhado de medicação por soro. Nesse caso, podem ocorrer dificuldades para respirar, além de outros efeitos. O pronto-atendimento é essencial para a identificação e a medicação corretas. Se possível, o inseto deve ser recolhido e levado para identificação.

Quando pensamos em crianças, a lista de acidentes é acrescida de intoxicação e engasgo. A pediatra Vivian Pereira, chefe do pronto-socorro da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, dá dicas importantes aos pais. Pode-se evitar que as crianças engasguem deixando de oferecer a elas alimentos redondos e duros, como pipoca, uvas e amendoins. Dê-lhes alimentos em pequenos pedaços e ensine-as a não falar enquanto comem.

Engasgos durante o sono não são incomuns. “É sempre bom usar os berços certificados pelo Inmetro e que seguem as normas de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas. É importante que as grades não tenham distância entre elas maior do que seis centímetros. Também aconselho os pais a não deixarem objetos no berço, o que ajuda a evitar asfixias. Evite dormir na mesma cama de seu bebê”, diz Vivian Pereira.

As crianças são mais comumente intoxicadas por medicamentos, produtos de limpeza, inseticidas e bebidas alcoólicas. Por isso, atenção com eles. Devem ser evitados produtos de limpeza sem garantia de segurança. Outro cuidado: as tintas empregadas na residência e nos móveis não podem conter substâncias tóxicas, como chumbo e monóxido de carbono. Se houver intoxicação por algum produto, é necessário levar a embalagem ao serviço de saúde em que será feito o atendimento. E o mais importante: não medique a criança sem orientação médica.

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade