Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas

Especialista dá dicas para um bom sono na terceira idade

Noites maldormidas podem levar a sérios problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, obesidade e fadiga, afirma Renata Federighi


postado em 21/11/2019 04:00 / atualizado em 20/11/2019 18:03


Meu médico Humberto Guimarães, que coloca frequentemente meu labirinto no lugar, tem dois conselhos para que eu consiga manter bem o equilíbrio: dormir com a luz acesa e evitar deitar do lado esquerdo. Não sabe da missa a metade, pois quando a idade chega, ter uma longa noite de sono sem acordar várias vezes é milagre difícil de acontecer. Até quando se usa uma pilulinha para facilitar a dormida legal.

Isso ocorre porque cada fase da vida tem relação única com o sono. Dormir bem é essencial para o desenvolvimento da criança e para a manutenção da saúde física e mental do adulto. Para os que chegam à terceira idade, essa importância não diminui. Envelhecer altera os padrões de descanso das pessoas, o sono fica mais leve e não ultrapassa oito horas por dia. Porém, acordar cansado todos os dias e problemas com insônia não fazem parte do envelhecimento. Então, o que fazer para melhorar a qualidade do descanso?

De acordo com a consultora do sono Renata Federighi, ao envelhecer, a vontade de dormir chega mais cedo, o adormecer fica mais demorado, ocorrem interrupções durante a noite e a duração do repouso diminui, tudo isso devido a mudanças biológicas. “O motivo dessa alteração é porque a melatonina, hormônio responsável pela regularização do sono, tem pico máximo de produção aos 3 anos de idade. Com o envelhecimento, a produção vai diminuindo. Aos 60, o corpo tem metade da melatonina de alguém com 20. Ao chegar aos 70, essa porcentagem é quase nula”, explica a especialista.

Noites maldormidas podem levar a sérios problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, obesidade e fadiga, entre outras doenças físicas e psicológicas, que se agravam ainda mais nos idosos. Para evitar a má qualidade do sono na terceira fase da vida, alguns cuidados devem ser tomados. A consultora afirma que a higiene do sono pode ser excelente aliada para retomar as boas noites de descanso.

“Muitas pessoas acreditam que porque dormem menos estão dormindo mal. Porém, nem sempre uma coisa está relacionada à outra. O importante é a pessoa dormir o tempo suficiente para sentir, ao despertar, que realmente descansou. Para isso, é fundamental relaxar e desacelerar o corpo ao anoitecer”, explica.

“Uma das dicas para uma boa noite de sono é evitar ver televisão até tarde. Prepare o ambiente para o descanso, mantenha o quarto em completo silêncio e com as luzes apagadas. Na claridade, a produção de melatonina é interrompida. As luzes da TV, celulares e tablets mantêm o organismo desperto e atento, interferindo no processo de adormecer”, adverte Renata.

Deve-se seguir uma rotina todas as noites. “Deite-se sempre no mesmo horário e vá para a cama quando for realmente dormir. Faça coisas que relaxem o corpo, como tomar um banho morno e ler um livro.” Renata destaca que o idoso deve evitar alimentos pesados e estimulantes no período da noite, como café e frituras. Também é importante programar atividades físicas pela manhã, sempre seguindo orientações médicas.

A postura ao deitar ajuda. “O travesseiro e o colchão contribuem para o sono renovador. O ideal é se posicionar de lado e usar travesseiro que complete exatamente o espaço entre a cabeça e o colchão, alinhando a coluna cervical com o tronco. Isso libera as vias respiratórias, facilita a circulação sanguínea, permite que os estímulos elétricos sejam enviados do cérebro para corpo, evitando dores musculares e os consequentes microdespertares que interrompem o sono”, conclui Renata Federighi.


Publicidade